Pelo fim da policia, já!

Assassino de Blumenau é um santo perto da PM, a SS brasileira

Não adianta colocar mais raposa cuidando do galinheiro. A policia e pena de morte são instrumentos da burguesia contra a população pobre e oprimida.

Após o crime cometido por um cidadão em Blumenau, Santa Catarina, que adentrou uma escola infantil e atacou os alunos, matando quatro crianças e ferindo outras quatro, surgiram centenas de “especialistas” demonizando o criminoso e propondo soluções que vão desde colocar policiais nas escolas até a pena de morte como medida punitiva no Brasil. É óbvio que o fato é grotesco, é realmente horroroso, ainda mais quando se trata da situação dos familiares das vítimas.

A imprensa burguesa e a esquerda chave de cadeia, repetem o mesmo coro.  Nesses casos é que percebamos como a esquerda pequeno- burguesa é pautada pela imprensa venal, direitista e golpista. Apesar de o crime ser bem bárbaro e ter chocado a população brasileira de uma forma geral, é preciso ter claro que não estamos falando de um cidadão normal ou no mínimo em sã consciência. Não estamos falando de uma pessoa comum, entrar em uma escola e matar crianças é para quem está fora da realidade.

Pena de morte não deveria ser pauta da esquerda, muito pelo contrário, essa medida, como princípio, deve ser repudiada por todos. O Estado não pode ter o direito, por meio de juízes como a gente conhece – burgueses e direitistas -, de decidir quem deve ou não viver. Se a pena de morte é um instrumento da violência estatal – será, portanto, um recurso das classes dominantes contra as oprimidas.

Por outro lado, o Estado – de maneira velada pela imprensa burguesa – já tem sua forma de exercer a pena de morte sobre a população do país. A polícia no Brasil é um verdadeiro esquadrão da morte. Os militares nas ruas decretam quem vai viver e quem vai morrer, tudo sob a tutela do Estado burguês.  São centenas de casos onde a polícia matou impunemente crianças por todo país, quase sempre é por uma “bala perdida”. E a população desarmada é refém dessa instituição criminosa.

Para aqueles que pedem mais policiamento, saiba que o número de assassinatos praticados pela polícia em 2020, segundo os dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram 6.416 pessoas assassinadas por agentes dessa instituição.  Em fevereiro deste ano, o estado de São Paulo registrou aumento de 29% nas mortes causadas por policiais civis e militares, na comparação com 2022. Entre 2017 e 2019, policiais mataram ao menos 2.215 crianças e adolescentes no Brasil.

É importante colocar em questão que a metade dos homicídios feitos por policiais não tem registro de idade. Em 2020, 140 crianças e adolescentes de 10 a 19 anos foram vítimas de mortes decorrentes de intervenção policial, representando 44% do total de 315 assassinatos nessa faixa etária. Por outro lado, uma pesquisa feita pelo Fórum Justiça mostrou que 61% das mortes cometidas por policiais não chegam à justiça. Nesse caso estamos falando de registros, há muito mais coisa que sequer chegamos a tomar conhecimento. Quantas e quantas pessoas desaparecem após uma abordagem policial?

Na última quinta-feira (6), uma menina de 9 anos morreu após ser baleada, em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro.  Ester de Assis de Oliveira estava entre as cinco pessoas que seriam moradoras da Comunidade do Cajueiro e foram feridas por armas de fogo. Uma segunda pessoa também morreu, mas não teve a identidade revelada. A polícia, como sempre, alega que houve confronto e que não matou ninguém. Porém, todos sabemos o que significa o “confronto” de que a polícia fala, onde somente os supostos criminosos e pessoas comuns morrem.

Antes de pedir pena de morte, e mais raposa para cuidar do galinheiro, a esquerda deveria exigir antes de tudo o fim das polícias e todo aparato de repressão do Estado contra a população. Por fim, as razões pelas quais o cidadão invadiu são todas perfeitamente explicadas pela decadência da sociedade capitalista. A sociedade, tal como é hoje, enlouquece as pessoas, submetidas a uma crise sem fim. Outro ponto alegado pela esquerda pacifista é que o armas de fogo seriam promovem esses massacres. No entanto, o que dizer do caso recente, em São Paulo, onde o agressor utilizou uma faca; e neste, de Blumenau, com o usa de uma machadinha?

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