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Música política

Um dia de ensaio da banda Revolução Permanente

Os companheiros da banda Revolução Permanente ensaiam em São Paulo para sua apresentação no Réveillon Vermelho


A banda Revolução Permanente será a principal atração musical do Réveillon Vermelho do PCO, que ocorrerá em São Paulo. A festa, organizada pelos militantes do Partido, promete ser uma confraternização de todos que lutaram duramente ao longo do ano e agora querem se reunir para celebrar as vitórias e lutas de 2022.

Para se preparar para o evento, a banda vem realizando ensaios semanais de 7 horas de duração há meses. Neste domingo (18), ocorreu o que será talvez o último ensaio antes da apresentação na noite da virada. O Diário Causa Operária enviou um correspondente e acompanhou o ensaio com os músicos militantes.

A banda é formada por militantes do PCO e já passou por diversas formações. Atualmente, é composta por Henrique Áreas (voz principal), Juliano Lopes (bateria), Carlos Henrique (baixo e violão), Francisco Muniz (teclado), Márcio Silva (guitarra), com participação de Beatriz Mendes (voz) e Gabriel Marques (guitarra e baixo).

Os companheiros estão realizando seus ensaios no novo Centro Cultural Benjamin Péret de São Paulo, localizado na República. Todos os domingos, a banda se reúne ali e pratica seu repertório, procurando aperfeiçoar ao máximo a execução das canções. É um trabalho que deve ser feito com bastante cuidado, tendo em vista que será a primeira apresentação da banda desde a crise do coronavírus, que paralisou todas as apresentações musicais do país por um longo período. 

Segundo os músicos, este período de reaquecimento tem sido muito importante, e eles consideram que a melhor forma de reestrear a banda é justamente no Réveillon Vermelho, já que a última apresentação feita pela banda foi no mesmo evento do ano de 2019. 

Nos ensaios que estão ocorrendo atualmente, a banda está tocando um repertório com canções de suas autorias, como 45 dias, Pedro Texeira, Fracassado Sonhador, e também algumas versões de músicas nacionais e estrangeiras, mas com a letra traduzida para o português, como Eu quero é botar meu bloco na rua, Para não dizer que não falei das flores, Aroeira e Comportamento geral.

Como fica claro pela listagem acima, as canções escolhidas são todas de cunho político. A ideia é retratar, através da música, algumas das ideias políticas dos companheiros do PCO. Um exemplo é a canção Sem dizer seu nome, versão da canção francesa xxx, que é uma canção tratando da ideia da revolução permanente. 

No ensaio deste domingo, uma novidade no repertório, a canção Eu não te peço, versão de Yo no te pido, de Pablo Milanés, cantor e compositor cubano que faleceu neste ano de 2022 e que será homenageado pela banda na apresentação de ano novo. Outros autores que serão lembrados são Geraldo Vandré, Chico Buarque, Belchior e outros. Todos grandes artistas influenciados por movimentos de luta de sua época e país.

O ensaio ocorreu durante o dia todo, num clima descontraído, mas te compenetração para que as músicas saíssem o mais perfeitas possíveis. Os companheiros Gabriel Marques e Beatriz Mendes estiveram presentes para ensaiarem as canções nas quais participarão. 

Os companheiros começaram o ensaio com a música de Sérgio Sampaio, Eu quero é botar meu bloco na rua, uma espécie de marcha-rancho dos anos 70, com um caráter bastante dramático e emocionante, lembrando a importância de se colocar o povo na rua neste momento de crise e luta da política atual.

Também ensaiaram Tanto mar, de Chico Buarque, que homenageia a Revolução dos Cravos de Portugal. O detalhe é que a banda Revolução Permanente faz a execução das duas letras que Chico compôs para a melodia. A primeira delas, proibida pela ditadura, relatava a empolgação de Chico com a revolução que estava em andamento em Portugal. A segunda é a versão que foi composta após o fim da revolução e que foi lançada oficialmente já no fim dos anos 70.

Também cantaram a música Pedro Teixeira, que é uma música composta pela banda sobre o Poema para Pedro Teixeira assassinado, de Affonso Romando de Sant’Anna. Trata-se de uma homenagem ao camponês João Pedro Teixeira, assassinado pelo latifúndio nos anos 60 por estar se consolidando como liderança em sua cidade na Paraíba. 

Outra composição da banda que foi tocada no ensaio é a canção Mas viveremos, feita sobre o poema homônimo, de Carlos Drummond de Andrade. O poema lamenta a situação de crise da sociedade, mas deixa claro que seguiremos vivendo e que a luta deve continuar. 

Muitas outras canções foram executadas no ensaio e, os companheiros que estiverem presentes no Réveillon Vermelho em São Paulo poderão acompanhá-las em primeira mão. A banda, após um período de intensa preparação promete estar mais afiada do que nunca. 

Para adquirir um convite e participar da festa de ano novo do Partido da Causa Operária, basta entrar em contato com qualquer militante do PCO. A festa, além da apresentação da banda, terá também discotecagem e promete ter oito horas de duração. Participe desta atividade e confraternize com os companheiros. Trata-se da única festa de Réveillon comunista de São Paulo e será imperdível. 

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