Eleições parlamentares

Direita não consegue maioria na Grécia

O fracasso da falsa esquerda (Syriza) e ascensão do Partido Comunista (KKE)

No último domingo (21), à Grécia realizou suas eleições parlamentares. O resultado foi negativo para burguesia do país helênico. O governo de Kyriakos Mitsotakis, do partido de direita Nova Democracia (ND) sofreu baixas em relação às últimas eleições, tendo apenas 40% dos votos, seguido por 20% do partido social democrata Syriza, supostamente um partido de esquerda. Em contrapartida, os partidos tido como radicais tiveram avanços expressivos, o Partido Comunista (KKE) aumentou 7,14%, elevando o número de cadeiras de 15 para 26 e os partidos de extrema-direita também avançaram, ganhando novas cadeiras no regime grego, é o caso do Solução Grega (EL), grupo fascista, que ganhou mais dez cadeiras, somando 16. O secretário-geral do KKE, Dimitris Koutsoumpas após os resultados positivos do Partido Comunista, afirmou que:

“O resultado é fruto da experiência dos trabalhadores e das forças populares que participaram todos esses anos anteriores em lutas e ações importantes junto com os comunistas. O fortalecimento da influência política do KKE, especialmente em importantes centros urbanos do país, em bairros populares das grandes cidades, em áreas onde se concentra grande parte da indústria e da força de trabalho em geral, como a Ática, são mensagens promissoras que abrem caminho para o amanhã”              

Como o atual governo não conseguiu uma maioria e não quer uma coalização com o partido liberal PASOK-KINAL e com o Syriza de Alexis Tsipras, caso não se organize em três dias, será convocada novas eleições. É um sintoma da crise mundial do capitalismo, onde os partidos da chamada direita tradicional, ou seja, aquela que representa os interesses do grande capital, está que não consegue governar pelo total repúdio das massas trabalhadoras, dando espaço para o fascismo ou aos partidos de extrema-esquerda, por exemplo o KKE. É preciso chamar atenção para o total desprezo dos movimentos populares em relação ao Syriza, que ficou marcado pelo episódio conhecido como “traição de 2015”, onde o partido que se apresentava como esquerdista capitulou diante dos interesses dos grandes banqueiros, ignorando as reinvindicações do povo, sua política errada levou ao pior resultado dos últimos anos.

O avanço do Partido Comunista (KKE), de legado stalinista, em boa medida se deve ao fato de como se portaram contra a participação do país na guerra da Ucrânia, está que é extremamente prejudicial à Grécia, que por uma política desastrosa do atual governo, apoia entusiasticamente os ucranianos contra os russos, chegando a gastar 3,5% do PIB para auxiliar à Ucrânia, deixando o povo grego na miséria, cerca de 30% da população está em risco de pobreza ou risco de exclusão social, além de que desde 2007, os trabalhadores perderam 25% do seu salário mínimo.

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