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Capitulação

O suicídio político da ala direita do PT na Bahia

Ala direita do PT da Bahia pretende entregar o governo para a direita nas eleições em 2022


Nessa semana, confirmou-se um boato que vinha sendo divulgado pela imprensa baiana em relação às eleições para o governo do estado da Bahia em 2022. O ex-governador da Bahia e atual senador petista, Jaques Wagner anunciou que não vai ser candidato pelo PT ao governo da Bahia.

O anúncio se deu após boatos de que a ala direita do PT que controla o estado da Bahia havia tomado a decisão de não lançar candidato próprio ao governo da Bahia e apoiar candidatos “ex-carlistas” que atualmente estão na mesma chapa do governador Rui Costa, como o atual senador pelo PSD, Otto Alencar e do vice-governador João Leão do Progressistas.

A decisão de Jaques Wagner vai de encontro com as articulações nacionais com setores da direita golpista para apoio à chapa presidencial petista encabeçada por Lula. Isso porque o PT abrir mão de candidatura própria para favorecer a candidatura do atual senador Otto Alencar do PSD como moeda de troca para o apoio do PSD, de Gilberto Kassab, a candidatura de Lula, nos mesmos moldes das exigências do PSB para apoiar Lula nacionalmente, abrindo mão de suas candidaturas em São Paulo com Fernando Haddad, em Pernambuco com Humberto Costa e, agora, no Espírito Santo com Fabiano Contarato. Importante lembrar que em todos esses locais as chances de vitória do PT são enormes.

A decisão é uma enorme capitulação e até mesmo uma traição a população baiana e, principalmente, à militância petista. Existe a possibilidade de nenhum petista estar na chapa para o governo, sendo Otto Alencar candidato ao governo e o vice ficaria para os golpistas do Partido Progressistas, que votam em peso nas medidas contra a população apresentadas por Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.

O acordo com a direita baiana encabeçada pelo governador e pelo senador petista pode colocar durante nove meses um elemento da direita tradicional baiana no governo do Estado. Esse acordo prevê que Rui Costa sairia candidato ao senado, pois estaria muito animado com as pesquisas eleitorais em relação ao seu nome, e o vice-governador, João Leão (PP) governaria o estado até o final do mandato.

A decisão colocou a base do PT em pé-de-guerra com a direção do partido na Bahia. Foram inúmeros declarações oficiais de correntes políticas do PT se colocando contrária ao acordo realizado e dezenas de diretórios municipais emitiram nota contra a entrega do governo baiano de mão beijada para a direita. Militantes do PT da Bahia estão nas redes sociais apresentando sua posição contrária a essa capitulação da direita petista que comanda o partido no Estado.

Contrários à posição do governador Rui Costa e de Jaques Wagner, foram cogitados outros nomes petistas para o governo e um deles demonstrou quem manda no PT da Bahia e que não há nenhum espaço democrático para a decisão da base militante do partido. Um deles foi do secretário de Relações Institucionais do Governo do Estado, Luiz Caetano, que ao ver seu nome sendo apresentado para a chapa petista disse quem manda no partido: “o nome do candidato ao Governo surgirá de um grande consenso do grupo liderado pelo governador Rui Costa, pelos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, e pelo vice-governador João Leão, além dos demais partidos, a exemplo do PSB, PC do B e Avante”.

Ou seja, a decisão não vem da base militante do partido e sim de burocratas da direita do PT e de elementos da direita, ex-carlistas, e partidos golpistas que nada tem a ver com a luta dos trabalhadores e da defesa dos direitos da população. E é assim que se entrega o governo para elementos que não possuem nenhuma base popular e militante, e muito menos possuem apoio da população.

A desistência de Jaques Wagner foi comemorada pela imprensa burguesa baiana, elogiando a decisão de Jaques Wagner porque essa decisão fortaleceria a candidatura de ACM Neto, oposição ao governo petista e apoiadora de Jair Bolsonaro.

Essa decisão demonstra que a direita do PT que comanda a Bahia, como o governador Rui Costa e Jaques Wagner, que não tem interesses em crescer o PT e colocar em prática uma política de defesa dos trabalhadores na Bahia. Tem interesses pessoais que estão longe da base combativa e militante do PT para realizar acordos de entregar o governo da Bahia, e com quatro mandatos, para a direita golpista e falida.

É um suicídio político e deve ser denunciado e combatido para reverter essa decisão e colocar um candidato petista e com ligações entre os trabalhadores da cidade e do campo para ganhar no Estado e realizar uma enorme campanha de rua para a candidatura a presidência de Lula.

É preciso que a base militante do PT se coloque contra essa política suicida de entregar o governo sem nenhuma luta para a direita, realizando protestos e repudiando a política de Rui Costa e Jaques Wagner. A base do PT precisa tomar as rédeas do partido e colocar um candidato popular para o governo e que coloque nas ruas um plano de mobilização popular para erradicar a direita no Estado e para levar adiante a candidatura de Lula e uma possível presidência de Lula.

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