8 de março

As mulheres de verdade e as mulheres imaginárias

O fato, demonstra que a manifestação operária está sendo substituída por uma grande demagogia, contra o próprio movimento das mulheres.

Nesta quarta-feira, em nome da defesa das mulheres, foi realizado as mobilizações do dia 8 de março, o dia internacional da mulher trabalhadora. No entanto, diferente das tradicionais mobilizações operárias em defesa das revindicações de todas as trabalhadoras, a esquerda pequeno-burguesa saiu às ruas em pouco número para fazer a defesa de uma outra mulher, uma que não existe na realidade das trabalhadoras brasileiras.

A maior manifestação, ocorrida em São Paulo, teve pouco mais de 1200 pessoas, e foi marcada por ignorar completamente as principais revindicações do movimento de mulheres. No lugar das tradicionais políticas, como a defesa de mais creches, da legalização do aborto, da equiparação salarial, etc. A manifestação se reteve a mera e demagógica campanha identitária.

Enquanto no Brasil há milhões de mulheres abortando em situação clandestina e mais de 80 mil recorrendo a Sistema Único de Saúde (SUS) por problemas ocasionados pela realização destes procedimentos, o problema do aborto, ligado a própria saúde de milhões de operárias, foi completamente ignorado. No lugar, sobraram as revindicações de tipo direitistas em defesa da repressão.

Para resolver o problema da mulher, estes setores propõem mais leis, mais repressão e mais penas. A luta se resumiria a luta contra a figura masculina na sociedade, não a burguesia nem ao sistema capitalista, mas sim uma luta contra o homem e o “machismo”, como se tudo se resumisse a um problema cultural.

No mesmo sentido, a discussão em torno do empoderamento feminino voltou a tomar conta das manifestações. O tal empoderamento seria ter mais mulheres em cargos públicos, como se isso fosse responsável por mudar a vida das trabalhadoras brasileiras. Além disso, o que se viu no 8 de março foi a defesa da realidade de uma mulher imaginária, uma mulher que não possuí problemas materiais, econômicos, que não é oprimida pelo sistema capitalista, mas sim pelo “patriarcado”, pela “cultura”, pelo homem no genérico. No lugar de defender as revindicações das trabalhadoras, preocupa-se com os mais ínfimos problemas do dia a dia da pequena-burguesia e da burguesia brasileira.

O fato, demonstra que a manifestação operária está sendo substituída por uma grande demagogia, contra o próprio movimento das mulheres.

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