Guerras e miséria

Crise do imperialismo leva mundo a recorde de guerras em 30 anos

Relatórios internacionais expõem o nível de destruição ao qual o imperialismo levou o mundo nas últimas décadas.

Levantamentos realizados em países imperialistas dão conta de que no ano passado o número de guerra no mundo superou a marca registrada em 1989. Considerando-se guerras apenas os conflitos que registram mais de mil mortes por ano, foram nada menos do que oito guerra em 2022: em Burkina Faso, Etiópia, Iêmen, Mali, Mianmar, Nigéria, Somália e Ucrânia. Abaixo de mil mortes por ano, ainda foram registrados outros 47 conflitos, chegando a cerca de 237 mil mortes diretas neles de acordo com o Uppsala Conflict Data Program da Suécia. Algo muito difícil de ser dissociado da situação econômica em nível mundial, que segue sem crescer o necessário mesmo após a pandemia de covid.

A guerra na Ucrânia, iniciada numa operação militar defensiva da Rússia, já causou centenas de milhares de baixas no lado ucraniano. Mesmo com apoio militar do imperialismo, as forças ucranianas não mostram condições de recuperar os territórios das repúblicas independentes, que vinham sendo atacadas cerca de oito anos antes da ação russa. Enquanto Zelensky faz teatro, cidadãos são usados como bucha de canhão para ações propagandísticas que acompanham fracassos militares. Recentemente, os Estados Unidos passaram a enviar armamentos proibidos em grande parte dos países por conta do risco que oferecem a civis após os conflitos, com destaque para as munições cluster e as que usam urânio empobrecido na sua composição.

Na Etiópia mais de 100 mil pessoas morreram só no ano passado e mais de 385 mil desde o começo da guerra civil. Estimativas na ONU dão conta de que o total de mortos pode já ter ultrapassados 600 mil, isso num conflito quase nunca citado pela imprensa burguesa. No Iêmen, foram cerca de 64 mil mortes de 2014 a 2022. No entanto, estimativas da ONU apontam para mais de 377 mil mortos indiretamente pelo conflito, com mais de 80% da população vivendo abaixo da chamada “linha da pobreza”.

Direta ou indiretamente, todos esses conflitos têm suas raízes na política imposta pelo imperialismo ao mundo. Seja atuando diretamente instigando conflitos regionais para tirar vantagem ou por causa da miséria que causa à maioria dos países e à maioria da população em geral, o imperialismo é o principal responsável por esse cenário de pesadelo vivido no mundo. Um fato muito conhecido, por exemplo, é o interesse de grandes empresas de armamentos nesses conflitos, grande parte das vezes fornecendo equipamentos militares para ambos os lados e sem qualquer interesse em uma conclusão para as disputas.

O recorde de guerras pode ainda ser incrementado em 2023 com o conflito no Sudão, onde se estima que o número de mortos já chega a três mil, quase um milhão de refugiados. E obviamente, o futuro próximo não parece oferecer uma perspectiva interessante. Se na Ucrânia, mesmo com todo o desgaste interno nos Estados Unidos e países europeus, o imperialismo insiste na manutenção de uma guerra perdida, imagine em países africanos e asiáticos. Porém, vale apontar que ao mesmo tempo em que o imperialismo fomenta esses conflitos, contraditoriamente eles fazem por aumentar a crise histórica do capitalismo, que tem no imperialismo sua etapa final.

Um sistema econômico incapaz de crescer, que bloqueia o crescimento capitalista nos países de fora do bloco imperialista, que por isso mesmo impõe uma estagnação econômica que em última instância atrapalha até a economia dos seus países. Um capitalismo que impede a concorrência, uma contradição que não está conseguindo mais se sustentar. É preciso ter clareza de que apenas com a derrota do imperialismo a humanidade poderá andar para frente e sair dessa existência miserável.

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