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No canal do PCO no YouTube

Rui Costa Pimenta discute o “Marxismo e as eleições”

Nessa segunda-feira, o companheiro Rui tratou da visão marxista acerca das eleições


Todas as segundas-feiras às 18:00 vai ao ar no canal do YouTube do PCO o programa Marxismo com a participação do companheiro Rui Costa Pimenta. Dado o período eleitoral brasileiro, o tema foi naturalmente a questão das eleições, que, ainda que seja um fenômeno relativamente secundário, é ainda uma das arenas da luta de classes e se faz, portanto, necessário ter um entendimento marxista da questão.

Primeiramente se coloca a necessidade, ou não, de que um partido operário revolucionário participe do processo eleitoral burguês. Essa pergunta foi respondida por Marx ainda na época da Primeira Internacional e levou a constituição dos partidos social-democratas que viriam a compor a Segunda Internacional. Como pontou o companheiro Rui de maneira bem direta:

“A classe operária deve participar das eleições. A política é um modo de ação e de funcionamento da sociedade burguesa de modo geral, mas os trabalhadores devem participar para que eles possam adquirir consciência política sem a qual não é possível fazer uma revolução, que é um ato político.”

Ou seja, participar nas eleições não deve ter por objetivo a aquisição de postos no Estado burguês, não é administrá-lo, mas sim usar delas para fazer avançar a organização da classe operária e a consciência de classe dos trabalhadores. Estando estabelecida a necessidade de a classe operária participar do processo eleitoral, é preciso clarificar como deve fazê-lo. A participação deve ser classista, ou seja, é preciso que a classe operária tenha seu próprio partido, como é o caso do PCO, por exemplo, e também é preciso que esse partido esteja munido de vigoroso programa de classe que represente o interesse dos trabalhadores, novamente exemplificado no programa revolucionário do PCO. A questão do programa é importantíssima, e explica o porquê de apoiarmos a candidatura do ex-presidente Lula com o nosso próprio programa.

Uma pergunta frequente é o porquê de não apoiarmos as outras candidaturas do PT como a de Fernando Haddad ao governo do estado de São Paulo ou de outros elementos pequeno-burgueses mais, ou menos, esquerdistas. Como muito bem clarificou o companheiro Rui parafraseando Lênin:

Se você votar num candidato pequeno-burguês democrático, você pode até conseguir alguma coisa… é melhor do que votar num candidato da direita, ou até mesmo do que não votar em ninguém. No entanto, Lênin assinala que os marxistas não fazem isso porque isso confunde os trabalhadores sobre a sua própria natureza de classe. Você chama os trabalhadores a confiarem em elementos pequeno-burgueses. Você fala em socialismo, em luta de classes, mas você vota em pessoas que não fazem parte da classe operária e confunde os trabalhadores sobre o caráter de classe da sua atividade política.

Por outro lado, um partido revolucionário pode chamar os trabalhadores a votarem em candidatos ligados à classe operária de outros partidos (o exemplo natural sendo candidatos operários de partidos reformistas, como é o caso de Lula) porque isso facilita o desenvolvimento político da classe operária. Foi o que Trótski fez, por exemplo, no final dos anos 30 quando chamou os trabalhadores ingleses a votarem no candidato reformista do Partido Trabalhista.

Porque os trabalhadores ao votarem em um candidato reformista próprio, eles não estão se desviando do caminho, como muitas vezes pensam os agrupamentos sectários centristas. Enquanto os trabalhadores estão votando nos candidatos da classe trabalhadora, sejam eles quem forem, eles estão avançando no caminho certo. Porque a classe operária só pode chegar à revolução aprendendo pela experiência qual é efetivamente a natureza dos partidos.

Qual a conclusão? Chamar os trabalhadores a votarem em Lula nada tem de conciliação de classes, ou coisa que o valha, como muitas vezes argumentam agrupamentos pequeno-burgueses como o PSTU, alguns setores do PSOL e os stalinófilos PCB e UP. Claro, para tanto é preciso se manter fora da coligação que está infestada com os mais variados tipos de delinquentes da política burguesa, como Geraldo Alckmin, Márcio França e André Janones, e denunciá-los sempre aos trabalhadores, são seus inimigos. Para que a classe operária brasileira seja capaz de fazer a revolução e caminhar em direção ao socialismo, é preciso que ela aprenda na prática qual é a natureza do PT e eventualmente supere o reformismo do partido.

O leitor deveria neste momento estar preparado para responder as típicas perguntas que nos são feitas acerca da questão eleitoral. Por que o PCO apoiou as candidaturas de Lula em 1989, 1994 e 1998 (lembro aos leitores que a corrente Causa Operária, que daria origem ao PCO, foi expulsa do PT após a eleição de 1989), mas não em 2002 e 2006? Por que o PCO, que já em 2012 denunciava que um golpe estava sendo armado para derrubar o governo petista, não apoiou a candidatura de Dilma Rousseff em 2014? Se lhe restarem dúvidas, convido o leitor a assistir ao último episódio do programa Marxismo por Rui Costa Pimenta neste link.


COTV

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