Campanha Salarial

Bancários do DF dão o ponta pé inicial para as lutas deste ano

A categoria bancária precisa superar essa política de capitulação das direções sindicais em relação ao acordo bianual e partir para uma efetiva campanha

Nste dia 1º de julho será realizado, na Sede do Sindicato dos Bancários de Brasília, o 12º Congresso da categoria, com a participação de bancários da Capital Federal e Entorno, onde serão debatidos e aprovados o plano de luta dos bancários e a eleição de delegados da região para a 25ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizado entre os dias 4 e 6 de agosto na Cidade de São Paulo.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) que, através da reunião do Comando Nacional da categoria realizada no início do mês de maio, definiu a data e os eixos de luta deste ano, tais como aumento real de salários, PLR, melhores condições de saúde e de trabalho, bem como a igualdade de oportunidades. Além disso, segundo o informe da mesma confederação, serão pauta da conferência o combate ao fechamento de agências e demissões no setor privado e, como ponto de conjuntura nacional a retomada do desenvolvimento econômico, com menos juros e mais empregos e o fortalecimento dos bancos públicos.

Em relação à Campanha Salarial dos bancários neste ano, uma questão chama a atenção no que tange a própria campanha, na qual as direções chamam os trabalhadores para a luta, sendo que nos últimos anos os acordos coletivos da categoria estão sendo assinados com a validade bianual e, para este ano a situação não é diferente. Então, fica a pergunta: que campanha salarial será essa deste ano se o acordo tem validade até o ano de 2024!?

Desde o ano de 2016 as atuais direções sindicais vêm fechando acordos bianuais com a avaliação de que é um avanço para a categoria, sendo que desde aquele período a categoria vem sofrendo perdas salariais, em que nem ao menos a inflação oficial é tema de reajuste para os banqueiros. Na campanha salarial do ano passado quando a inflação do período foi de 8,95%, os banqueiros, no primeiro momento, apresentaram uma proposta de 5,85% e, somente depois da greve da categoria reavaliou sua proposta passando para 8%, o que de pronto foi aceito pela burocracia sindical. Como o acordo vale por dois anos, para este ano, conforme acordo assinado entre as partes, os bancários terão apenas 0,5% de reajuste acima da inflação do período, calculado de 1º de setembro de 2022 a 1º de setembro de 2023. Ou seja, o acordo bianual trousse prejuízo para a categoria nesse período de dois anos. Essas perdas vêm se repetindo desde que implantou o famigerado acordo bianual.

A insistência dos banqueiros com os acordos bianuais é clara: que não haja campanha salarial todos os anos e impor, como está acontecendo, um violento retrocesso, não apenas através do arrocho salarial, mas também com demissões, fechamento de centenas de agências, descomissionamentos, terceirizações, etc.

A categoria bancária precisa superar essa política de capitulação das direções sindicais em relação ao acordo bianual e partir para uma efetiva campanha já nessa 25ª Conferência Nacional e lutar por uma verdadeira campanha salarial.

Diante o achatamento salarial da categoria e os ataques reacionários dos banqueiros a Conferência deve reivindicar propostas que efetivamente dê melhores condições de vida à categoria, tais como as pautas econômicas de reajuste integral das perdas salariais mais aumento real de 20% (reivindicação histórica dos trabalhadores).

Gatilho salarial em favor dos funcionários toda vez que a inflação atingir 3%;

Piso salarial de R$ 7.000,00; reajustados automaticamente de acordo como os percentuais acima;

Incorporação nos salários dos trabalhadores de toda a inflação de planos econômicos anteriores.

A categoria bancária vem sofrendo ao longo dos anos um ataque brutal às suas condições de vida, que já resultou em dezenas de milhares de demissões, descomissionamentos, arrocho salarial, sobrecarga de trabalho por falta de pessoal, aumento do assédio moral, etc. É necessário, nessa campanha salarial, organizar uma efetiva mobilização de toda a categoria bancária no sentido de derrotar a política reacionária dos banqueiros.

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