Diário de Cuba

A política, a cultura e as alianças de Cuba

Eduardo Vasco, correspondente do Diário Causa Operária em Cuba, responde mais algumas perguntas da redação sobre a ilha paradisíaca

Ainda de Cuba, Eduardo Vasco, editor do Diário Causa Operária (DCO), respondeu mais algumas perguntas da redação acerca do cotidiano e da vida política na ilha caribenha. Desta vez, os assuntos abordados por Vasco, que também foi correspondente do DCO na Rússia, no ano passado, foram a vida dos deputados cubanos, a cultura cubana e os principais países aliados de Cuba na luta contra o bloqueio imperialista que assola a ilha há décadas.

Diário Causa Operária: Quem são e como vivem os deputados cubanos?

Eduardo Vasco: São trabalhadores comuns. Eles são eleitos em circunscrições, que é mais ou menos o bairro, pelos moradores. E representam os moradores na Assembleia Municipal do Poder Popular. Conversei com deputados da Assembleia Municipal de Regla, que é um município de Havana. Há 41 delegados, cada um por uma circunscrição. A presidenta da Assembleia é uma jovem negra que acabou de ser eleita e trabalha como procuradora. Os delegados elegem os membros da Assembleia Provincial e assim sucessivamente até a Assembleia Nacional do Poder Popular. O povo vota para acatar ou não os indicados. Sempre os delegados e deputados devem prestar conta aos seus eleitores. Além disso, eles se reúnem apenas duas ou três vezes por ano nas sessões da Assembleia, o restante do tempo trabalham em seus empregos habituais. Não precisa ser membro do Partido Comunista para ser membro da Assembleia, eu mesmo conheci um delegado em Regla que não era membro do partido.

Diário Causa Operária: O que teve a oportunidade de conhecer da cultura cubana?

Eduardo Vasco: A cultura é muito parecida com a nossa. Muitos cubanos são religiosos e se mistura as religiões africanas com a cristã. Conheci gente que é adepta do vudu, evangélica, entrei em belíssimas igrejas católicas e vi despachos em alguns lugares. Os cubanos também amam música e no centro de Havana há música em todo instante, principalmente a noite. São muito festeiros. No Museu de Arte Moderna é possível comprovar que nunca houve uma forte censura em Cuba contra a arte, porque até mesmo no período em que Cuba foi mais influenciada pela burocracia soviética (final dos anos 60 e anos 80) não era imposto o realismo socialista e diversas formas de arte eram produzidas. Hoje em dia, então, pode-se dizer facilmente que Cuba é um dos países mais democráticos e liberais com relação à cultura.

Diário Causa Operária: Quais as principais parcerias de países com Cuba e como isso ajuda na luta contra o bloqueio?

Eduardo Vasco: Os principais parceiros são Rússia e China. Os cubanos agradecem muito a esses países, porque se não fosse eles Cuba estaria vivendo uma verdadeira situação de penúria. A Venezuela sempre ajudou muito Cuba nos últimos 20 anos, mas todos os ataques imperialistas contra o país fizeram com que se reduzisse um pouco a cooperação. Por exemplo, navios venezuelanos são bloqueados quando chegam perto das águas cubanas.

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