Guerra na Ucrânia

Ex-oficial do Pentágono expõe crise de estoques de guerra dos EUA

A crise militar dos EUA criará uma outra crise, econômica e política do imperialismo, afinal se eles não conseguem controlar as colônias, perderão receitas, aprofundando a crise

Explosão em Kiev

O coronel aposentado do Estados Unidos, Douglas Macgregor, declarou na tarde da sexta-feira que os estoques de munição dos Estados Unidos estão praticamente vazios. Os Estados Unidos ainda teriam uma quantidade de munições, que seriam uma reserva emergencial para defesa, mas os estoques de munição ofensiva estão em situação periclitante.
O coronel diz “Nós mandamos quase todo o nosso estoque de guerra, sistemas de armas e munições para a Ucrânia”, ele acrescenta que “Não temos muito mais sobrando, a guerra na Ucrânia está perdida, façam uma paz, seus Tolos!”.
Os EUA já mandaram mais de 75 bilhões de dólares para Ucrânia, dos quais, 46 bilhões são diretamente em armas, apesar deste auxílio colossal, o enclave americano não tem conseguido retomar território perdido para a Rússia e tem sofrido baixas muito numerosas, sendo obrigados a, de acordo com a própria imprensa norte-americana, recrutar idosos, mulheres e sequestrar jovens que fogem do serviço militar.
De acordo com a CNN, em julho deste ano, os EUA já haviam mandado mais de 2 milhões de munições de calibre 155mm, usada em artilharia, para a Ucrânia. Isso equivale a quase 133 mil cartuchos por mês, nos 15 meses de guerra até então. Muito dessa capacidade foi tirada dos estoques militares que os EUA mantém pelo mundo. Mas a mesma rede de TV argumenta que esse estoque está acabando, como argumenta o coronel Macgregor. A indústria bélica dos EUA só é capaz de produzir 30 mil cartuchos desta munição por mês, algo totalmente insuficiente para o atual esforço de guerra ucraniano.
Os Estados Unidos, contudo, não tem apenas a frente de combate da Ucrânia para se preocupar. Israel também está em guerra com a palestina, e o mesmo problema, de fornecer auxílio militar se coloca, mas de onde tirar os estoques? Afinal a produção não dá conta nem de um quarto do que precisa a Ucrânia, que dirá Israel.
Para viabilizar a transferência de munições a Israel, Joe Biden quer aprovar uma cláusula no novo orçamento norte-americano para permitir que Israel acesse todo o inventário militar que os EUA mantém no País. De acordo com com a situação atual, Israel pode pegar armamentos das bases norte-americanas apenas sob condições específicas e em quantidades limitadas.
As mudanças aprovadas iriam remover todas as condições específicas e permitir a Israel acessar a inteiridade do Estoque de armamentos dos EUA, Biden também quer acabar com o limite de gastos das bases norte-americanas em Israel, que, na prática, criara um fundo ilimitado para Israel pegar munições e equipamentos, enquanto houver disponibilidade, é claro.
A medida é criticada até mesmo nos Estados Unidos, com setores imperialistas dizendo que ao fazer isso, os EUA poderiam ter sua capacidade de agir militarmente, na região (pelo menos), muito reduzida, evidenciando a falta de munições geral que foi mostrada acima.
O efeito de uma indústria bélica cara, ineficiente e privatizada é patente. O país mais industrializado e rico do mundo não consegue nem produzir munições, seus estados artificiais estão perdendo guerras, e eles não parecem conseguir encontrar uma saída.
A crise militar dos EUA criará uma outra crise, econômica e política do imperialismo, afinal se eles não conseguem controlar as colônias, perderão receitas, o que apenas aumentará a crise.

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