China, Irá, Rússia...

Países atrasados discutem reconstrução do Afeganistão

Imperialismo perde espaço na Ásia Central. China oferece ajuda para a reconstrução do Afeganistão, país destruído pelos EUA e União Europeia

Reunião de ministros no Afeganistão

A China divulgou no seu portal de Ministério de Relações Exteriores, no dia 12/04/2023, um documento com onze tópicos intitulado “China’s Position on the Afghan Issue” (Posição da China sobre o Afeganistão), onde expressa firmemente seu apoio à reconstrução do país devastado pela guerra. O documento divulgado inicia com tópico de “Três respeitos” e “Três nuncas”, onde afirma sobre o respeito pela independência, soberania e integridade territorial do Afeganistão, respeito pelas escolhas independentes feitas pelo povo afegão e respeito pelas crenças religiosas e os costumes nacionais do Afeganistão. E sobre 3 nuncas, diz que a China nunca interfere nos assuntos internos do Afeganistão, nunca busca interesses próprios no Afeganistão e nunca busca a chamada esfera de influência.

Em fevereiro de 2023, a China também divulgou um documento sobre a crise na Ucrânia, com 12 tópicos, onde destaca sua postura em buscar e fazer soluções pacíficas para questões geopolíticas acaloradas.

No mesmo dia, Qin Gang, ministro de Relações Exteriores da China, viajou à Samarkand, Afeganistão, para participar da 4ª Reunião de Ministros das Relações Exteriores dos Países Vizinhos do Afeganistão. Nesta reunião participaram ministros de Relações Exteriores de China, Irã, Paquistão, Rússia, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão.

Em 2022, a 3ª. Reunião de Ministros das Relações Exteriores entre os Países Vizinhos do Afeganistão foi realizada em Tunxi, província de Anhui, no leste da China. Participaram ministros das Relações Exteriores ou representantes de alto nível da China, Irã, Paquistão, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão. Foi redigida uma declaração conjunta e uma iniciativa de reunir recursos e coordenar o aumento de apoio ao Afeganistão.

A visita de Qin aprofundará ainda mais a cooperação mutuamente benéfica e as relações bilaterais com o Uzbequistão e os países da Ásia Central para injetar estabilidade na região em meio ao efeito global da crise na Ucrânia.

A posição da China sobre a questão afegã ajudará a coordenar a posição dos países vizinhos e promoverá um caminho diferente do Ocidente e dos EUA na solução de conflitos no Afeganistão por meio do diálogo político.

Os países da região esperam que a China desempenhe um papel mais ativo na questão afegã devido à sua assistência ao povo afegão.

A abordagem da China não entra nas questões internas do Afeganistão. Isso ficou explicito no documento, no primeiro tópico, de 3 respeitos e 3 nuncas.

Um Afeganistão estável não apenas atende aos interesses do povo afegão, mas também contribuirá para a estabilidade regional, criando condições favoráveis para que os países da região busquem um melhor desenvolvimento.

Essa movimentação é mais um sinal de crise do imperialismo, que após a derrota para o Talibã ficou sem uma posição importante na Ásia Central. O Afeganistão é um país-chave na região, pois faz fronteira com os principais países asiáticos.

Abaixo a declaração de Ministério de Relações Exteriores da China (China’s Position on the Afghan Issue) em íntegra:

https://www.fmprc.gov.cn/eng/zxxx_662805/202304/t20230412_11057785.html#:~:text=China%20respects%20the%20independence%2C%20sovereignty,and%20national%20customs%20of%20Afghanistan.

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