Dívida pública aumenta

Economia em queda desde o 3º trimestre de 2022

A economia brasileira, nas mãos da burguesia nacional e muito explorada pelo imperialismo, não consegue obter condições mínimas para o seu crescimento

A economia brasileira nas mãos da burguesia nacional, associada ao imperialismo não consegue obter condições mínimas para o seu crescimento. O golpe de 2016 impulsionou a desaceleração da economia nacional, e com a chegada de Bolsonaro à frente da presidência da República em tempos de Covid-19, os postos de trabalho se desintegraram, os salários foram ainda mais arrochados e a renda sofreu um achatamento de fazer inveja ao governo Fernando Henrique Cardoso – o exemplar governo privatista e o modelo de desmanche da soberania nacional.

A reforma trabalhista do governo Temer e a reforma previdenciária do governo Bolsonaro estão associadas no que diz respeito à combinação trágica de ataques vorazes contra a classe trabalhadora e o povo. Numa coisa o jornal Estado de São Paulo tem razão: “a dívida pública diminuiu nos últimos 5 anos”. O “Estadão” só não consegue esclarecer de maneira honesta que dívida é essa e quais impactos para a sociedade brasileira.

A dívida pública que se refere aos investimentos públicos como na infraestrutura e nas políticas sociais, além de salários e a manutenção da máquina pública tem declinado de maneira avassaladora. São justamente esses “gastos” que teriam que aumentar para impulsionar os investimentos no desenvolvimento econômico e social do país, e são estrategicamente esses “gastos” que obtiveram cortes enormes desde a Lei do Teto de Gastos do governo Temer.

A verdade é que, no âmbito geral, a dívida pública encerrou o ano de 2022 com uma dívida estratosférica de mais de 8 trilhões de reais, onde mais da metade dessa dívida se refere ao pagamento de juros da dívida pública e a parte bem menor se concentra em investimentos como saúde e educação; que nos últimos anos que o Estadão chama a atenção sofreram cortes de bilhões de reais.

Mas, o que isso tem a ver com o baixo crescimento da economia brasileira, sobretudo nos últimos anos desde o golpe de Estado de 2016? Tudo! Quanto maior o corte de investimentos públicos em infraestrutura e políticas sociais, menos obras públicas são realizadas, menos salários são pagos por parte do governo, menos renda às famílias recebem de programas governamentais, e, portanto, menos emprego e demanda por bens e serviços que impulsionam a economia e fazem com que o sistema em nível macroeconômico cresça e se desenvolva.

Para corroborar com a nossa abordagem podemos utilizar uma matéria também do “Estadão” do “Espaço Aberto” escrita hoje (02/)02/2022) pelo economista Roberto Macedo da USP, UFMG, Harvard e consultor acadêmico, onde ele diz o seguinte numa das passagens mais importantes da sua matéria: “Quando eu escrevia este artigo surgiram também dados da Fundação Getúlio Vargas informando que a confiança entre os empresários de serviços começou 2023 em queda, com uma redução de 2,7 pontos de porcentagem do Índice de Confiança do setor de Serviços e de 4,4 pontos do Índice de Confiança do Comércio, conforme informações publicadas pelo jornal Valor Econômico em 31/1/2023. Esta matéria do jornal aborda fatores responsáveis por esses resultados dos índices e destaca um ambiente macroeconômico desfavorável ao consumo, com juros altos, inflação ainda num nível expressivo e maior endividamento das famílias, uma visão consensual entre grande parte dos economistas. Aponta, também, um fator que tem recebido menos atenção dos analistas: o enfraquecimento da chamada “demanda reprimida”. Em 2022, as melhores condições sanitárias ligadas à pandemia da Covid-19 melhoraram e a demanda dos consumidores se ampliou, favorecendo o aumento do PIB, mas, conforme apontei acima, tudo indica que essa demanda reprimida se enfraqueceu bastante a partir do terceiro trimestre de 2022.

Vejam que mesmo para um economista burguês de universidade e colaborador do “Estadão” não existe muito espaço de manobra para estancar as mazelas causadas pelo mundo real, na concretude das relações socioeconômicas. A dívida pública sempre em alta expressiva devido aos juros extorsivos não permite ao crescimento econômico se sustentar. A tentativa de atribuir as “expectativas” econômicas frustradas a partir da chegada do governo Lula “caem por terra” pela própria afirmação do economista, de que a economia, segundo os diversos dados compilados, já vinha desacelerando no último trimestre de 2022 devido a juros altos e inflação galopante. E a receita do Banco Central para inibir a inflação sempre a mesma – juros altos para conter a demanda. Mas, como a inflação brasileira ocorre muito mais em função do aumento dos preços administrados, como combustíveis, energia elétrica e outras tarifas, um aumento dos juros é inócuo para conter a inflação e ao mesmo tempo um ingrediente que conduz a recessão econômica ao longo do tempo.

Os capitalistas selvagens não se importam em destruir a economia nacional em detrimento de ganhos especulativos dos bancos e dos rentistas bilionários de dentro e de fora do país, e nem mesmo os economistas burgueses conseguem esconder que a fórmula “perfeita’ para a destruição do país e a miséria do povo reside na receita que está em poder do Banco Central, agora “independente” – a taxa de juros como elemento que enriquece os já endinheirados e dilacera os já famintos.

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