Farsa Territorial

A farsa da destruição realizada pelo garimpo na Terra Ianomâmi

O imperialismo utiliza uma questão mínima, garimpo "iliegal" em menos de 1% de território Ianomami, para esconder um embargo disfarçado que está em curso

A imprensa imperialista, bem como a imprensa burguesa brasileira, ambas controladas pela mesma burguesia, a burguesia financeira internacional, estão fazendo um grande alarido acerca dos Ianomâmis e seu território. Mais sobre o território que sobre os Ianomâmis, na verdade. Em matéria recente em quase todas as imprensas, destacam-se os números percentuais escandalosos do prejuízo causado pelo garimpo.

A imprensa imperialista burguesa, quase que sublinha o avanço do “garimpo ilegal” dizendo que foi de 46% no ano passado, dizendo que foi “a maior devastação da história” brasileira. Nenhuma linha sobre a devastação que o imperialismo fez para conseguir ouro para colocar no BIS, banco central dos bancos centrais e forçar o mundo a se submeter ao dólar.

Os dados utilizados pela imprensa vêm da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e são divulgados uma degradação de aproximadamente 3 mil hectares em 2021. Da mesma fonte vem a informação de que a área Ianomâmi total é de 10 milhões de hectares distribuídos no Amazonas e Roraima, onde fica a maior parte.

Diz o portal que de 2018 até 2021 “a área destruída pelo garimpo ilegal dobrou de tamanho, ultrapassando 3,2 mil hectares”. Vários outros dados são despejados para o público ver e se alarmar, porém uma coisa fica nítida nas matérias da burguesia em geral, que a preocupação é com os territórios onde os indígenas estão.

Uma simples conta matemática chega à ínfima relação de 0,03% do território dos Ianomâmis que sofreram garimpo ilegal. E dado que apenas 23 mil Ianomâmis vivem nestes 10 milhões de hectares, haveria grande facilidade de deslocamento destes indígenas caso tivessem recursos. Porém, o que os indígenas querem é participar da economia nacional, ter dinheiro para melhorarem sua cultura e a economia da aldeia, por isso se posicionam perto das cidades e das regiões onde há comércio. O que analisamos como, no mínimo, estranho, é o fato de ser colocado à disposição de cada Ianomâmi mais de 434 hectares e eles não terem nenhuma maneira de fazer essa terra produzir para alavancar o desenvolvimento econômico da tribo. São quase 4,34 Km² por índio. As reservas estão guardadas em nome dos índios com algum outro propósito, é o que se supõe.

Destaca-se a quantidade de território e não tanto as dificuldades pelas quais os indígenas, tanto Ianomâmis, quanto Waikás, Homoxis, Kayanau e Xitei. Na verdade é a matéria toda falando de percentual de regiões; no lugar de Ianomâmis, a matéria diz “região Ianomâmis” ou “Terra Ianomâmi”. Por algum motivo ainda não divulgado pela imprensa burguesa, as áreas onde ocorrem os “escandalosos” impactos negativos do garimpo são justamente as áreas onde estão os indígenas.

O que se sabe, porém, mas não é falado em tempo algum das matérias da imprensa burguesa, é que o que os garimpeiros procuram é ouro, que, como o petróleo, conhecido como o “ouro negro” foi o motivo muito genocídio de povos inteiros da África e das Américas.

Notícia da CNN de julho de 2021 diz que o Banco Central comandado por Roberto Campos Neto comprou 41,8 toneladas de ouro fazendo com que a reserva de ouro do Banco Central, independente do governo brasileiro graças ao governo Bolsonaro e o “tchuchuca dos banqueiros” internacionais, Paulo Guedes,  que articularam para tornar o BC desligado da administração do país, as reservas de ouro do BC subiram 52,7% em apenas um mês. O que Guedes fez foi submeter o governo brasileiro e o país a um embargo do imperialismo sem que este movesse um dedo. Sujeitou o Banco Central do Brasil ao BIS, fazendo com que este controle as reservas de ouro, bem como, todo o dinheiro do país.

“BC compra 41,8 toneladas de ouro e reforça reservas do país” CNN

Nenhuma associação ao aumento do garimpo e ao sofrimento dos Ianomâmis é feito pela imprensa pró-imperialista, contudo, nestas matérias. O aumento da quantidade de ouro no BC brasileiro sugeriria um fortalecimento da moeda nacional, o Real, porém com o Banco Central desligado da administração do país e sujeito à burguesia financeira internacional, portanto, ao BIS. De nada adianta ao país ter seu ouro escoado para o BC nessa situação.

O BC além de escoar o ouro do país sob seu controle, como destaca a economista Fatorelli, com a política de juros Selic alto, o BC “em vez de caracterizar aporte de recursos ao orçamento público, o endividamento público tem funcionado, em toda parte, como um ralo de recursos para beneficiar o sistema financeiro e grandes corporações. Dessa forma, o estoque da dívida pública cresce, mas os recursos vazam, em sua maioria, para privilegiados bancos”, e, como demonstra a análise da economista os privilegiados bancos são os bancos imperialistas

Perdem os Ianomâmis, perdem os garimpeiros e perdem os brasileiros, e, novamente, quem sai daqui com o “ouro”, e este, novamente, “pirateado’ é o imperialismo, o seleto grupo de golpistas internacionais, a burguesia financeira internacional, que usa a causa dos Ianomâmis, para atacar os governos de países com Capitalismo atrasado, como é o Brasil, porém, com muito minério, tanto ouro como petróleo.

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