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Por que o “mercado” não quer Mantega?

Burguesia é capaz de virar o País de cabeça para baixo para tentar influenciar o governo Lula


O ex-ministro da economia, Henrique Meirelles, afirmou em evento fechado realizado pelo banco BTG Pactual, na última sexta-feira, que o governo Lula tem 65% de chance de ser mais parecido com o de Dilma do que seu primeiro governo — em questão de responsabilidade fiscal, no entanto, possui cerca de 35% de chance de ser parecido com seu primeiro mandato, de 2003.

Um dos principais motivos para essa afirmação é o fato de Guido Mantega, ex-ministro da fazenda de Dilma Rousseff, ser um dos nomes cotados para o ministério da fazenda no terceiro mandato de Lula, além de já estar presente na seção econômica da equipe de transição.

A imprensa golpista recentemente virou o volante para a direita de maneira brusca, mostrando sua verdadeira face de porta-voz da burguesia brasileira e propagandeando todo tipo de matéria para pressionar Lula para o lado neoliberal da economia — isso pode ser observado em diversos aspectos, como na insistência de que o presidente não poderia romper o teto de gastos e em indicações como a queda da bolsa de valores e o aumento do dólar.

Em resposta a isso, em um discurso recente Lula afirmou que nunca viu um mercado tão sensível quanto o do Brasil — uma resposta que demonstra a consciência do presidente sobre as tentativas de manipulação da burguesia perante ao seu novo governo.

Guido Mantega  representa uma política a qual os bancos não querem, já tendo participado dos governos tanto de Lula e Dilma como ministro, foi assessor econômico de Lula e trabalhou no programa econômico do PT. Não iremos entrar em “economiquês” na matéria, mas é fato que tudo é feito para esconder a política neoliberal, criando um discurso incompreensível até para aqueles que estudam o meio e justificando todo tipo de falcatrua — é sabido que a realidade, no fim das contas, é menos dinheiro para a população pobre, inflação, enquanto a burguesia ganha mais.

Embora a política de Mantega seja reformista e limitada, para os bancos, um economista ligado ao PT desde suas raízes e que de fato se propõe a seguir com a linha política do governo Lula é algo inconcebível a ponto de tentarem virar a economia do País de ponta cabeça. Os bancos querem, no final das contas, capitalistas, verdadeiros neoliberais como o próprio Henrique Meirelles, para guiar o governo para uma espécie de terceira etapa de Fernando Henrique Cardoso, ou seja, guiar o País para uma miséria completa.

Tanto isso é fato que um dos nomes indicados pela própria burguesia, e que também faz parte da equipe de transição, é Pérsio Arida, ex-presidente do BNDES e do Banco Central, ambos na gestão de FHC — Arida também é conhecido por ter participado do plano real durante o governo de Itamar Franco, assim como do Grupo Moreira Salles e do conselho do Banco Itaú.

Como já indicado por Lula, o “mercado” brasileiro é muito sensível a mudanças, e ele nunca viu nada igual. O presidente já se propôs a romper o teto de gastos e levar adiante uma política de valorização da população, ignorando os inúmeros apelos da burguesia para que essa não seja a situação encaminhada.

Fica evidente, assim, qual seria a preferência da burguesia. Entre um governo Dilma e um governo FHC, não é tão difícil fazer com que a Bovespa caia e o dólar suba no País inteiro para que o chamado “mercado” tente fazer Lula abandonar Mantega e adotar Arida — ou qualquer outro vampiro neoliberal que se proponha ao papel.

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