Liberdade de expressão

Ditadura israelense pode prender quem pensar em apoiar Palestina

Parlamento israelense aprova medida de censura e prisão para pessoas que apoiam a resistência armada ou até mesmo são solidárias à Palestina

Com o repúdio crescente da população mundial frente ao genocídio em marcha na Faixa de Gaza, feito pelo governo sionista de Israel junto com o imperialismo, a preocupação dos governos direitistas e da imprensa burguesa em tentar esconder, manipular e falsificar essa realidade aumenta.

Sendo assim, na última quarta-feira (8), o parlamento de Israel, o Knesset, aprovou uma alteração à Lei Antiterrorismo do país por uma maioria de 13-4, criminalizando o “consumo de materiais terroristas”, acarretando uma pena máxima de até um ano de prisão. A nova define um crime descrito como o “consumo sistemático e contínuo de publicações de uma organização terrorista em circunstâncias que indicam identificação com a organização terrorista”.

A lei aprovada no parlamento israelense é uma violenta escalada contra o direito à liberdade de expressão na Internet. Para a Adalah – Centro Legal para os Direitos das Minorias Árabes em Israel: “Esta lei é uma das medidas legislativas mais intrusivas e draconianas já aprovadas pelo Knesset israelita, uma vez que torna os pensamentos sujeitos a punição criminal”.

De acordo com o site de notícias Mondoweiss, no mês passado, os palestinos relataram que o clima é de caça às bruxas, as pessoas estão sendo perseguidas e policiadas por conta de suas expressões na Internet. Em 25 de outubro, a polícia israelense afirmou ter detido 110 pessoas desde o início da guerra por “supostamente incitação à violência e ao terrorismo”, principalmente nas redes sociais. Esses ataques não são apenas contra os palestinos com cidadania israelense que moram em Jerusalém, se estende até a Cisjordânia. 

Segundo a Adalah, as “publicações” referenciadas na lei incluem “expressões de elogio, apoio ou incentivo a atos terroristas, apelos diretos para cometer um ato de terrorismo, bem como documentação de um ato de terrorismo.” A nova lei aponta o Hamas e o ISIS como organização terrorista e o Ministro da Justiça tem o poder de ampliar a lista. E quem decide o que pode ou não ser considerado terrorista é o próprio Estado que está causando o terror contra os palestinos.

O advogado de Adalah, Salaam Irsheid, disse ao Mondoweiss que, em muitos casos, as pessoas estão sendo suspensas ou mesmo processadas criminalmente por simplesmente gostarem de uma publicação nas redes sociais, ou por seguirem páginas que publicam sobre a situação em Gaza. O advogado afirma que estudantes e trabalhadores estão sendo investigados por simplesmente se solidarizar com a situação humanitária em Gaza, ou por colocarem versos do Alcorão em seus perfis onde os censores interpretam como apoio ao Hamas.

A censura está por todos os lados, nas plataformas de redes sociais, não se pode fazer nenhum tipo de denúncia que qualifique o que está acontecendo em Gaza como crimes de guerra, extermínio ou como um novo holocausto televisionado. Qualquer coisa que possa ter um mínimo de apoio à resistência armada na Palestina contra mais essa ação criminosa do imperialismo contra todo um povo pobre, vivendo dentro de um verdadeiro campo de concentração a céu aberto, pode acarretar um banimento das redes.

O Estado sionista de Israel, que é o maior produtor de farsas e mentiras do planeta, agora se coloca no direito de censurar e colocar pessoas na prisão por simplesmente apoiar, curtir uma publicação ou divulgar uma informação que vá contra os crimes de guerras que estão sendo feitos contra milhares de palestinos na Faixa de Gaza. 

É assim que age o imperialismo para esconder da opinião pública o monstro com o qual os povos oprimidos do mundo tem que lidar.

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