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Entrevista

Piauí: candidata defende que o povo controle os meios de produção

Albetiza Moreira é candidata do Partido da Causa Operária ao Senado


Albetiza Moreira de Araújo, candidata ao Senado pelo Piauí, é mais uma candidata do PCO entrevistada pelo Diário Causa Operária. Tem 54 anos e é natural de Teresina. Hoje, atua como professora da rede estadual, foi previdenciária e presidiu o Sindicato dos Previdenciários Estaduais do Piauí. Ex-membro da direção da CUT-PI e ex-diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina entre 2011 e 2013. Integra o movimento de oposição Educadores em Luta que atua ativamente nas lutas dos professores do município de Teresina e do Estado.

Segue a entrevista completa: 

Diário Causa Operária: Você é professora. Qual a situação da educação no Piauí?

Albetiza Moreira: A educação no Piauí é muito caótica como é no Brasil inteiro. Quanto mais a direita tomar conta das estruturas, mais estamos indo para o fundo do poço. Agora saiu o IDEB, e prefeitos e governadores tentam exaltar esses números como se eles tivessem alguma responsabilidade com a educação. 

Os partidos destes candidatos são os partidos que limitaram os recursos para o financiamento educacional, que aprovaram o teto de gastos. São partidos que votaram junto com Bolsonaro e que, por exemplo, aprovaram o congelamento dos valores destinados às merendas escolares. Assim, com a inflação galopante e o congelamento, daqui a pouco as crianças vão estar comendo algum tipo de ração, como já propôs o governador de SP João Doria.

Outro exemplo é a desestruturação do ensino médio, que com as novas reformas impõe um grande prejuízo para os alunos da rede pública entrarem nas escolas e universidades. Os conteúdos são completamente ridículos para formar alguém para o vestibular ou para a sociedade. O objetivo da direita é formar mão de obra barata, esse é o projeto de vida que querem ensinar nas escolas.

Além disso, hoje o dinheiro da educação vai diretamente para os banqueiros. Aqui na secretaria de educação, tanto municipal quanto estadual, foram criadas as fundações do Itaú, do Bradesco, do Unibanco, entre outros. E todo o dinheiro que era destinado ao financiamento da educação vai para os banqueiros.

Diário Causa Operária: Os trabalhadores e a população pobre do estado estão sendo afetados em que medida pela crise econômica e a inflação? 

Albetiza Moreira: Os trabalhadores, aqueles que ainda mantêm os empregos, sucateados ou não, estão com o poder de compra chegando a níveis miseráveis. Você vai ao supermercado e você não pode comprar leite, frutas, e coisas básicas para a alimentação. Os assalariados estão em uma subalimentação e aqueles sem emprego estão passando fome.

Mesmo com o auxílio de 600 reais é impossível sustentar essa situação e suprir as necessidades básicas dos trabalhadores. É preciso dobrar o auxílio e o salário mínimo imediatamente! É preciso recompor o poder de compra para os trabalhadores. O Estado precisa investir no povo e não dar o dinheiro do povo para os bancos!

Precisamos combater a fome, a população não pode ficar faminta. Para isso, é preciso alimentar o povo criando o salário e a renda. É preciso que os trabalhadores tenham acesso às condições dignas de vida. É preciso que os trabalhadores e o estado controlem todos os meios de produção!

Diário Causa Operária: Você tem participado do movimento de luta dos educadores e trabalhadores do Piauí?

Albetiza Moreira: O negócio está sério. Eu vim de uma geração dos trabalhadores com muito ativismo, mas hoje as direções dos sindicatos são burocratizadas, são grupos que perpetuam no poder e que sabotam a luta dos trabalhadores. Organizamos aqui greves muito longas, onde os trabalhadores queriam enfrentar os governos, mas ao mesmo tempo estamos sem o apoio das direções. Elas levam a categoria a acreditar que o Ministério Público ou um juiz vão resolver todos os problemas, só que a única força em que podemos acreditar é na nossa organização. 

Acreditamos que vai ter uma tendência de luta, mas também vamos lutar para substituir as direções e retomar os sindicatos. Eu participo do Sinte Piauí e do Sindserv, e ambos estão com direções burocráticas e pelegas. O Sinte Piauí está dominado pelos bolsonaristas pela paralisia da CUT, e o Sindserv que reivindica a Conlutas, organiza a greve levando a categoria a acreditar no Ministério Público e se recusa a apoiar o Lula.

A grande crise é a crise de direção, precisamos retomar os sindicatos!

Diário Causa Operária: Quais as principais propostas do PCO para a situação de fome e pobreza? 

Albetiza Moreira: É preciso colocar o orçamento do estado para o benefício da população. Os recursos do povo são todos desviados para bancos e para a dívida pública. Nossas empresas são todas vendidas. Na questão da fome, precisamos criar restaurantes coletivos, ninguém deve pagar para se alimentar. Se Lula vencer, ele precisa garantir seis alimentações diárias para todos. Os prédios abandonados e pertencentes às oligarquias familiares devem ser expropriados e transformados em moradias, restaurantes populares, entre outros. O auxílio e os salários devem ser dobrados, até chegarem a 7 mil reais. Trata-se de um programa imediato, emergencial. As pessoas não têm condição, passam o dia procurando emprego e não conseguem. O Estado precisa gerar empregos, criar empresas, criar bancos públicos e garantir a dignidade da população. 

Além disso, é importante lembrar que a saída não está no capitalismo, a crise é tão grande que o sistema precisa aumentar a exploração dos trabalhadores para gerar sua mais-valia. O PCO busca organizar o povo para fazer um grande levante. Mesmo com a vitória de Lula, o PCO vai chamar todas as organizações para lutar por reivindicações verdadeiramente revolucionárias. Precisamos garantir que o governo Lula seja um governo dos trabalhadores, precisamos mobilizar o povo. Só com a expropriação dos capitalistas que vamos avançar a sociedade.

Diário Causa Operária: Como as candidaturas do PCO estão sendo recebidas pela população piauiense? 

Albetiza Moreira: Os poderosos sempre tentam diminuir o partido. Tiram o PCO dos debates e de todos os lugares possíveis. Mesmo assim, somos um dos partidos mais ativos e mais importantes, não só nas eleições, estamos sempre nas ruas com o povo e isso tem um reconhecimento popular. Foi o PCO que organizou toda a campanha pela liberdade de Lula. Se não fosse o partido e toda a campanha tomada, é provável que o Lula nem fosse candidato hoje. Todos os cartazes colados em defesa do Lula em Teresina são do PCO, até o PT reconhece isso. 

O Partido é sempre respeitado e ele cresce a cada dia na luta e com os trabalhadores. Todos, até a imprensa, acabam tendo que respeitar o partido e sua autoridade diante da campanha do Lula e do povo.


COTV

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