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Rui na TV 247

Rui C. Pimenta analisa reta final de campanha na TV 247

Rui defendeu uma campanha operária por Lula presidente, comentou sobre a guerra na Ucrânia e sobre o STF.

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O companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, concedeu entrevista ao Leonardo Attuch na TV 247. O principal tema da entrevista foi o segundo turno das eleições, com um debate a respeito de qual caminho a campanha de Lula deve seguir.

Logo no começo da entrevista, o companheiro Rui respondeu se considerava que, após os resultados do primeiro turno das eleições, a campanha do Lula estaria indo na direção correta. Para Rui, a campanha ainda não se ajustou totalmente: houve uma evolução em relação à campanha feita durante o primeiro turno, o Lula abandonou o cercadinho nos comícios e, em razão de ser um militante de esquerda experiente, corrigiu uma série de erros e deu uma guinada à esquerda. No entanto, a campanha ainda não está se desenvolvendo.

Rui Pimenta também comentou a campanha moral feita por alguns setores de esquerda de que Bolsonaro seria maçom, canibal, corrupto, entre outras acusações puramente morais. “Para esse pessoal que vota no Bolsonaro e que é anti-PT, não adianta falar que Bolsonaro é imoral. Porque, diante deles, a esquerda não tem autoridade. O pessoal tem que lembrar que foi feita uma gigantesca campanha contra a esquerda com a questão da corrupção na pessoa do PT. O pessoal tem que lembrar; não adianta tentar aparecer como arauto da moralidade. De modo geral, isso não é uma boa política para a esquerda; não é uma política de esquerda”. Rui também comentou:

“O pessoal tem que contrapor o problema da moralidade com o problema social. ‘Tudo bem, mas o problema é o salário, é o emprego, a comida, a moradia, a saúde’. Nas questões morais, acho que o correto é abaixar a bola, porque o pessoal causa um prejuízo muito grande com esses ataques à moralidade convencional que são muito desajeitados”.

Ainda sobre a campanha moralista que está sendo feita, o companheiro Rui comentou: “Essa campanha que está sendo feita aí, de que [o bolsonarista Nikolas Ferreira] é gay, de que [Bolsonaro é] satanista, maçom, é errado e é desespero de causa. Não é assim que a esquerda vai ganhar a eleição; vai ganhar mostrando para a população pobre que ela tem a oferecer um futuro melhor”. 

Continuando a falar sobre o cenário das eleições brasileiras, Rui Costa Pimenta comentou sobre a necessidade de se livrar do centro político. Comentando sobre o desaparecimento do centro e sobre a polarização política do país, Rui lembrou que Bolsonaro teve 50 milhões de votos – inclusive, de um setor da classe operária – e que é preciso ter uma política para essa parte da população, visto que a esquerda passou o último período acusando o setor do povo que votou no Bolsonaro de ser “gado”.

A respeito de um suposto apoio do imperialismo a Lula, Rui comentou:

“O pior inimigo do Lula é o imperialismo. Muita gente subestima o Lula, mas a burguesia não faz isso; o Lula, no governo, é um perigo [para a burguesia]. O Bolsonaro é uma pessoa muito mais limitada do ponto de vista político que o Lula. Para a burguesia, Lula é extremamente perigoso, porque o Lula tem uma grande desenvoltura e é um líder não só nacional, mas também internacional. A gente tem que lembrar que o golpe de Estado foi dado contra o PT quando o Lula começou a exercer uma grande influência política na América Latina: o presidente do Peru foi eleito com o apoio do Lula, em El Salvador a mesma coisa. Lula teria muito mais capacidade de articular a esquerda latino-americana que Bolsonaro teria de articular a direita. O Lula, com a autoridade política dele, tem a capacidade de desenvolver projetos que o Bolsonaro nunca teria”.

Além dos comentários acerca da campanha eleitoral, o companheiro Rui também falou sobre o STF e sobre a proposta do vice-presidente Hamilton Mourão de aumentar o número de ministros da Corte. Rui disse que não apoiava a proposta de reduzir o tempo de mandato e de aumentar o número de ministros da Corte, porque defende o fim do STF, mas comentou: “Eu acho uma proposta democrática. É oportunista, porque ele está prevendo que o Bolsonaro vai ganhar a eleição, e ele indicaria os novos ministros. Mas é mais democrático do que a gente tem hoje”. Ainda em relação aos direitos democráticos, Rui respondeu à pergunta se ele considerava que Damares e Nikolas Ferreira deveriam ter seus mandatos cassados por divulgar fake news. Rui respondeu que considerava muito grave a cassação de um mandato e que o judiciário não deveria ter a prerrogativa de cassar deputados eleitos pelo povo, mas que deveria haver, no Brasil, um processo que permitisse a revogação do mandato através do voto popular – como ocorre nos Estados Unidos com o chamado referendo revogatório, que é a única forma democrática de cassar um mandato dado pelo povo. 

Logo depois, Attuch perguntou sobre como lidar com deputados eleitos através da mentira, e Rui explicou que era necessário demonstrar que esses deputados bolsonaristas se utilizavam de métodos rasteiros, isto é, era preciso combater a mentira com a verdade, não com o judiciário. Para Rui, se o judiciário começar a cassar mandatários eleitos pelo povo – como já está fazendo – para “evitar as mentiras”, tem-se a situação em que o remédio é pior que a doença.

Por fim, outro ponto marcante da entrevista foi o balanço a respeito da situação na Rússia e sobre a possibilidade de uma guerra nuclear. Rui comentou que era quase uma guerra de brinquedo, mas que, agora, a Rússia está levando a sério e bombardeando com mais intensidade a Ucrânia, por conta do escalamento da tensão provocada pelo imperialismo – com a destruição da ponte que liga o continente à Crimeia, com o atentado à Moscou e com o atentado que matou a filha do Dugin. Sobre o problema nuclear, Rui comentou que, quando países com armas nucleares entram em guerra, sempre há a possibilidade de seu uso e que também é possível que a Rússia seja a vítima de um ataque nuclear dos Estados Unidos.

A entrevista pode ser assistida por completo através deste link:


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