Damagogia

BB: uma no cravo e outra na ferradura

Enquanto que a atual direção do BB faz demagogia com os trabalhadores, por outro lado desce a ripa no lombo dos seus funcionários

As direções sindicais tiveram ganho de causa em ações coletivas que condenaram o Banco do Brasil, na Justiça do Trabalho, contra os ataques desferidos ao funcionalismo pela direção do Banco do Brasil, na gestão do governo golpista Bolsonaro, em relação às famigeradas políticas de reestruturação.

As reestruturações ocasionaram, em diversas dependências e agências, remanejamento e descomissionamento compulsório de trabalhadores bancários, sem aviso prévio, e que teve, como consequência a reversão em funções, levando os trabalhadores perderem os seus direitos às suas gratificações de função, principalmente após a vigência da Lei 13.467/2017, a chamada reforma trabalhista.

Mas, a justiça do trabalho, nesses casos, vinha mantendo o entendimento do direito adquirido para aqueles funcionários que receberam gratificação há 10 anos ou mais. Como foi o caso de uma funcionária que exercia a sua função gratificada já por 19 anos; a qual, num belo dia, a direção do banco descomissionou alegando redução do quadro da unidade onde trabalhava devido à tal reestruturação.

Para o espanto de todos, no último dia 4 de março, as direções sindicais e os trabalhadores, é claro, foram surpreendidos. Mesmo depois de já estabelecida a condenação do banco, inclusive em sede de tutela de urgência, motivo pelo qual o BB deveria realizar os pagamentos dentro do prazo de 30 dias úteis, a contar do dia 03/03/2023, o Banco do Brasil pediu ao Tribunal Superior do Trabalho a concessão de efeito suspensivo ao recurso, o que foi deferido pela Vice-Presidência do TST. “Este efeito, na prática, suspende os efeitos da liminar obtida pelo Sindicato até o julgamento do recurso pelo c. TST”. (Site Fetec/cn 04/03/2023)

No frigir dos ovos, os pagamentos e a realocação dos trabalhadores só se darão no fim do processo.

Agora, cabe a pergunta: o que tem a ver o título da matéria, “BB: um no cravo outro na ferradura” com a discussão acima?

Neste dia 6 de março, realizou-se a primeira reunião entre os representantes da coordenação do Comando Nacional dos Bancários e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) com a “nova” direção do BB.

Segundo os informes dados pelas representantes das entidades dos trabalhadores: “a reunião de hoje foi muito importante. Nela reafirmamos a necessidade de retomada da mesa de negociação permanente e o banco se comprometeu a retomar os encontros… explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)”. (Site Contraf/Cut 06/03/2023)

“Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, destacou que o compromisso da nova direção do BB, assumido na reunião desta segunda, de chamar para a negociação o movimento bancário, ‘em todas as pautas do banco que envolver os trabalhadores é um passo importante, de respeito ao movimento sindical e também aos trabalhadores, concluiu’”. (Idem)

É nesse sentido que a nossa matéria chama a atenção para o seu título.

Enquanto a atual direção faz demagogia com os trabalhadores, junto às suas organizações, “prometendo que envolverá os trabalhadores em todas as pautas do banco”, essa mesma direção entra com recurso na justiça para impedir que esses mesmos trabalhadores tenham os seus direitos garantidos.

Por meio da demagogia, os banqueiros dizem se comprometer a melhorar a vida dos bancários, setor que sofre o pior arrocho salarial da sua história, com o sucateamento do banco, baixos salários, falta de pessoal, etc. Por outro lado, a direção do banco, concretamente, desce a ripa no lombo dos seus funcionários.

Os bancários não devem depositar nenhuma confiança nos banqueiros. Somente a via das lutas e das mobilizações dos trabalhadores, independente dos patrões e do governo, podem ser a alternativa para que as reivindicações dos bancários sejam atendidas.

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