Francisco Weiss

Militante do PCO em São Paulo. Juntou-se ao partido em 2018, em meio à campanha da luta contra o golpe e pelo “Fora Bolsonaro”. É membro da coordenação do Grupo por uma Arte Revolucionária Independente (GARI), além de dirigente do PCO em São Paulo. Apresenta de segunda a sexta o programa Reunião de Pauta na COTV e outros programas do Canal e também da Rádio Causa Operária.

Lutar contra a censura

Comediantes e artistas são os setores mais atingidos pela censura

O caso do vídeo derrubado de Léo Lins é mais um episódio da cruzada da burguesia contra a liberdade de expressão da população

A cada dia que se passa, é possível ver com mais clareza as consequências nefastas da política, apoiada por uma parte da esquerda, de coibir a liberdade de expressão. O humorista Léo Lins, teve um de seus especiais de humor, chamado “Perturbador”, removido do YouTube, a pedido do Ministério Público de São Paulo. Segundo o próprio Léo Lins, a gravação do vídeo havia ocorrido diante de um público de 4 mil pessoas, e este já tinha 3 milhões de visualizações.

A alegação de que Léo Lins estaria fazendo piadas com “minorias” e que, portanto, a censura é merecida, é absurda. Não há, na lei brasileira, nada proibindo piadas com nenhum tipo de grupo social. Muito pelo contrário, a Constituição defende a liberdade total de expressão de todos os cidadãos.

O também humorista, Fábio Porchat, reagiu em seu Twitter, saindo em defesa de Léo Lins. Obviamente, recaiu sobre ele a fúria dos identitários de plantão. A colocação dele é totalmente correta, no entanto. Ele diz que “quem não gosta da piada, não deve consumi-la”, não há nenhuma legalidade em tirar do ar o vídeo de Léo Lins. 

O identitarismo, desde o começo, tem se mostrado a política dos censuradores e perseguidores da arte e da livre expressão. Não é de hoje que avisamos que a criação de dispositivos legais para procurar impedir “discursos de ódio” e coisas do gênero seriam pretextos para a perseguição da população e para acabar com a liberdade de expressão no Brasil. 

A retirada de um vídeo de um comediante do ar é um perigosíssimo precedente para que, em breve, não se possa mais falar nada na internet. Caso seja aprovado o PL da censura, com o qual Congresso e STF ameaçam a sociedade, episódios como esse serão algo recorrente. 

Os defensores da cultura e da arte jamais podem apoiar medidas que irão coibir a liberdade de expressão, é um contrassenso. No entanto, o episódio com Léo Lins já demonstrou que há uma reação de vários setores da sociedade contra essa política. É preciso combater, dentro da esquerda, os setores identitários e assumir uma radical posição a favor da liberdade de expressão total e irrestrita.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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