Estados Unidos

Dinheiro para a Ucrânia vai acabar até o final do ano

Imperialismo, para manter combate em Israel na busca por manter o controle do Oriente Médio, demonstra que irá abandonar a Ucrânia

Na última segunda-feira (4), a Casa Branca fez um apelo numa carta endereçada às lideranças do Congresso norte-americano para que aprovassem mais verbas para a guerra na Ucrânia. As agências dos EUA estão gastando os fundos remanescentes de pacotes de apoio militar anteriores.

A representante da pasta de Gestão e Orçamento da Casa Branca, Shalanda Young, afirmou que a ajuda anterior resultou em “vitórias militares significativas” para a Ucrânia e pediu mais. “Eu quero ser clara: sem a ação do Congresso, ao final do ano nós teremos acabado com os recursos para a compra de mais armas e equipamentos para a Ucrânia e para prover equipamentos do estoque militar dos EUA. Não há um caldeirão mágico de fundos disponível para este momento. Nós estamos sem dinheiro — e quase sem tempo”, afirmou Young.

O Departamento de Estado e a USAID já teriam usado toda a verba alocada, e o Pentágono, 97%. Desde o início da operação militar especial da Rússia, em fevereiro de 2022, já foram mais de US$110 bilhões aplicados. O presidente dos EUA Joe Biden requisitou um pacote de financiamento de US$106 bilhões para uma série de medidas, incluindo o apoio aos esforços militares em Israel e na Ucrânia, mas enfrenta oposição por parte de uma ala crescente de republicanos, os quais defendem que se mantenha o apoio apenas a Israel.

Os fatos demonstram a fraqueza do imperialismo, que já não consegue manter duas frentes de guerra simultâneas, em termos econômicos e políticos, além de militares, pois enfrentou uma derrota na Ucrânia e agora vem enfrentando uma segunda derrota militar na Palestina. A ofensiva israelense não consegue penetrar na Faixa de Gaza, e o número de baixas constantemente encoberto, somado à falta de conquistas militares significativas, também são demonstrativos da crise.

A respeito do cenário, na última Análise Internacional, transmitida também na segunda-feira no canal do Diário Causa Operária no YouTube, o comandante Robinson Farinazzo afirmou:

“A situação é igual à que o falecido presidente dos EUA Gerald Ford enfrentou em 1975 na guerra do Vietnã. O Vietnã do norte fez um avanço tremendo, começa em 1974 a ofensiva de primavera, foram levando tudo que tinha pela frente, e a única saída para salvar o Vietnã do sul seria um aporte do congresso, que já estava cansado da guerra e deu um não. O final da história foi o helicóptero saindo de Saigon.

[…]

O Klitschko, que é prefeito de Kiev, e sempre apoiou a guerra, já começou a criticar abertamente o Zelensky, chamando-o de ditador. Vemos protestos, o caso de adolescentes e mulheres na guerra. A quantidade de mortos é uma coisa estúpida.

[…]

Se o Congresso não liberar o dinheiro, a Ucrânia quebra. E há um cansaço não só dos americanos, mas da Europa também. Não têm de onde tirar dinheiro.”

A queda de Zelensky, segundo a análise tanto do comandante como de Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), é uma questão não mais de se, e sim de quando, mas o imperialismo ainda não tem acordo sobre quem irá colocar no lugar. Mais que isso, as tentativas do presidente ucraniano de estabelecer um controle mais direto sobre as forças armadas do país indicam que está em marcha um complô militar, o que coloca um golpe como possibilidade concreta da situação política na Ucrânia.

Simultaneamente, uma série de assassinatos dentro da cúpula do governo escancaram a crise interna por que passa. O assistente do comandante-em-chefe militar da Ucrânia, major Gennadiy Chastyakov, morreu numa explosão. Além disso, a esposa do maior chefe da inteligência militar ucraniano, Marianna Budanova, foi envenenada numa tentativa de assassinato. Segundo a imprensa ucraniana, as substâncias encontradas no corpo da vítima não são utilizadas na vida normal e nem comuns em assuntos militares, indicativo de uma ação deliberada. Ou seja, o governo ucraniano vem se esfacelando e as disputas internas se revelam com tais fatos.

O abandono da Ucrânia para a ofensiva na Palestina e as derrotas militares em todas as frentes anunciam o ponto sem precedentes da crise imperialista, o que promete aquecer ainda mais a situação política internacional. Golpes contra governos pró-imperialistas e a mudança de alinhamento de países aliados históricos à ditadura mundial se multiplicam por todos os continentes, e a disputa para manter o controle global se acirra.

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