Ucrânia

Aliado de Zelensky confirma: imperialismo sabotou acordos de paz

Relatos de envolvidos com as negociações pelo lado ucraniano mostram que as potências imperialistas queriam a guerra

Informações compiladas no sítio Geopolitical Economy Report, dadas por aliados dos Estados Unidos, mostram que o mais poderoso país imperialista do mundo sabotou as tentativas de acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Os termos negociados em março de 2022 já haviam sido aceitos pelas duas partes, mas o patrocinador da guerra pelo lado ucraniano não ficou satisfeito e impôs a continuidade de uma guerra perdida para a Ucrânia, ao custo de uma quantidade enorme de vidas. Os relatos partiram de um ex-chanceler alemão, Gerhard Schröder, do líder do partido de Zelensky no parlamento ucraniano, Davyd Arakhamia, e do ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett.

Schröder revelou em entrevista ao diário berlinense Berliner Zeitung como foi sua tentativa de auxiliar nas negociações de paz nesse período. Segundo ele, foi o próprio governo Zelensky que pediu sua participação para mediar as reuniões com o presidente russo, Vladimir Putin. O acordo envolveria cinco pontos, com os quais os ucranianos se manifestaram favoravelmente no início:

1: A Ucrânia deveria rejeitar o ingresso na OTAN;

2: O retorno do status de língua oficial para o idioma russo, junto com o ucraniano (como era antes do golpe de 2014);

3: Autonomia às Repúblicas Populares do Donbass;

4: Garantias de segurança para a Ucrânia;

5: Negociações sobre o estatuto da Crimeia.

Segundo o relato do alemão, os ucranianos tinham que levar tudo o que era conversado para a apreciação do imperialismo, que finalmente impuseram um veto a qualquer acordo razoável. O ex-chanceler afirmou que o suposto medo dos países da Europa ocidental em relação a um avanço da Rússia sobre seu território são totalmente infundados. Colocou que as ações militares russas são estritamente defensivas, são reações ao cerco imposto pela OTAN ao largo de suas fronteiras.

Em novembro, foi a vez de Arakhamia conceder entrevista ao canal de televisão ucraniano 1+1, ocasião em que reforçou o papel do imperialismo na manutenção da guerra. Ele próprio admitiu que os russos fizeram um grande esforço no sentido de negociar a paz, almejando uma situação de imparcialidade. Alguns trechos foram traduzidos para o inglês pelo jornal ucraniano Ukrainska Pravda:

“Eles estavam preparados para acabar com a guerra se concordássemos com – como a Finlândia fez uma vez – a neutralidade, e nos comprometêssemos em não aderir à OTAN”.

“Quando voltamos de Istambul, Boris Johnson veio à Kiev e disse que não assinaríamos nada com eles, vamos apenas lutar”.

Isso partindo de um apoiador ideológico do governo golpista de Zelensky, que estabeleceu políticas racistas contra uma grande parte da sociedade ucraniana. Antes do desenvolvimento desse embate militar desastroso, já havia uma disposição do governo ucraniano para ceder aos apelos de paz vindos dos russos. Mas quem manda nesse governo fantoche, como sabemos desde o começo, é o imperialismo.

Outro relato compilado pelo Geopolitical Economy Report foi de Naftali Bennett. Em entrevista realizada em fevereiro deste ano, o ex-primeiro-ministro de Israel detalhou sua participação nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia:

“Tudo o que fiz foi coordenado até o último detalhe com os Estados Unidos, a Alemanha e a França. Houve uma decisão legítima do Ocidente de continuar atacando Putin”.

Questionado sobre se a OTAN havia barrado a proposta de paz dos russos, Bennett foi taxativo: “Basicamente, sim. Eles bloquearam e eu pensei que eles estavam errados”.

Todos esses relatos de gente do alto escalão dessas negociações prova que a Ucrânia e seu governo nazista foram usados pelo imperialismo para tentar prejudicar a Rússia econômica e politicamente. Seus soldados foram sacrificados em nome dos patrões de Zelensky, que vivem bem longe do Leste Europeu, mas que comandam o governo fantoche que colocaram na Ucrânia.

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