União dos oprimidos

Aliança militar no Sahel aumenta crise do imperialismo na região

É necessário apoiar a iniciativa tomada pelos governos de Mali, Burkina Faso e Níger. E mais, deve-se apoiar que mais países de governos nacionalistas se juntem

Aprofunda-se o movimento nacionalista que vem se gestando no continente africano.

Neste sábado (17), Mali, Burkina Faso e Níger firmaram um tratado mútuo de cooperação a sua defesa e a segurança, seja contra rebeliões armadas internas ou agressão externa.

Sob o nome de Aliança dos Estados do Sahel, o acordo diz que os três países devem se auxiliar diante de ataque contra qualquer deles:

“Qualquer ataque à soberania e integridade territorial de uma ou mais partes contratadas será considerado uma agressão contra as outras partes”

O acordo é uma resposta ao aumento da atitude belicosa do imperialismo, seja ianque, seja francês, no continente africano.

Como se sabe, nos últimos anos houve golpes de Estado nos três países citados acima. Os golpes, encabeçados abertamente por militares, levaram ao poder governos nacionalistas, expulsando os antigos lacaios do imperialismo que gerenciavam os países.

No caso de Burkina Faso, o atual chefe de Estado do país, o capitão Ibrahim Traoré, dadas suas declarações anti-imperialistas, chegou a ser comparado a Thomas Sankara, militar que liderou um golpe nacionalista no país em 1983.

Dentre esses três países, o golpe mais recente deu-se no Níger.

Diante do perigo que esse movimento nacionalista se espalhasse por todo o continente, desestabilizando mais ainda a ditadura mundial do imperialismo, o mesmo vem tentando arquitetar uma invasão militar ao Níger, através de governos lacaios dos países que compõem a CEDEAD, em especial a Nigéria.

Até agora a invasão não aconteceu. Contudo, o perigo ainda paira.

Dessa forma, essa aliança militar no Sahel é de grande valia, afinal, é mais difícil ao imperialismo enfrentar e sair vitorioso em uma ação militar contra três países unidos (Mali, Burkina Faso e Níger) do que contra apenas um (Níger). E, se é difícil para a máquina de guerra imperialista, que dirá em relação à Nigéria (ou outros países serviçais na região)? Já diz o ditado: a união faz a força.

Ademais de diminuir a viabilidade de uma ação militar, a união também dificulta a ação do ponto de vista político, pois a tentativa de sufocar o movimento nacionalista de três país, em vez de apenas um, aumenta drasticamente a probabilidade de que o tiro imperialista saia pela culatra, ou seja, que eventual ação militar impulsione ainda mais o movimento nacionalista que avança na África.

É necessário, portanto, apoiar a iniciativa tomada pelos governos de Mali, Burkina Faso e Níger. E mais, deve-se apoiar que mais países de governos nacionalistas se juntem, assim como apoiar a expansão do nacionalismo africano, quer ela se dê através de revoluções ou golpes militares.

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