Contra o povo

Congresso não quer permitir nem aumento de R$18 no salário

A burguesia não se importa com o povo trabalhador, quer deixá-lo na fome em prol de seus próprios lucros

O governo Lula terá um problema gigantesco, talvez o maior de seu mandato, que é a correlação de forças dentro do Congresso Nacional e o domínio da direita dentro do parlamento. As propostas do governo federal que tiverem que passar por lá certamente sofrerão resistências significativas. 

O Partido Liberal, que seria parte significativa da oposição bolsonarista no Congresso Nacional, elegeu as maiores bancadas na Câmara – 99, de 513 deputados – e no Senado — que conta agora conta com 14 dos 81 senadores — e soma-se a isto a base aliada do chamado centrão.

É daí que partiu toda a resistência, por exemplo, para a aprovação do aumento do salário mínimo a ser praticado em 2023. Finalmente, o salário mínimo foi ajustado para um valor miserável, de R$ 1.212,00 para R$ 1.320,00. Sendo que houve todo um debate e briga em torno de dezoito reais (proposta do PT), e por pouco o mínimo nacional não ficou em R$ 1.302,00. Todo esse processo escandaloso foi elogiado pela imprensa burguesa, como sendo uma vitória do povo trabalhador. Mas a realidade é que o valor que será praticado em 2023 está muito longe do que serviria para o trabalhador sustentar a si próprio e sua família. 

Lula foi eleito justamente para opor à política de arrocho uma política voltada para o trabalhador e seus direitos sociais. Não se trata de promover pequenas mudanças, ser um pouquinho mais favorável ao povo que Jair Bolsonaro. Sua eleição revelou a disposição do povo em reverter tudo que foi feito por Bolsonaro e o restante dos direitistas.

É para ser um caminho aberto para as manifestações populares em torno dos direitos do povo. Essa é a única alternativa para o governo Lula se manter e fazer avançar as reivindicações dos trabalhadores que foram estranguladas durante a duração do golpe de Estado. 

Na questão do salário mínimo existe uma luta histórica para que o valor seja o suficiente para as necessidades elementares e fundamentais de uma família, como aluguel, alimentação, saúde, educação, transporte, vestimenta etc. É, inclusive, uma determinação da Constituição Federal. 

A direita, os patrões e sua imprensa alardeiam aos quatro ventos que é preciso manter reduzidos os reajustes do salário mínimo para manter uma suposta viabilidade econômica. 

São argumentos que escondem as características do próprio sistema capitalista, o roubo praticado pelos patrões e especuladores contra os trabalhadores. E que, diante disso, o povo trabalhador deveria abaixar a cabeça e aceitar os valores impostos pelo regime. 

Com o fator positivo da eleição de Lula, Tem que partir justamente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos seus grandes sindicatos a defesa de uma grande mobilização nacional em torno da defesa de um salário mínimo que atenda as necessidades da esmagadora maioria dos trabalhadores, e a hora é agora.

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