Editorial

Fazer prisioneiros é método tradicional na luta contra ditaduras

Esquerda pequeno-burguesa mostra novamente capitulação diante do imperialismo e do sionismo ao chamar Hamas de “terrorista”

Muito se fala na imprensa burguesa sobre o “terrorismo” do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe). Não era de se esperar o contrário. Afinal, a imprensa capitalista mundial – inclusive a brasileira – se mostrou porta-voz assídua do lobby sionista, em defesa do Estado israelense. Para defender o massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza e sua política histórica de genocídio e limpeza étnica – que perdura há mais de 75 anos – a vanguarda da resistência armada palestina é chamada de “terrorista”.

É uma tática tradicional da imprensa: aqueles que lutam contra o terror do imperialismo sempre foram chamados de “terroristas”. Assim, buscam justificar o verdeiro terrorismo, aquele exercido pelo Estado dos capitalistas. Finalmente, não existe entidade mais terrorista que o Estado de Israel e seus sócios imperialistas.

Espanta, no entanto, que um setor da esquerda pequeno-burguesa apresente o Hamas como organização terrorista. Na realidade, essa esquerda novamente está mostrando sua capitulação diante do imperialismo e do sionismo. O grande argumento para aqueles que não defendem “os métodos do Hamas”, como alegaram alguns esquerdistas, seria a suposta morte de civis israelenses e os sequestros realizados durante a Operação Dilúvio al-Aqsa em 7 de outubro.

Sobre a morte de civis israelenses, a fraude já foi esclarecida: boa parte destes foram assassinados pelas próprias Forças de Defesa de Israel para que não fossem feitos prisioneiros pelo Hamas, pois essa seria a melhor moeda de troca da organização islâmica com o Estado sionista. Como mostra a recente trégua acertada por Hamas e Israel, os prisioneiros israelenses servirão para libertar uma quantidade ainda maior de prisioneiros palestinos. 

No entanto, a esquerda que critica o Hamas por fazer prisioneiros israelenses mostra que não entende nada em relação à luta armada. Esse método é tradicional entre os grupos de resistência que lutam contra o imperialismo e suas ditaduras. Basta olhar o exemplo do Brasil.

Durante a ditadura militar, inúmeros guerrilheiros armados realizaram sequestros e assaltos contra o governo ditatorial. A Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella, por exemplo, foi responsável pelo sequestro do embaixador estadunidense Charles Burke Elbrick em 1969. Em troca da soltura, exigiram a libertação de quinze prisioneiros políticos da ditadura. Da mesma forma, a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), organização de Carlos Lamarca da qual a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) fazia parte na juventude, foi responsável pelo sequestro do voo 114.

Portanto, para essa esquerda, Lamarca, Marighella e Rousseff também deveriam ser considerados “terroristas”… Enfim, assim eles eram chamados pela ditadura militar e pelo imperialismo norte-americano. Os “terroristas” brasileiros, assim como os “terroristas palestinos”, lutavam justamente contra o terrorismo de Estado. É uma ação legítima contra a opressão imperialista.

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