EDITORIAL

Defender o STF é uma política impopular e deve ser abandonada

A esquerda precisa superar os erros cometidos, perceber que a repressão é impopular e sair da subordinação política do imperialismo antes que seja tarde

No último sábado (9), foi divulgado no jornal Folha S.Paulo o resultado de uma pesquisa de opinião que demonstrou a enorme reprovação do Supremo Tribunal Federal (STF) pela população. Segundo o Instituto Datafolha, a desaprovação dos ministros do STF aumentou de 31% para 38% e a aprovação diminuído de 31% para 27%, em comparação a última pesquisa realizada em dezembro do ano passado. Dados que evidenciam o tamanho do equívoco cometido pelos setores da esquerda que insistem em se colocar na defesa das arbitrariedades da justiça, explicando, por fim, porque o bolsonarismo insiste em se apresentar como opositor da corte. 

Os setores atingidos pela propaganda identitária buscam defender os poderes especiais do STF para censurar e prender todos que pratiquem “discurso do ódio” contra mulheres, negros, LGBTs, entre outros. Em virtude da histeria produzida pela ascensão do bolsonarismo, qualquer tipo de crítica às instituições públicas poderia ser entendido como um ataque contra a democracia e estaria dessa forma sujeita ao arbítrio dos ministros, reforçando o caráter autoritário da justiça e, na outra ponta, a reação contrária aos magistrados por parte da população. 

O problema que surge diante desse imbróglio é que o bolsonarismo aparece como o setor que combateria as arbitrariedades dos ministros STF, ainda que finalmente não se trate disso. Os enfrentamentos de setores bolsonaristas e os ministros do STF não constituem um verdadeiro combate às arbitrariedades, como se pode ver na questão da liberdade de expressão. A queixa-crime assinada por vinte e sete deputados bolsonaristas solicitando a prisão do dirigente nacional do PCO, João Jorge Pimenta, por pedir uma salva de palmas ao Hamas, mostra que os bolsonaristas gostariam de ter o controle da repressão para colocá-a a serviço de seus interesses. 

A esquerda precisa superar os erros cometidos e perceber que a repressão não é uma política popular. O presidente Lula teve sua popularidade ampliada e lidera as pesquisas de intenção de voto em 2018 justamente por ser perseguido por Sérgio Moro na operação farsesca da Lava-jato. Isso também está acontecendo com o ex-presidente Donald Trump nos Estados Unidos e também pode acontecer com Bolsonaro no Brasil. O STF é uma instituição do estado controlado pela burguesia, que foi utilizado para perseguir a alta cúpula do PT no Mensalão, também chancelou o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, a prisão ilegal de Lula e impediu sua participação nas eleições de 2018.  

É necessário denunciar esses criminosos que solaparam direitos dos trabalhadores e de toda população oprimida. A esquerda precisa abandonar essa política antes que seja tarde e defender o fim dessa instituição golpista!

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