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"Cortar gastos de verdade"

Burguesia não está satisfeita com arcabouço fiscal

Ao contrário do que. prega a esquerda golpista, medida fiscal do governo Lula está longe dos sonhos dos banqueiros

Os setores da esquerda nacional que querem encontrar um pretexto para se alinhar ao imperialismo e defender a queda do governo Lula muito têm dito que o arcabouço fiscal seria a prova final de que o governo Lula seria um governo do grande capital. A afirmação, além de mal-intencionada, era delirante: o arcabouço fiscal não é um “teto de gastos piorado”, como afirmaram esses setores, mas sim uma tentativa de Lula de flexibilizar a rígida política fiscal implantada no governo de Michel Temer.

É um compromisso com os capitalistas? Sim, uma forma de estabelecer um limite para os gastos públicos, dificultando a política econômica do próprio Lula. No entanto, Lula adotou essa medida por considerar que esse era o melhor acordo possível no momento, dada a situação profundamente adversa nas instituições do Estado. Não se trata, portanto, de uma iniciativa do governo para propositalmente esfolar os trabalhadores, mas sim uma medida que procurou estabelecer um cenário econômico mais flexível – e, portanto, mais progressista –, ao mesmo tempo em que procurou aliviar a pressão dos especuladores.

Uma série de artigos publicados na imprensa burguesa nos últimos dias apenas comprovam o que acabamos de dizer. Uma coluna medonha de Raquel Landim, âncora da CNN Brasil, publicada no Estado de S.Paulo, afirma que “Ninguém fala seriamente em cortar gastos no Brasil”. Do jeito que ela fala, nem parece o país que o orçamento para saúde, educação e infraestrutura está completamente comprometido. Até parece que os hospitais estão todos funcionando perfeitamente, que não há um único problema de enchente diante da maravilha que são as obras públicas. É uma canalhice completa, que ignora propositalmente que o Estado doa mais da metade de sua receita para os bancos.

A mesma senhora muito preocupada com os gastos públicos reclama da iniciativa do governo de taxar os fundos exclusivos. Afinal, “isso não agrada aos mais ricos e aos congressistas”.

O mesmo Estadão, dessa vez em editorial, veiculando opinião própria, clama por uma “uma verdadeira reforma administrativa”. Para bom entendedor, meioa palavra basta: o que a burguesia quer mesmo é acabar com todos os benefícios do serviço público, incluindo a sua estabilidade.

Tanta sede ao pote se torna ainda mais preocupante quando os jornais trazem a notícia de que o governo Lula necessitará do aval do Congresso até mesmo para conseguir pagar o Bolsa Família em 2024. Em outras palavras, o governo não tem dinheiro para gastar e para fazer o mínimo para que o povo não morra de fome, terá de depender das “mesadas” do Congresso Nacional. O mesmo Congresso, diga-se de passagem, que tem interesse em ver a economia despencar para que o ogoverno perca seu apoio popular.

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