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Guerra na Ucrânia

Putin derrota Biden nas eleições dos EUA

Operação especial russa mostra seu caráter progressista mais uma vez, atacando indiretamente o principal representante do imperialismo nos Estados Unidos


Nessa terça-feira (08), ocorreu, nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato (midterm elections), responsáveis por eleger os representantes de cada estado no Congresso e no Senado. Segundo os principais jornais da imprensa imperialista, a expectativa para o pleito é a de que o Partido Republicano domine ambas as instâncias do legislativo do país, derrotando, assim, toda a máquina política do Partido Democrata.

A derrota do principal setor do imperialismo, caso se concretize, será marcante. Afinal, Biden, do Partido Democrata, está no poder; portanto, tem à sua disposição todo o aparato estatal americano que, fundamentalmente, é a máquina mais poderosa do mundo. Ao mesmo tempo, Trump, apesar de rico e influente em determinados setores do imperialismo, não possui nem de longe a mesma capacidade que Biden possui de influir nas eleições.

Fato é que o trumpismo, uma expressão da extrema-direita americana, vem crescendo cada vez mais. Apesar de ter perdido seu lugar na Casa Branca em 2020, sua base se radicalizou e aumentou de tamanho enquanto Trump aumentava a sua influência no Partido Republicano. Chegou ao ponto de que a ampla maioria dos republicanos está ao lado de Trump, o partido foi completamente tomado por ele.

Além disso, a situação política está se polarizando cada vez mais. O povo está rejeitando completamente a burguesia tradicional, que tem como principal representante justamente Biden e o Partido Democrata. Finalmente, a crise no mundo todo também está atingindo os Estados Unidos, e a classe operária é a que mais sente na pele os efeitos desse quadro. Logo, na ausência de uma alternativa à esquerda contra o imperialismo, o povo cai na demagogia da extrema-direita que, dessa forma, cresce.

O mesmo acontece ao redor de todo o mundo. Na Europa, esse efeito pode ser visto em países como a Itália e a Suécia, onde a extrema-direita efetivamente tomou o poder após ser eleita. No Brasil, não é diferente: o bolsonarismo cresceu o suficiente até tornar-se uma força política popular que já não pode mais ser ignorada e taxada de esdrúxula ou qualquer coisa que o valha. Temos aqui uma expressão da profunda crise pela qual passa o imperialismo. E qual foi o ponto de partida fundamental de tudo isso? A operação especial russa na Ucrânia.

O imperialismo, em especial os Estados Unidos, vem sofrendo derrotas importantíssimas em todo o mundo, como foi no Afeganistão, na Nicarágua, e no Cazaquistão. A guerra na Ucrânia, nesse sentido, foi o estopim que chacoalhou completamente a ordem mundial imperialista. Os casos na Europa citados acima não são coincidências, são consequência disso, assim como a queda de Boris Johnson e de Liz Truss, na Inglaterra, e, de maneira geral, o enfraquecimento de todas as representações políticas mais atreladas ao imperialismo, como no caso de Emmanuel Macron, na França, e de Olaf Scholz, na Alemanha.

Podemos afirmar, seguindo essa lógica, que a derrota de Biden nas eleições de meio de ano é consequência da ação de Putin no leste europeu, uma demonstração evidente do tamanho da crise pela qual passa o imperialismo em todo mundo, já que os Estados Unidos são o coração desse sistema. E mais: fica cada vez mais claro como é progressista a ação da Rússia na Ucrânia, uma vez que está desafiando e efetivamente derrubando os principais setores do imperialismo em todo o planeta.

Toda essa situação mostra a importância da existência de uma esquerda revolucionária séria que, nos momentos de crise do imperialismo, como é o atual, possa atrair as massas para travar uma luta decisiva pela tomada do poder. Se, nos Estados Unidos, houvesse uma força progressista consequente, Trump não cresceria tanto, ao mesmo tempo em que Biden continuaria enfraquecida, sobrando espaço, portanto, para os trabalhadores.

No final, toda e qualquer luta contra o imperialismo, independente de quem seja o inimigo, acaba favorecendo os trabalhadores. Biden levou adiante, até o momento, uma política imperialista clássica, principalmente no que diz respeito ao exterior. Seu enfraquecimento, mesmo que para o trumpismo, é, por isso, um ponto positivo para os povos oprimidos que a cada dia mais se beneficiam pela operação especial russa na Ucrânia.

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