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"Voto dos indecisos"

Tomar as ruas para impedir que a burguesia manipule a eleição

Burguesia procura meios para encontrar de onde sairão os votos para fazer Bolsonaro vencer


Pessoas que decidiram o voto para presidente em cima da hora não têm certeza se votarão novamente nos mesmos candidatos. Essa é a tese proposta pela imprensa burguesa, usando como base à última pesquisa do Datafolha para justificar um possível aumento de votos para Bolsonaro.

Vimos anteriormente, com o primeiro turno, que as pesquisas eleitorais não apenas erram os resultados, mas servem para manipular o eleitor em prol do que os institutos de pesquisa desejam que represente a vontade do eleitor. Nas eleições atuais, as pesquisas esconderam a liquidação completa do centro político nacional, um importante bloco para a burguesia, assim como ocultaram os votos dos candidatos bolsonaristas, manipulando para que as pessoas votassem nos candidatos da terceira via. A fraude nas pesquisas também afetou a campanha de Lula, fazendo com que parte da esquerda ficasse em casa, acomodada, paralisada sob a tese do “já ganhou”.

Segundo a nova pesquisa divulgada pelo Datafolha, 7% dos votos foram decididos na última semana, sendo metade ao longo da semana e metade na véspera. As matérias dos jornais capitalistas destacam que, segundo os analistas consultados – sem mencionar quem são os tais analistas -, essa nova pesquisa revela o porquê de ter havido um resultado tão discrepante entre os resultados das urnas e das pesquisas eleitorais.

Nem fraude, nem manipulação, mas pessoas indecisas que decidiram seus votos de última hora. Aos moldes do ministro Alexandre de Moraes, o skinhead de toga do STF, que se apresentou, por vezes, ao mesmo tempo, como juiz, relator e réu, o Datafolha apresenta as pesquisas eleitorais como erradas e utiliza as mesmas pesquisas eleitorais para explicar os erros. A manobra da burguesia, neste caso, é trazer formas de justificar um aumento na votação de Bolsonaro contra Lula, pois, afinal, apesar do capitão da reserva não ser a galinha dos ovos de ouro para os setores imperialistas, um candidato que una a classe trabalhadora não parece lhes ser uma opção.

O uso dos indecisos como argumento para um possível aumento nos votos de Bolsonaro vem após a confusão provocada em alguns setores pela trucidação do centro político, que acreditam que, agora, o imperialismo abraçaria o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores em nome de um suposto “globalismo”, como se o atual presidente fosse um “mal menor” para o domínio dos EUA, Europa e Japão. Essa crença, no entanto, não é verdadeira. Lula é uma figura popular, com autoridade e prestígio políticos capaz de unir os trabalhadores do País em torno de seu nome e mobilizar os sindicatos a agirem. Lula, diferente de Bolsonaro, anda junto com os movimentos latino-americanos que se insurgiram contra o domínio estadunidense, sendo visto com companheirismo pelos chavistas da Venezuela, pelo presidente Ortega da Nicarágua e por todo o bloco que não aceita as ordens do gabinete de Washington. Os EUA, por sua vez, dificilmente aceitariam um presidente que fornecesse força aos movimentos que se opõem ao seu domínio dessa forma.

O grande capital, apesar de não muito satisfeito, da indícios de que está com Bolsonaro. Bolsonaro possui uma agenda econômica entreguista que os yankees desejam que o Brasil tenha, afinal, entreguismo no dos outros é refresco. O sonho de uma noite de verão do imperialismo seria um partido como o MDB ou o PSDB assumindo o cargo de presidente do Brasil, mas não é como se Bolsonaro não conseguisse cumprir com o que esperam dele: sacrificar o País em nome do lucro, vendendo a Eletrobrás, Petrobrás e outros recursos nacionais. Em contraponto, Lula não é o candidato da burguesia, como vemos quando a Veja, a Folha, o Estadão e outros jornais porta-vozes dos capitalistas se preocupam mais em atacar o ex-presidente e cobrar de sua chapa uma agenda econômica liberal do que falar de Bolsonaro.

Precisamos ficar atentos à burguesia que, apesar de discreta, manifesta ter optado por Bolsonaro. É preciso ser vanguarda na campanha por Lula presidente, ir às ruas e às portas de fábrica para disputar as eleições politicamente. Fazendo o trabalho militante de corpo a corpo, conversando com a classe trabalhadora e explicando o porquê de Lula ser o candidato do povo, puxaremos a campanha para a esquerda, acrescentando conteúdo político para a mesma e trazendo reivindicações próprias dos trabalhadores para a discussão. É preciso, nas ruas, não entrar no jogo moralista sobre a relação de Bolsonaro ou não com a maçonaria e coisas do tipo, mas colocar nos holofotes assuntos como a nacionalização da Petrobrás, a entrega de pelo menos um salário mínimo para os desempregados, o restabelecimento da CLT e a defesa da Amazônia brasileira. A vitória de Lula é a vitória da classe trabalhadora e a campanha de rua se dá pela compreensão de que o voto é a expressão da relação de forças, sendo necessário disputar voto por voto nos bairros operários.

A infiltração de nomes da burguesia na campanha de Lula promoveu a política do “já ganhou”, fazendo com que o ex-metalúrgico não fosse às ruas no primeiro turno, e tenta destruir a campanha de Lula por dentro, como pela sugestão dada por Simone Tebet de abandonar o vermelho e substituí-lo pelo branco. Lula segue sendo o candidato anti-imperialista, tendo 57 milhões de votos apesar da entrega e capitulação de alguns setores de sua campanha, e, por isso, precisamos nos atentar às manobras – ainda que sutis – da burguesia de impulsionar Bolsonaro.

Se as pesquisas eleitorais, manipuladas e fraudadas, estiverem corretas sobre os votos dos indecisos, é mais um indício de que é lá que devemos estar, nas ruas, defendendo a candidatura de Lula e levando a campanha para as portas de fábricas, universidades e para todos os locais onde ela ainda puder chegar.


COTV

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