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Até o último ucraniano

Crise política na Ucrânia desmente seu “melhor momento” da guerra

Estado Unidos apostam ainda mais na guerra para aumentar os ganhos econômicos e controlar a Ucrânia completamente.

Onda de demissões no governo de Volodymyr Zelensky escancaram total subserviência do regime diante das decisões norte-americanas. Recentemente o presidente da Ucrânia demitiu Ivan Bakanov e Iryna Venediktova, chefe de segurança da Ucrânia e procuradora geral do país, respectivamente, conforme informa noticiários internacionais como Axios, WSWS e CNN. Há uma “caça” às bruxas na atual gestão ucraniana e foram registradas mais de 651 processos criminais relativos a crimes de traição e atividades de colaboração de agentes do Estado, como promotores, órgãos de investigação e agências de aplicação da lei.

O figurão Bakanov era de confiança de Zelensky, tiveram uma infância juntos, foi responsável pela campanha presidencial e dirigiu a empresa de entretenimento do presidente ucraniano. Nessa mesma linha de investigação, o major-general Eduard Mykhailovich Moskolav, comandante das forças conjuntas ucranianas, foi demitido. Esse militar estava na supervisão de batalhas no Donbass desde março de 2022 e no mês passado um grande número de altos funcionários foram demitidos ou renunciaram do cargo. As motivações da demissão de Moskolav são desconhecidas e são frutos das ações do governo para conter a “corrupção” no Estado.

A “ofensiva” ucraniana, já é amplamente assumida como fracassada pelo governo e declarou recentemente que não conseguirão chegar ao mar de Azov para cortar a ponte terrestre para a península da Crimeia. A renúncia por meio de carta do ex-ministro de Defesa Oleksii Reznikov é basicamente um protocolo americano de troca de peças que acreditam não estarem servindo ao prazer completo americano. A história do ex-ministro é de completo alinhamento a política de calúnias da Otan, pois o mesmo antes do conflito já fazia declarações de superioridade ucraniana, que com um contingente de 250 mil soldados da ativa, 400 mil veteranos e 200 mil reservistas que a Rússia precisaria de muito mais que os 175 mil soldados dispostos para o front. O mesmo havia denunciado em 2021 a falha da entrega de rifles antidrones vetada pela Alemanha, em 2022 o mesmo ministro disse não ver ameaça de invasão Russa, em março de 2023 disse que estavam morrendo na guerra cerca de 500 russos por dia. Como sabemos isso tudo é uma mentira e recentemente dados informam que há quase 500 mil baixas para o lado ucraniano mais da metade de todos os militares disponibilizados para a guerra. Esse fato revela um fracasso completo da efetividade dos armamentos entregues a Ucrânia, muito por conta de que os que estão no front não são militares treinados, mas sim civis forçados a ir pra guerra e que recentes publicações dos noticiários internacionais informam que parte armas não foram entregues.

O substituto de Reznikov é Rustem Umerov, um verdadeiro papagaio de pirata do imperialismo norte-americano, o mesmo tem laços diretos com os EUA e participou do ensino secundário do programa Future Leaders, financiado pelo Departamento de Estado norte-americano. A cereja do bolo dessa nova nomeação é que Umerov é um banqueiro de investimentos, o que servirá de apoio técnico e reunirá mais abutres do sistema financeiro para lucrar ainda mais com a guerra, que como tudo indica se perdurará por anos a depender dos EUA.

Grande parte dessas peças descartadas recentemente eram componentes chaves do golpe de estado ucraniano “Euromaidan” no período de 2013 a 2014 comandado pelos norte americanos e que essa recente demissão é também parte do plano norte-americano para aprofundar a crise ucraniana tanto pela corrupção quanto pelo controle total política e militar do país.

A guerra da Ucrânia, os BRICS e a nova ordem mundial

A corrupção é o jogo do imperialismo e a Ucrânia está infestada de serviçais do império minando economicamente e politicamente o Estado. O principal deles é o próprio Zelensky que a manda do imperialismo fará novamente outra purga no Estado para “extirpar” a corrupção por supostos envolvimento em traição ou “ineficiência”. A questão que é é falada é que a Ucrânia desde o golpe de 2013 é profundamente abalada pela corrupção e aparelhado o Estado para aprofundar a corrupção e sangrar o povo ucraniano. Essa purga é uma política de rapinagem do país que será entregue a completa subserviência dos Estado Unidos.

O The New York Times noticiou que cerca de 1 bilhão de dólares pagos para compra de armamento não foi entregue e que na própria cerca de 100 milhões de dólares em dinheiro tanto dos EUA como dos países aliados ao império circulam na guerra e isso é o atrativo dos capitalistas para se beneficiarem, ou seja, o noticiário do império alertou aos abutres do mundo inteiro sobre as vantagens de investimentos e rentabilidade no local.

O noticiário americano ao fazer a postagem do dinheiro que circula na guerra, confirma a ação do império em investir ainda mais na guerra conforme é evidenciado pela visita de Antony Blinken que visitou Kiev em de 20 de setembro de 2023 garantindo aporte de mais de 1 bilhão de dólares para a guerra na ucrânia para derrotar Putin. Biden quer ainda mais engrossar o caldo da guerra e da corrupção no território ucraniano que recentemente pediu mais de 24 bilhões de dólares para o congresso americano para que seja aportados na guerra.

Talibã fez em dois anos o que os EUA não fizeram em 20

A ajuda contará com munições de urânio empobrecido e demais artigos militares americanos como veículos, drones e tanques. Desde já as instituições controladas pelo imperialismo como a Agência Internacional de Energia Atômica disse que a radioatividade das munições não impactam na mortalidade pela exposição radioativa e nem pela contaminação ambiental, duas grandes mentiras do imperialismo que usa todas armas para colonizar e explorar os povos a seu interesse que assim como no Afeganistão utilizou o suposto combate ao tráfico de ópio, ao qual o mesmo país era responsável pela produção de quase 90% do ópio no mundo e, após o controla do Talibã do Afeganistão o tráfico de ópio em algumas regiões chegaram a reduzir em quase 99% e uma redução drástica no panorama general. Tais alegações implicam em graves benefícios aproveitados pelos americanos com o tráfico, ao qual recaem sobre o império o controle do tráfico no mundo e a colonização dos países pelo seu combate, a mesma lógica hoje é aplicada a ucrânia que para combater a corrupção substitui os ucranianos por os agentes ainda mais corruptos e subalternos do imperialismo para servir aos interesses norte americanos.

Vão investigar os militares? - Análise Política da Semana, com Rui Costa Pimenta - 23/9/23

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