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Exploração ilegal

Ouro extraído de terra indígena enriquece empresas europeias

Monopólio italiano movimenta U$16 bilhões de ouro explorado ilegalmente de terras indígenas brasileiras e revela quem financia os ataques aos índios brasileiros


Ao contrário do que se diz na imprensa capitalista, de que são os trabalhadores garimpeiros os que financiam e enriquecem com os ataques aos indígenas pela tomada de terras, seguida da exploração do ouro; uma investigação recente aponta os monopólios imperialistas como verdadeiros responsáveis por essa fatia do genocídio indígena no Brasil.

Publicada em fevereiro deste ano, pelo portal Repórter Brasil, investigação da Polícia Federal brasileira detectou o destino de 18 bilhões de reais em ouro ilegal da Terra Indígena Kayapó: estão indo às gigantes empresas italianas Chimet SPA Recuperadora e Beneficiadora de Metais, e a fabricante de joias Unoaerre, responsáveis por 70% das alianças de casamento, entre outras joias e barras de ouro, vendidas na Itália.

Foi percebido que, dos Kayapós, no sul do Pará, o ouro brasileiro passa por uma complexa organização criminosa do garimpo ilegal, formada por dezenas de personagens da região em conexão com empresas sediadas em São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro, cabendo a estas últimas o papel de “lavar” o minério, legalizando pela fraude, e exportar para os financiadores europeus.

Uma parcela do esquema foi desnudado em outubro do ano passado, pela operação Terra Desolata, que flagrou o tráfico do metal passado de mão em mão, desde a Cooperouri (Cooperativa de Garimpeiros e Mineradores de Ourilândia e Região), que extrai ilegalmente o minério e compra de garimpeiros e atravessadores clandestinos da mesma região. Entre 2015 e 2020, foram transferidos cerca de R$ 246 milhões da empresa aos fornecedores.

Em sequência, a cooperativa passa para a próxima empresa, a CHM do Brasil, fundada pelos italianos Mauro Dogi e seu filho Giacomo, residentes aqui no País responsáveis pela lavagem e envio à Chimet, sediada em Arezzo, na Itália – tendo ambas sido ex-funcionários desta última. Comandada pela família Squarcialupi, os “patrões de Badia al Pino”, no distrito localizado em Arezzo, e proprietários também da Unoaerre, a Chimet passa então a receber o ouro e a atestá-lo em “origem legítima” e “livre de conflitos” para o comércio no interior da Europa.

Fazendo os cálculos, entre 2019 e 2020, a CHM chegou a fazer 25 depósitos à Cooperouri, totalizando 11,7 milhões de reais. Em contrapartida, a Chimet já pagou à CHM o equivalente a 317 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões) na aquisição do metal. Vale ressaltar que todo o processo não passa uma vez sequer aos olhos do Estado brasileiro, nem na legalização e fiscalização pela Associação Nacional de Mineração (ANM), muito menos pelo Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), visto que todos os quilos e toneladas saem via tráfego aéreo privado.

Fica claro, portanto, o tamanho erro que é correr atrás dos países europeus para defender os índios brasileiros dos malvados do campo, visto que são justamente os europeus, italiano, suíços, ingleses e norte-americanos, como consta na investigação, os financiadores e destinatários do dourado sangue dos Kayapós.

O mesmo vale para todo o verniz de boas intenções aos que correram às autoridades norte-americanas no caso da morte do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados no Vale do Javari, no Amazonas. Neste episódio, Sônia Guajajara (PSOL), foi em busca de ajuda justamente aos mandantes do golpe de Estado de 2016 no Brasil, os responsáveis pelos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), que abriu as fronteiras para as maiores ilegalidades das últimas décadas no País.

Sônia Guajajara, assim como demais índios que são divulgados pela imprensa capitalista como as maiores (e recentes) lideranças destes povos, estão claramente ligados ao mesmo imperialismo que esfolou a Terra Kayapó, visto que são financiados, em última medida, pelo próprio Departamento de Estado norte-americano, pelo NED, CIA e companhia. Servem, assim, aos interesses contrários aos índios brasileiros, e devem ser denunciados para que os índios não dependam deles, mas para que lutem junto à classe trabalhadora por seus direitos.


COTV

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