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Conferência de Negros

Para esmagar a direita: todos à Conferência de Negros

Organizar os negros para conseguir todos os seus direitos, pela força, se for necessário


Em março, nos dias 19 e 20 no Rio de Janeiro, será realizada a Conferência de Negros do Coletivo João Cândido, do PCO, que contará com uma série de organizações, militantes, ativistas, enfim, todos que estiverem dispostos a organizar a luta, nas ruas, pelos direitos fundamentais do negro, em especial o direito de autodefesa e a dissolução da polícia.

Após o golpe de estado de 2016, no curso do qual o governo de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi deposto pela direita golpista, a situação do negro degringolou de vez, tendo sido observado no último período uma série de índices sociais que mostram o martírio ao qual todo o povo brasileiro está submetido, especialmente o negro. 

O desemprego e a fome atingem em primeiro lugar o povo negro, bem como o desastre dos demais índices, como salário, saúde, habitação, etc. Quase 80% dos desempregados são negros (dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com a pandemia de COVID-19, a situação piorou ainda mais (55% dos mortos são negros), especialmente para a população carcerária, que ficou sem o contato dos entes queridos e foi abandonada de vez pelos governos da direita.

E até aqui não foram mencionados os números macabros da atuação das forças repressivas do Estado, que esmagam a população negra, da periferia e moradores das favelas brasileiras. Quase 80% dos mortos pela PM são negros, e isso sem considerar os mortos por outras forças repressivas, como os 29 mortos pela Polícia Civil no massacre do Jacarezinho (RJ), ocorrido em maio de 2021.

Essas deveriam ser as fontes fundamentais da luta do negro, de onde deveriam ser debatidas as soluções para o problema do negro, de onde devem nascer as reivindicações do negro para a atualidade. 

Mas o imperialismo tratou de impor uma forma de “organizar” a luta do negro. Trata-se do identitarismo, que se infiltrou feito uma praga nas organizações de esquerda, seja do movimento negro, seja do movimento popular de conjunto. 

A ideia central é alçar uma camada ínfima da classe média negra, que já é pequena por si só, para cargos dentro do Estado ou das empresas capitalistas, no intuito de, com isso, mostrar que a situação do negro estaria resolvida.

Além dessa medida totalmente ineficaz para resolver o problema do negro de conjunto, um segundo aspecto é apontado como saída para enfrentar o racismo, que é o aspecto cosmético da “luta”. Ou seja, o que deve ou não ser falado, o que deve ou não ser usado como roupas, religiões que devem ou não ser defendidas, e todo um aspecto subjetivo que, sendo alterado, resolveria o problema do negro.

O problema estaria na cabeça das pessoas racistas, nas ideias que passam no cérebro racista, não na vida real, não no dia a dia do negro. É nesse marco que nasce a transformação do racismo (conduta política) em crime (repressão policial).

Nesse sentido, o identitarismo é pernicioso e visa estrangular a luta real do negro. Visa confundir as lideranças do movimento negro e impedir feitos como os de Zumbi dos Palmares e João Cândido (dentre tantos outros) que organizaram os negros em torno de questões reais, vivas, latentes, da rotina do negro brasileiro.

A política identitária, sustentada por acadêmicos e parlamentares que nada têm a ver com a luta do negro, e que muitas vezes são diretamente ligados ao imperialismo, propõe desvincular a luta do negro da luta de classes e substituí-la por uma “luta” de identidades. Ora, mas o problema do negro é um problema de classe: a fome, o desemprego, a polícia, a miséria e o coronavírus são todos causados pela classe dominante, a burguesia parasitária inimiga de todo o povo trabalhador.

Por isso, o Coletivo de Negros João Cândido convocou a conferência de negros do PCO, na qual todos os interessados podem participar; militantes, simpatizantes do partido, outras organizações interessadas na luta real do negro também serão e já estão convidadas. Esta é a melhor oportunidade para discutir o programa de luta do negro para este ano. 

É preciso que os negros compareçam em peso à Conferência, impulsionando um movimento geral contra seus algozes, e levantando, ao mesmo tempo, um programa que dê conta de fazer a sua luta avançar.

Discutir um verdadeiro programa para o povo negro, que sirva como uma plataforma para a mobilização da etapa atual, esse é o objetivo central desta conferência. No centro desse programa, deve constar, necessariamente, a derrubada imediata do governo de Jair Bolsonaro, a luta contra a frente ampla, a chamada terceira via (composta por tradicionais racistas e golpistas) e a luta por um governo operário, capaz de responder à pressão da luta dos negros (Lula presidente).

Ao mesmo tempo, as questões fundamentais que precisam ser resolvidas imediatamente, como a luta pelo fim das polícias, das forças repressivas e sua rotina macabra; liberdade para os presos que o Estado não consegue dar a menor atenção social, habitação, alimentação, saúde e os demais direitos elementares (constitucionais) que o regime burguês se recusa a ceder aos negros. 

Organizar os negros para conseguir tudo isso, pela força, se for necessário, essa deve ser a orientação geral da conferência dos negros do Partido da Causa Operária, do coletivo João Cândido. Faça já a sua inscrição, não perca!

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