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Milicianos ameaçam camponeses

Organizações denunciam luta no campo na Bahia de Rui Costa

Governador Rui Costa ignora documento com denúncias sobre ações de milicianos, fazendeiros e os latifundiários da Bahia


Denúncia publicada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) alerta para o total descaso do governador da Bahia, Rui Costa (PT), e de toda a equipe de sua administração no que se refere à possibilidade de uma tragédia na região oeste da Bahia devido a conflitos no campo: a ausência de qualquer ação do estado para pelo menos mediar a atenuar os constantes conflitos na região, habitada por comunidades tradicionais, descendentes de indígenas e quilombolas que vivem na região do cerrado baiano.

O relato da pastoral traz informações sobre os conflitos ocorridos em Correntinha e Santa Maria da Vitória, oeste da Bahia. A situação de vários tipos de violência contra os moradores de 20 comunidades tradicionais, cujas áreas comunais estão sendo invadidas, ranchos destruídos, queimadas em veredas e nascentes, ameaças de jagunços, ordens de despejo, enfim, destruição e intimidação aos camponeses, além, é claro, de  desmatamentos.

Ainda temos a informação de que a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, que reúne 53 entidades, enviou, no dia 23 de setembro de 2022, requerimento de providências urgentes ao governador Rui Costa e também a mais 8 secretarias estaduais, tais como: secretaria de Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos, Polícias Civil e Militar, entre outros órgãos estaduais. Em 20 de outubro, depois da reportagem da CPT passar uma semana no local da violência, nenhuma providência, de fato, havia sido tomada pelo governador Rui Costa, em seu segundo mandato consecutivo. 

O documento ignorado pelo governador relata a atuação de uma milícia armada, de 18 homens portando armas de vários calibres que incendiou ranchos, interceptaram e ameaçaram moradores, mataram seus animais, invadiram casas e deixam para as vitimas um recado claro: aqui quem manda somos nós. A reportagem encontrou rondas polícias na área, o que significa mais repressão aos camponeses, quilombolas e indígenas. E a continuidade das queimadas e desmatamentos da região que abastece um aquífero fundamental para aquele ecossistema.

É interessante lembrar que, há um ano atrás, o Observatório De Olho nos Ruralistas publicou uma reportagem em que ressalta a máquina da grilagem no estado, que envolve clãs políticos, cartorários, compra de sentenças, milícias e jagunços, enfim, o cardápio completo para a insaciável exploração capitalista, que contava ainda com a chamada “PEC da grilagem”.  O Observatório denunciava, então, fazendeiros, empresas, políticos e cartórios agindo em conluio, como esclareceu a operação da PF, de 2019. Os nomes de Geddel , Temer, e outros deputados do agro que se instalou na Bahia a partir dos anos 1980, com a entrada de fazendeiros vindos principalmente do Paraná apareceram. São eles os “chefões” da matança dos trabalhadores do campo.

Mais uma observação precisa ser feita: no governo da Bahia, desde 2014,  mesmo sendo de um partido originalmente dos trabalhadores, Rui Costa e sua equipe não atuaram em função dos trabalhadores em todo esse período. Pelo contrário, o que se viu nos noticiários, desde então, sempre se refere a mais casos de conflitos e violência entre latifúndio e camponeses pobres. Em 2017, de acordo com a agência  Brasil de Fato, Oo ministério Público atendeu, em audiência, aos protestos da população em relação à exploração das águas pelos latifundiários. Naquele momento, a CPT, entre outras entidades, participaram do evento e de protestos em Correntinha, BA. Até hoje, nada mudou, a não ser a paisagem, devastada pela exploração desenfreada.

No Litoral da Bahia, o foco dos conflitos fundiários parte da especulação imobiliária, que precisa eliminar os índios da região para fazer, inclusive, uma escola de pilotagem. O governo supostamente dos trabalhadores trabalhou pelos direitos das grandes propriedades e grandes poluidoras.  Um exemplo disso: em plena pandemia, em 26 de junho de 2020, Rui Costa autorizou o desmatamento de uma área igual à área urbana de Salvador e a empresa Multinacional Veracel Celulose recebeu autorização para a monocultura de eucaliptos na região.

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