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Editorial

Vacina e aborto: meu corpo, minhas regras

O Estado não pode interferir contra a vontade no corpo de ninguém


O Estado tem o dever de garantir o direito das mulheres e dos cidadãos, que têm o direito de escolher se querem se vacinar e se querem abortar, esse é o princípio do nosso corpo, nossas regras.
Os movimentos feministas reivindicam o direito ao aborto, o argumento fundamental das feministas é o do “meu corpo, minhas regras”. Desde a década de 70, quando o movimento feminista se diferenciou do movimento de mulheres através da reivindicação da legalização do aborto que passou a ser visto como principal requisito aos direitos humanos das mulheres. Para as feministas o direito ao aborto e ao livre exercício da sexualidade são requisitos básicos e necessários para haver justiça social, e para a consolidação das democracias.
Em relação à legalização do aborto também devemos apontar a hipocrisia, todos sabem que o aborto é legal e seguro para a classe média e a burguesia. Somente morre em procedimento de aborto inseguro, as mulheres pobres, negras, periféricas que não tem acesso a clínicas particulares e caras.
Será que as feministas ignoram que os movimentos da burguesia contra a legalização do aborto está no cerne da exploração da mulher, a escravização da mulher aos serviços domésticos? Enquanto a mulher fica enclausurada em casa cuidando dos afazeres domésticos (lavando, passando, cozinhando, limpando, etc.), que não tem hora para começar e acabar, cuidando integralmente da educação dos filhos, ela não se desenvolve profissionalmente, politicamente, e fica burra! Sim, explorada, burra e sem condições de aliança com outras mulheres, de modo a realizar a luta coletiva pelos seus direitos.
Pois é esse mesmo Estado que tira o direito das mulheres ao aborto, que quer obrigar os cidadãos a se vacinar. Qual a lógica de que os movimentos feministas que reivindicam a liberdade das mulheres, apoiem a opressão do Estado sobre as pessoas?
Desde o início da pandemia COVID19, vemos os governos batendo cabeça e não fazendo nada que fosse efetivo no combate e controle do coronavírus, o maior interesse era e é de não paralisar a economia. Vimos a farsa do “fique em casa”, do Home Office, onde uma pequena parcela da população da classe média e da burguesia puderam realmente ficar em casa. A gigantesca maioria dos trabalhadores tiveram que enfrentar o covid19 de frente, em transportes públicos lotados, dentro dos seus locais de trabalho, etc.
Mesmo com essa farsa de combate à pandemia, a economia que já estava ruim piorou muito e temos o maior índice de desempregados. Segundo o IPEA, no terceiro trimestre de 2021, a proporção de desempregados que estavam nesta situação há mais de dois anos chegou a 29%, atingindo o maior patamar da série histórica de desemprego no país.
O Estado nada faz sobre isso também, ou melhor, sobre o desemprego o Estado quer oprimir o trabalhador ainda mais, instituindo a carteira de vacinação obrigatória, isto é, arrumando mais um pretexto para demissão de mais trabalhadores, enquanto desde o início da pandemia covid19 os bancos já receberam mais de 2 trilhões de reais.
Outra questão que os movimentos feministas da esquerda pequeno burguesa não questionam são os métodos do Estado para imunizar a população, o método fascista que é obrigar!
O Brasil já exportou tecnologia na área de vacinação, o Programa Nacional de Imunização (PNI) é reconhecido mundialmente, e já participou da organização de campanhas de vacinação em vários países como Timor Leste, Palestina, Cisjordânia e Faixa de Gaza. Já fizeram capacitação de equipes de outros vários países. E qual foi a campanha de conscientização que o Estado Brasileiro colocou em ação nesta situação de calamidade que o país se encontra? Frente a mais de 700 mil mortes (oficiais) pelo coronavírus? Nenhuma.
Pelo contrário, foram feitos projetos para incentivar a população a se vacinar, por exemplo, na câmara dos deputados uma proposta é: quem não se vacinar e ficar doente, terá que pagar pelo seu tratamento…
Outra situação que ajudou “muito”, foi o presidente ilegítimo fascista Jair Bolsonaro dizer que quem tomasse a vacina viraria jacaré. Os governadores de direita ou da esquerda também não fizeram nada, todos pensando na mesma questão, a economia não pode parar, mas o trabalhador pode morrer.
O governador de São Paulo, João Dória, que foi o “protagonista” da vacinação, antes mesmo de ter as vacinas já queria obrigar as pessoas a se vacinarem, foi um fiasco. O povo brasileiro acostumado a se vacinar, começou a procurar as vacinas em massa, e não existia vacina, mesmo assim, as feministas e a esquerda pequeno-burguesa em geral, batem palmas para o farsante Doria.
Outra questão que leva o trabalhador a ter medo de se vacinar, é não ter confiança nas vacinas. Pode-se culpá-los? Todos estão vendo que a questão da vacina contra o covid19 é uma grande corrida dos capitalistas por quem vai se encher mais de dinheiro (e até o momento a Pfizer está na frente), caso contrário teríamos as vacinas russas e cubanas disponíveis.
É uma contradição, como uma pessoa pode defender “meu corpo, minhas regras”, e defender a obrigatoriedade da vacina? Afinal, forçar uma pessoa a tomar uma vacina, seja ela qual seja, é uma violação ao seu corpo.
Meu corpo, minhas regras deveria ser um princípio, e não ser usado dependendo da ocasião.

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