Sionistas

Cisjordânia: colonos estão mais sanguinolentos do que nunca

Desde o regresso de Netanyahu no controle do Estado de Israel a ofensiva das milícias israelenses na Cisjordânia contra os palestinos aumentaram

Com a escalada da crise na Faixa de Gaza, os meios de comunicação têm deixado um pouco de lado a questão dos palestinos em outros locais, como o caso da Cisjordânia. Os colonos sionistas ou, como deveríamos chamar, as milícias israelenses, ampliaram os ataques e os crimes contra os palestinos na região. Os crimes são muito parecidos com os que acontecem em Gaza.

Segundo o site de notícias Vox, com informações das Nações Unidas, mais de 130 palestinos da Cisjordânia foram mortos nas semanas desde 7 de Outubro – já se aproximando do total de palestinos mortos na Cisjordânia no ano passado, o mais mortífero em quase 20 anos. Quase todos foram mortos pelos militares israelenses, enquanto “oito deles, incluindo uma criança, foram mortos a tiro por milícias de colonos, por vezes em uniforme militar”, segundo Mairav ​​Zonszein, analista sênior do International Crisis Group.

De acordo com as informações do Vox, a situação dos palestinos na Cisjordânia piora significativamente depois da volta de Netanyahu no poder desde o final de 2022. Segundo um relatório da ONU de setembro do ano corrente, ocorreram cerca de dois ataques de colonos contra palestinianos por dia em 2022, o dobro da média do ano anterior. Nos primeiros oito meses de 2023, a média diária subiu para três.

A crise tem provocado um deslocamento forçado de palestinos como acontece em Gaza. A violência entre 2022 e agosto de 2023 deslocou cerca de 1.100 palestinos e esvaziou quatro comunidades, na Cisjordânia. O número de comunidades despovoadas no último mês é quatro vezes maior do que nos oito meses anteriores. Dos 29 palestinos mortos em 2023, oito foram agora no último mês.

A situação se agrava a cada dia. O diretor do Centro Israelita de Assuntos Públicos, de esquerda, Yehuda Shaul, afirma que “A relação entre militares e colonos é tão simbiótica que o sistema não pode ir contra si mesmo”. Depois de 7 de outubro, a situação tomou proporções ainda mais ousadas. “Não é que os militares acompanhem os colonos. Agora os militares são os colonos”, completa Shaul.

As movimentações borbulham em à medida que cresce a ofensiva das milícias israelenses, a revolta dos palestinos também fermenta. É óbvio que o interesse dos colonos na região é a tomada de casas e terras dos palestinos. Assim como aumentam os ataques israelenses, também vão se ampliando os movimentos de resistência armados, como o Hamas e outros grupos armados. 

Com o objetivo de expulsar os palestinos, as milícias israelenses, constroem intencionalmente comunidades na Cisjordânia, assediam e atacam rotineiramente os seus vizinhos palestinos. Os colonos atacam seus rebanhos, queimam suas propriedades, espancam-nos e os matam. É uma tentativa de roubar e exterminar totalmente o povo palestino. Finalmente, são a tropa de choque do sionismo. 

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