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Uma campanha anti-nacional

PSOL quer que o Brasil abandone o pré-sal

Defender o petróleo, a Petrobras e o amplo desenvolvimento da economia nacional é um ponto crucial para a luta dos trabalhadores.


Nessa quarta-feira. dia 24, o sítio na internet Esquerda Online divulgou um programa trazendo propostas no terreno ambiental e climático, como uma resposta ao programa anunciado por Lula, na disputa eleitoral deste ano.

Introduzindo o problema ecológico como uma questão central para as eleições brasileiras, a corrente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), anunciou a elaboração de “4 questões que são centrais para um programa que vá fundo na realidade brasileira e seja consequente no combate à crise climática.”

Dentre propostas gerais em relação à demarcação de terras indígenas, quilombolas, o agravamento das queimadas e do desmatamento nas florestas brasileiras, além de propor o que chamam de “uma reforma agrária e agroecológica”, o que mais chamou atenção, no entanto, foi justamente o primeiro dos quatro pontos.

Classificada como “a questão do petróleo”, o primeiro ponto do programa proposto no interior do PSOL classifica que a posição de Lula em relação ao petróleo seria o que vai “mais ao contrário do que é necessário para combater a crise climática”. Segundo o programa, o ponto central da crítica ecológica a Lula deveria estar no problema que “não há qualquer indicação de diminuição na extração e utilização do petróleo”, atacando sobretudo a ideia apresentada de que “o pré-sal será novamente um passaporte para o futuro”.

Segundo o sítio Esquerda Online, seria preciso que Lula definisse o “projeto para a Petrobras”, e que, segundo os mesmos, deveria ser focado substancialmente no abandono gradual da extração de petróleo para a “produção de energia renovável”.

A corrente defende inclusive a paralisação da extração de petróleo, a maior riqueza nacional e também o produto matriz da principal empresa brasileira, a Petrobras. O programa apresentado, com o pretexto de defender a natureza, classifica como equivocada toda a política de industrialização realizada pelos governos nacionalistas na América Latina, que em grande parte dos países, teve como principal impulsionador a extração de petróleo.

Além disso, o Esquerda Online coloca que o Brasil deveria abandonar o petróleo, sua principal riqueza que, como os mesmos admitem, foi responsável pela avanço econômico dos países nos últimos 50 anos, em nome de uma suposta defesa da natureza.

O problema ambiental neste caso é mais uma vez colocado, assim como interessa para o imperialismo, como uma contraposição aos meios que permitem o avanço econômico do Brasil. Ao contrário do que é colocado no programa, o maior erro que Lula poderia cometer, tanto em respeito a economia quanto a soberania do país, é justamente abandonar a exploração do petróleo.

No lugar de defender uma política material para o meio ambiente, que permita em conjunto a evolução econômica do país, o programa apresentado no sítio Esquerda Online tem como único resultado a destruição da principal matéria econômica brasileira, colocado o país de joelhos para o imperialismo.

Justamente a questão do petróleo, desde a fundação da Petrobras com Getúlio Vargas vem sendo o eixo central da defesa da soberania nacional. Com a campanha “o petróleo é nosso” no passado e com a luta incessante contra o imperialismo em torno da entrega da Petrobras, serve apenas para revelar a importância crucial que a exploração de petróleo tem para a economia nacional.

O petróleo não deixará de ser explorado no mundo, com a saída do Brasil deste campo, apenas abre-se espaço para a ação de rapina do imperialismo contra o petróleo brasileiro, e mais, permite que o país se enfraqueça com a perda da produção de sua maior empresa nacional, uma das maiores do mundo.

O Brasil hoje encaminha-se, mesmo com todos os ataques feitos pelo imperialismo, para ser o quinto maior explorador de petróleo do mundo. O principal país imperialista do mundo, os Estados Unidos, é justamente o maior interessado no tema. Sendo o próprio o maior explorador de petróleo mundial, o interesse pela quinta maior reserva petrolífera é enorme.

Contra este problema os “radicais” improvisam. Segundo o sítio seria necessário defender uma cooperação mutua dos países para esta política realmente dar certo. Ou seja, o Brasil precisaria primeiro abrir mão de sua maior riqueza para aí “torcer” para que países como Estados Unidos façam o mesmo.

A proposta tenta se camuflar de progressista com retóricas ambientais, no entanto, a “ousadia” proposta no programa é na realidade não um “ponto” em contradição ao programa de Lula, mas sim um ataque frontal ao eixo econômico de sua candidatura, um ataque direto a defesa da soberania nacional e assim, do próprio desenvolvimento do país.

Defender o petróleo, a Petrobrás e o amplo desenvolvimento da economia nacional é um ponto crucial para a luta dos trabalhadores. Sem isso, o país se enfraquece perante ao imperialismo, uma presa fácil contra os tubarões internacionais, esses que jamais abandonarão o petróleo por mera conveniência “ambiental”.

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