Tortura e assassinato em massa

Odessa: 8 anos do massacre de ucranianos que a ONU não condena

Um episódio de horror feito pelos nazistas ucranianos que hoje o imperialismo e a esquerda pequeno-burguesa defendem

Na última segunda-feira (2), registraram-se oito anos do inicio do massacre de cidadãos ucranianos ocorrido na cidade de Odessa. O episódio de horror ficou marcado pelas ações de tortura e assassinato em massa de civis promovido por nazistas ucranianos. Ao total, 46 pessoas foram mortas brutalmente por membros da extrema-direita.

Curiosamente, nem a Organização das Nações Unidas (ONU) nem a esquerda pequeno-burguesa condenam este acontecimento. Pelo contrário, inclusive tentam justificar o ocorrido reproduzindo a opinião oficial do imperialismo que naquele momento tramava a derrubada do presidente eleito Victor Yanukóvich.

Os ataques dos nazistas ucranianos chamados carinhosamente de apoiadores da “revolução Maidan”, que na verdade fora mais uma demonstração de guerra híbrida, tinha como alvo principal os opositores pró-russos ligeiramente ligados aos sindicatos de trabalhadores e estudantes.

As vítimas do massacre de 2 e 3 de maio de 2014 em Odessa, e suas famílias, continuam sendo perseguidas até hoje pelo atual governo fantoche de Zelensky cujo legado será a devastação social e econômica de seu país e a divisão da Ucrânia em zonas de influência.

Uma testemunha contou à agência russa de notícias  Sputnik como se dão as perseguições.

– Durante oito anos Kiev prendia em Odessa não só as vítimas, como também familiares dos que sofreram nos acontecimentos de 2 e 3 de maio de 2014 no Campo Kulikovo e na Casa dos Sindicatos. No início isso era feito para os trocar com os participantes da expedição punitiva das Forças Armadas da Ucrânia que acabaram prisioneiros de guerra em Donbass, em 2014. Havia alguns dos sobreviventes da Casa dos Sindicatos entre aqueles que Kiev trouxe para as primeiras trocas – disse Marina.

Ainda de acordo com a mesma, nenhuma autoridade pública local foi responsabilizada pelo ocorrido.

– O único que foi processado foi o chefe da polícia de Odessa, e isso aconteceu por ter contado como tudo aconteceu. Que convocaram uma reunião especificamente nesse dia levaram todos os seus celulares, e (isso) precisamente no momento em que tudo acontecia, ou seja, basicamente todos os policiais de Odessa de escalões inferiores não podiam receber quaisquer ordens do comando, nem como agir, nem como reagir. Ele foi processado devido a ter contado isso – assinalou Marina.

Por fim Marina conta que quem tentava chamar atenção para o ocorrido era imediatamente punidos com prisão arbitrária.

– Ninguém foi responsabilizado, em nenhum nível. Nem os bandidos, que foram os perpetradores diretos, nem seus chefes, nem os organizadores. Além disso, quando depois de um tempo se tentou realizar comícios, chamar a atenção para a tragédia, realizar ações espontâneas em memória da queima de odessitas, os participantes eram presos.

O Massacre

Teve início em 2 de maio de 2014 uma série de confrontos nas proximidades da praça Grecheskaya em Odessa. De um lado estavam os manifestantes que se posicionavam contrários ao Euromaidan e os protestos orquestrados pelo imperialismo que culminou na deposição forçada e ilegal do então presidente ucraniano recém-eleito Viktor Yanukovich. Do outro lado do confronto figuravam membros de torcidas organizadas de extrema-direita de Carcóvia e de Odessa bem como apoiadores do movimento pró-União Europeia e do impedimento do de Yanukovich.

O confronto acabou destruindo a infraestrutura do local onde havia inúmeras barracas de campo e culminou no trágico incêndio da Casa dos Sindicatos, local onde os manifestantes contrários ao golpe tinham se refugiado. O espaço foi incendiado pelos grupos nazistas.

Ao total a tragédia deixou 46 mortos, sendo que seis pessoas foram assassinadas na região da Praça Grecheskaya e do centro comercial Afina, e outras 42 no Campo Kulikovo e na Casa dos Sindicatos.

Do montante, seis pessoas acabaram morrendo a tiros, outras 10 morreram ao pular das janelas do sindicato em chamas e mais 32 vieram a óbito por causa das queimaduras e a intoxicação respiratória por monóxido de carbono.  Além das vítimas fatais, outras 250 pessoas ficaram feridas no confronto.

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