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Análise Internacional aborda os dois anos da invasão ao Capitólio

Programa tratou sobre as consequencias do episódio ocorrido em janeiro de 2021 nos Estados Unidos

No dia 6 de janeiro de 2021, o Capitólio, centro legislativo dos Estados Unidos, foi invadido por apoiadores do ex-presidente Donald Trump que contestavam o resultados das eleições norte-americanas, as quais resultaram na vitória de Joe Biden, atual mandatário do país. Esse acontecimento completa dois anos neste início de 2023 e, com isso, foi o assunto principal da Análise Internacional que foi ao ar nessa segunda-feira (09/01).

Dentro desse período, 950 pessoas foram acusadas de crimes federais e viraram réus, dentro disso, houve 192 condenações e 484 admissões de culpabilidade. Logo no início do programa, o presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, fez uma análise sobre os dois anos desse episódio: ˜Eu acho que a medida tomada pelo governo norte-americano, pela justiça, em relação à ocupação do Capitólio foi fora de proporção, porque, na realidade, o que aconteceu ali foi uma manifestação política. Hoje em dia, no Brasil, os acontecimentos em Brasília estão sendo classificados como terrorismo. Isso, logicamente, é uma bobagem, é fora de proporção. É uma manifestação política, as manifestações políticas podem ser completamente pacíficas ou podem ter um caráter um pouco mais violento, é uma coisa natural. Nos Estados Unidos, nós vimos que o assassinato pela polícia, que é uma coisa sistemática, contra os negros levou a uma explosão social onde o pessoal foi muito além do negócio do Capitólio, colocaram fogo numa delegacia de polícia, colocaram fogo em vários edifícios do país, várias cidades dos Estados Unidos ficaram em chamas. É uma coisa que acontece. O caso do Capitólio adquiriu uma relevância maior, porque é um enfrentamento político institucional. Entao, a ala do grande capital norte-americano procura criar um clima de terror em torno do problema da ocupação do Capitólio por motivos de disputa de espaço dentro do Estado norte-americano, o Trump é uma ameaça para eles, daí a perseguição, que tem uma motivação exclusivamente política, porque se você vai prender mil pessoas por causa da ocupação do Capitólio, pelos acontecimentos de Portland, de várias outras cidades, você teria que prender dez mil pessoas. E, se um governo for agir assim, não vai ter limite, não vai ter cadeia suficiente para todo mundo, principalmente se a situação estiver meio convulsionada como deve estar nos Estados Unidos, como está no Brasil hoje também. Quer dizer, não é uma solução, de um ponto de vista geral. Eu acho que fracassou, porque o Partido Republicano ganhou as eleições intermediárias e o trumpismo não retrocedeu, nem acho que irá retroceder. O pessoal fala muito na destruição da extrema direita europeia, mas o que a gente vê a cada eleição é que a extrema direita só cresce. Entao, nós deveríamos perguntar que tipo de política é essa que leva ao crescimento da extrema direita˜.

O comandante Robinson Farinazzo, do canal Arte da Guerra, que faz uma participação especial no programa, também comentou sobre o acontecimento, ressaltando que não é a primeira vez que a lisura das eleições são questionadas, lembrando o caso envolvendo a vitória do ex-presidente John Kennedy: ˜Eleição de resultados conturbados nos Estados Unidos e de dúvidas quanto à lisura do pleito não é a primeira vez. Existe uma lenda, não-comprovada, na história americana de que quem elegeu o John Kennedy em 1960 foram os mortos de Detroit˜. Ele destacou que nunca viu uma atitude como a dos generais das Forças Armadas, que assinaram um documento alegando que Joe Biden era o chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos: ˜Quando você vê um documento desse, o teor desse documento e o peso das autoridades, você desconfia que havia um problema de indisciplina dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos. Isso foi abafado, mas o documento me chamou muito a atenção na época, porque eu nunca tinha visto uma coisa igual. Na verdade, eu acho que esse sistema de representação está completamente contaminado, já não tem mais condições, já não oferecem soluções. Você pega um partido como o PCO, que tem na sua raiz causas nacionais, você não vê representatividade. Há partidos que lutam por ideais que vêm do exterior e têm uma representação muito grande, porque injetam dinheiro. Entao que democracia é essa? A democracia dos banqueiros? A democracia do grande capital? Isso está acontecendo no mundo inteiro. Entao, nós temos uma crise e isso tende só a se agravar. Eu acho que isso que aconteceu nos Estados Unidos em 2021 vai se repetir˜.

Sobre o fato de ações como as do Capitólio serem classificadas como terrorismo, Rui afirmou o seguinte: ˜Primeiro, é uma vontade repressiva muito grande. A gente viu as cenas do Capitólio, aquilo lá estava muito mais para carnaval do que para terrorismo. Era uma manifestação relativamente pacífica, chamar tudo isso de terrorismo é uma coisa exagerada. As pessoas gostam de exagerar, porque acham que estarão sendo mais duras na crítica, o que é falso. Isso leva a um desgaste muito grande˜.

A Análise Internacional vai ao ar toda segunda-feira, a partir das 18h, exclusivamente no canal do Diário da Causa Operária no YouTube.

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