Polarização política

Britânicos querem referendo para romper apoio ao regime de Kiev

Custo de vida tem feito os britânicos ligarem a situação da guerra na Ucrânia, por isso querem que governo pare com as sanções e com ajuda militar a Zelenksy

“O descontentamento dos cidadãos europeus em relação aos seus governos ante a crise energética se tornará ‘a última gota’ que quebrará a espinha dorsal da Europa […] A escassez de energia é a gota d’água que quebrou as costas do camelo […] As sanções que introduzimos acabaram sendo aquela proverbial pedra gigante que lutamos para levantar apenas para cair sobre nossos próprios pés”, afirmou o político George Galloway, ex-parlamentar britânico e presidente do Partido Britânico dos Trabalhadores durante sua entrevista para o jornal chinês Global Times em setembro de 2022.

10 meses após sua entrevista, as previsões de George se tornar a realidade da população europeia. Manifestações tem se alastrado em todo o continente, recentemente na França, Alemanha e República Tcheca onde aconteceram grandes protestos contra a política de sanções que favorece a inflação, o recesso em vários setores da economia da região.

Os países imperialistas, incluindo o Reino Unido, estão enfrentando uma crise energética e inflação elevada devido às sanções impostas contra Moscou e à decisão de abdicar dos combustíveis russos.

Ontem (27), o site oficial do Parlamento britânico disponibilizou uma petição pedindo um referendo para cessar o fornecimento de armas para o regime de Kiev e que o Reino Unido assuma uma posição de neutralidade em relação à guerra na Ucrânia.

A petição tem como objetivo fazer com que o governo britânico mude sua política, inclusive em relação às sanções econômicas contra a Rússia, que estão elevando os preços no país, principalmente devido ao aumento dos preços da energia.

“Isso inclui o aumento do preço da energia, o custo de vida, as taxas de juro, a inflação, o desemprego, os altos impostos e taxas, além de provocar greves, danos comerciais e redução dos serviços governamentais”, detalha a petição.

Os signatários britânicos da petição alegam que as autoridades do país estão tomando partido em um conflito na Ucrânia sem considerar a opinião daqueles que sofrem as consequências econômicas. Essas acusações levantam questões importantes sobre a responsabilidade das autoridades em manter a imparcialidade e proteger os interesses de todos os cidadãos.

Caso a petição atinja o número de 100 mil assinaturas, a iniciativa vai poder ser debatida no Parlamento.

Trata-se de uma demonstração do tamanho da crise do imperialismo. Um dos principais países imperialistas, a Inglaterra, está sendo pressionada pela situação na Europa a recuar com sua posição em relação à guerra na Ucrânia. Algo que, caso se concretize, representará uma dura derrota aos Estados Unidos, o principal impulsionador e patrocinador do conflito.

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