Petróleo

Exploração atacada por ONGs fica a 500km da foz do Amazonas

Os argumentos do Presidente do Ibama e de Marina Silva contra a exploração da Amazônia são contraditórios com relação a atuação de países europeus em regiões parecidas.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis) vetou nesta 4ª feira, 17 de maio de 2023, o pedido da Petrobras para realizar uma perfuração de teste no mar, a 179 km da costa do Amapá, na região da Margem Equatorial Brasileira.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mostrou-se inconformada com a decisão da Petrobras. Afirmou em entrevista que encara a exploração na foz do rio Amazonas como enxergou a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, da qual foi contra, classificou como “muito complexo” e que a última palavra sobre o assunto caberia ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

Rodrigo Agostinho disse que o pedido apresenta “inconsistências preocupantes” para uma operação segura em área de “alta vulnerabilidade socioambiental”. Afirma também que a região da bacia da foz do rio Amazonas é de “extrema sensibilidade socioambiental”.

O objetivo da estatal seria tentar perfurar na bacia da Foz do Amazonas, que, embora tenha esse nome, não é a foz do Rio Amazonas. A área onde seria perfurado o poço de petróleo se encontra a 500 km de distância da foz. Isto é, checar se de fato há petróleo na área, que vem sendo chamada de “novo pré-sal”. A licença ambiental que foi negada pelo Ibama se refere a um teste pré-operacional para analisar a capacidade de resposta da Petrobras a um eventual vazamento. O pedido é para a perfuração de um poço em um bloco de exploração a cerca de 170 km da costa. O teste também permitiria à Petrobras analisar o potencial das reservas de petróleo na região.

No entanto, o local da única perfuração para estudo da Petrobras fica a 500 km da foz do rio Amazonas, segundo a estatal. A profundidade desse 1º poço seria de 2.880 metros, valor usual. A região é um dos principais focos de campanha exploratória no Plano Estratégico 2023-2027. Abrange 5 bacias sedimentares, que se estendem da costa do Amapá ao Rio Grande do Norte.

É importante lembrar que Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), estudos internos indicam “elevado potencial para a realização de descobertas relevantes de recursos prospectivos” na Margem Equatorial.

Aqui, nós percebemos como atua a cobiça do imperialismo europeu e norte-americano sobre a Amazônia. Os seus funcionários como Marina Silva, que já recebeu amplo apoio político por parte de ONGs europeias ligadas às altas finanças globais como a Open Society do especulador financeiro George Soros, atuam no sentido de proteger a Amazônia de qualquer prejuízo ambiental. Porém, essa mesma ONG oferece apoio ao Governo de Emmanuel Macron da França que discutiu a internacionalização da Amazônia na Europa excluindo o Brasil da discussão com o intuito de proteger a Amazônia do desmatamento, que seria na concepção deles o pulmão do mundo.

Todavia, Macron e o imperialismo europeu parecem se esquecer que a Guiana, que pertence a França, que faz fronteira com os Estados de Roraima e Pará, já explorou petróleo na região, mas em sua costa. Isso porque os países vizinhos como Guiana e Suriname, acumulam descobertas de petróleo. Na Guiana, a ExxonMobil tem mais de 25 descobertas anunciadas. No Brasil, só 32 poços foram perfurados a mais de 300 metros do nível do mar, onde há maiores chances de descoberta.

Deste modo, o discurso ambientalista feito pelos países da União Europeia e EUA é incoerente, já que a França de Macron explora excessivamente os recursos minerais da Guiana deixando a região devastada por poluição ambiental, mas não quer que um país soberano como o Brasil desenvolva a região Amazônica com a exploração do petróleo, esta que tem um dos piores índices de Desenvolvimento Humano do país.

Percebe-se, assim, que a intromissão do imperialismo norte-americano e europeu nas políticas internas soberanas do Brasil é extremamente nefasta, já que, órgãos governamentais como o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama que são comandados por políticos ligados a pauta ambientalista global estão intervindo na pauta econômica do país ao recusarem uma licença que é utilizada para pesquisa e não para exploração do petróleo, evidenciando que o imperialismo não tem interesse em qualquer preservação ambiental, já que não faz isso em suas colônias, mas em impedir o desenvolvimento regional brasileiro por meio da exploração dos minérios.

O presidente Lula acertou ao se recusar a entrar na política do ambientalismo de impedir as pesquisas de petróleo nesta região. Porém, a posição revolucionária correta é demitir Marina Silva e Rodrigo Agostinho além de impedir quaisquer formas de influência políticas dessas ONGS imperialistas e seus funcionários em seu governo. Deve-se discutir uma política séria de desenvolvimento econômico para a região como foi feito por intelectuais Nacionalistas como o Celso Furtado nas décadas de 50 e 60. A criação de órgãos como Superintendências de Desenvolvimento para traçar um planejamento econômico estratégico para a região para fazer com que a região se desenvolva economicamente e socialmente e não seja saqueada e explorada pelo imperialismo europeu como é o caso da Guiana Francesa e tantos outros territórios ao redor do planeta.

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