Palestina

“Colonialismo israelense deve ser abolido”, diz pesquisadora

Segundo a pesquisadora Susana Khalil, Israel é um Estado colonial selvagem que quer explorar os recursos da Faixa de Gaza

Em um artigo de opinião publicado pelo jornal Al Mayadeen, a politóloga e pesquisadora Susana Khalil, apresenta uma opinião bastante singular, porém muito realista, do qual este Diário tem total acordo, sobre o conflito entre Israel e Palestina, afirmando inclusive no título do texto de que “O colonialismo israelense deve ser abolido”. 

A princípio, em sua coluna, Khalil nos traz um recorte histórico apontando que o regime colonial de Israel, imposto à Palestina em 1948 é um movimento europeu e não de uma população sobre a outra. “O sionismo, tal como as Cruzadas, nasceu na Europa; talvez sejam os únicos dois colonialismos que não partem de um povo, como no colonialismo clássico, mas de movimentos religiosos ou de instrumentalização religiosa eurocêntrica.” – afirma a pesquisadora.

Khalil, diz que aqueles que assumem serem semitas europeus, são na verdade Ashkenazi Europeus, ou seja, judeus europeus. A partir daí nasce o movimento “fascista-colonial, o projeto de fabricar um “estado-nação” para os judeus”, como fala a pesquisadora. Estes seriam etnicamente khazarianos, saxões, gauleses, eslavos, germânicos, escandinavos, caucasianos e vikings.

“Judaísmo, Cristianismo e Islamismo não são nações.”

Para a politóloga, existe uma clara diferença, usurpação e até mesmo falsificação da religião e da reivindicação territorial por parte desses judeus europeus para justificar o colonialismo da terra dos palestinos. Não se trata de uma guerra religiosa, antiga, mas de um movimento sionista, que tentam através desses argumentos misticos justificar o genocídio e o extermínio em marcha de toda população palestina e também de outros países Árabes da região. 

Como exemplo, Khalil afirma que o “projeto colonial não se limita à Palestina histórica, mas também se expande ao Líbano, à Síria, ao Iraque, à Jordânia, ao Egito e à Arábia Saudita, do Nilo ao Eufrates, “o grande Israel”.” De acordo com a pesquisadora, se continuar o processo de colonização, todo o mundo árabe e persa também estarão ameaçados.

“O poderoso movimento sionista fascista-colonial europeu conseguiu impor a sua entidade colonial na Palestina. Eles lhe venderam de forma ilustrativa que se trata de um conflito religioso, milenar, todo um espetáculo abstrato, e um éter para esconder a natureza colonial daquela fraude moral eurocêntrica chamada “Israel”.” – Segundo Khalil.

Outro ponto bastante utilizado pela imprensa ligada ao imperialismo e até mesmo por setores da esquerda pequeno burguesa é de que os árabes e muçulmanos são contra as “democracias”. Seriam inimigos dos gays, das mulheres, verdadeiros animais, inclusive várias lideranças israelenses têm retratado os palestinos como animais, ratos entre outros xingamentos. 

A pesquisadora aponta que esse modo de racismo e discriminação contra os palestinos feito pela imprensa burguesa e pelos sionistas de todo o mundo “serve para esconder a natureza do fascismo colonial, para esconder o extermínio de um povo semita nativo que viveu há mais de 11.000 anos.” Segundo Khalil acordos como o Oslo e compra pelo imperialismo de líderes e chefes traidores árabes é parte do resultado do que assistimos hoje.

“É hora de falar sobre o fim do colonialismo eurocêntrico israelita.”

Por fim, Susana Khalil, coloca que a tomada da região tem objetivos econômicos, que seria a busca pelos recursos naturais em Gaza e que a solução para o conflito é apenas um, o fim do Estado de Israel. Ela diz que a abolição do Estado de Israel não se trata de expulsar os israelenses, mas sim de conseguir a libertação total da Palestina. Sendo assim, o imperialismo perderia o controle no Oriente Médio. 

A pesquisadora também lamenta que setores de esquerda condenem a resistência armada do Hamas, para ela o Hamas luta pela independência e contra o colonialismo do povo palestino. “Não é uma perspectiva ocidental instruir os palestinianos sobre como devem lutar. Cabe aos palestinos decidir como irão lutar.(…) A visão histórica e a missão dos povos originários contra o colonizador é combatê-los.” Conclui Khalil.

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