Arthur Cesconetto Souza

Dirigente nacional do Partido da Causa Operária e da Aliança da Juventude Revolucionária. Responsável pela organização dos comitês de juventude em Santa Catarina e estudante da Universidade Federal de Santa Catarina.

Cooperação

A questão do petróleo no Irã e na Venezuela

Ministro iraniano do Petróleo e seu correspondente venezuelano discutiram aprofundar o pacto de cooperação no desenvolvimento da indústria do petróleo

Bandeira do Irã

Diante das criminosas sanções impostas pelo imperialismo que busca estrangular a economia da Venezuela, em maio deste ano, o governo chavista de Nicolás Maduro firmou acordo de cooperação com o Irã no setor energético de gás natural, petróleo e seus derivados. O estreitamento das relações tem como objetivo superar a escassez de combustível no país sul-americano, ao mesmo tempo, atenuar os efeitos do bloqueio econômico ilegal também imposto ao país persa e, junto à OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), oferecer uma saída para crise energética do mercado global agravada pela guerra na Ucrânia. 

No último período, o imperialismo buscou desestabilizar o governo venezuelano de todas as formas possíveis para assumir o controle do país. Houve de tudo, desde apoiar o impostor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente, até sabotagens de serviços essenciais para população como setor de energia elétrica. Vimos também infiltrações de mercenários em território venezuelano, sequestro de seu patrimônio nacional como ativos da estatal petrolífera (PDVSA) como fez os Estados Unidos e de 31 toneladas de ouro como fez a Inglaterra. Além, evidentemente do atroz bloqueio que não permite adquirir alimentos e medicamentos de outros países. 

Diferente da Venezuela, que nacionalizou suas reservas minerais com Hugo Chavez, nos anos 2000, o país persa o fez no início da década de 1950, o que implicou num golpe sangrento comandado pelo imperialismo e uma ditadura de 25 anos. Atualmente, o governo iraniano é alvo de grande campanha promovida pelo imperialismo, que busca impulsionar protestos violentos no país se valendo da demagogia identitária, como no caso de Mahsa Amini, supostamente morta pela polícia. Se trata, evidentemente, de um pretexto para encobrir a verdadeira motivação: o avanço no desenvolvimento do programa nuclear do Irã.   

É nesse contexto que o ministro iraniano do Petróleo, Javad Owji, e seu correspondente venezuelano, Tareck El Aissami, em conversa telefônica na semana passada, discutiram aprofundar o pacto de cooperação no desenvolvimento da indústria petroquímica, melhoria e renovação de refinarias, emissão de serviços técnicos de engenharia, transferência de tecnologia e desenvolvimento de mercados de exportação. Buscando afastar essa aliança, os Estados Unidos, por meio de acordo com a Venezuela, decidiram retirar parte das sanções. Por outro lado, a União Europeia resolveu renovar as sanções contra o país sul-americano. 

O acordo permitiu a instalação da primeira refinaria iraniana no exterior, El Palito, localizada na Venezuela, que tem capacidade de refinar 100 mil barris de petróleo por dia. Foi enviado também um carregamento de combustíveis e afins em vários navios para abastecer o país sul-americano, um importante passo em defesa da soberania de ambos os países. Neste sentido, é importante destacar que a cooperação econômica entre os países atrasados, em oposição aos interesses dos países de capitalismo desenvolvido, se constitui em um fator de progresso pelo fim dominação mundial dos povos oprimidos pelo imperialismo.

Artigo publicado, originalmente, em 11 de janeiro de 2023.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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