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Tirania do Judiciário

O que Xandão fará com os casos de coerção patronal?

Judiciário burguês estendeu o tapete para a fraude eleitoral, e adota ele mesmo a política do fascismo


O Tribunal Superior Eleitoral – TSE atuou como de costume ao privilegiar o setor bolsonarista que está alinhado por ideologia ao imperialismo, a contragosto da esquerda pequeno burguesa, que insiste em colocar o próprio Lula na categoria de candidato imperialista (terceira via), mascarando a realidade que hoje a vitória eleitoral de Lula se deveu à mobilização e luta dos trabalhadores. A burguesia buscava um governo sem compromisso com a causas trabalhistas, e se confirma devido ao intenso esforço da burguesia em comprar votos e coagir cidadãos a votarem em Bolsonaro, inclusive com a ameaça da perda de empregos, esforço tal que resultou em candidaturas da direita de forma massiva entre os trabalhadores. O TSE não atuou em proibir as coerções patronais em detrimento do bolsonarismo, pelo contrário, fez vista grossa na pretensa fiscalização propagandeada antes das eleições contra as “fraudes eleitorais”, “fake news” e coerções patronais.

O VOTO DE CABRESTO nunca esteve tão vivo quanto nas eleições de 2022, e vários foram os casos de denúncias contra os patrões que estavam coagindo seus funcionários a votarem em Bolsonaro e burlar a segurança eleitoral para comprovar votação no candidato burguês, caso contrário seriam demitidos. Essa foi a base da maioria das denúncias levantadas pelos trabalhadores contra seus patrões. Ficou claro em vários vídeos do Sul ao Nordeste que a burguesia estava utilizando todo seu apoio no Brasil para forçar o trabalhador a votar em Bolsonaro.

Esse ilícito eleitoral, apesar de não ser novidade, à luz do sol no segundo turno ficou evidente tamanho descaramento da burguesia em nem se importar com as denúncias e promover a coerção “acima de tudo”. A prática do voto de cabresto é oriunda da herança latifundiária no Brasil e entre 1889 a 1930 ficou marcada na história pela crueldade de como o povo era massacrado pelos seus patrões para fazerem a manutenção do poder dos senhores de terra, atualmente esse senhores são chamados de “AGRO” e refundaram a política do voto de cabresto para além dos instrumentos legais de proteção do cidadão, uma clara afronta à justiça eleitoral e à esfera máxima da justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal – STF.

Entre as ilegalidades, podemos citar vários membros da burguesia utilizando os recursos dos meios de produção para oferecer BÔNUS para aqueles que votassem em Bolsonaro, e isso só se concretizaria com a confirmação da votação, ou seja, incitação ao crime de violar o direito do voto secreto e consequente compra de votos por meio dos membros da burguesia, que queriam Bolsonaro no poder. Um exemplo de ação semelhante foi mencionado e cogitado por José Koury, proprietário do shopping Barra World, no Rio de Janeiro, em grupo de mensagens entre empresários, onde perguntava se estaria dentro da lei oferecer bônus aos funcionários a depender do resultado eleitoral.

A latifundiária Roseli D’Agostini Lins na Bahia afirmou que os empresários demitiam sem dó quem votasse em Lula, o caso aconteceu em 26 de agosto de 2022, no primeiro turno, e essa política se intensificou no segundo turno. Claro assédio eleitoral, verdadeira coação, e que necessitaria de atuação urgente do TSE.

Empresas como Stara, Extrusor, Havan, empresários em geral de diversos ramos figuram entre os abusadores frequentes e nas costas do conivente Ministério do Trabalho e da justiça eleitoral estão as denúncias dos trabalhadores para apurar as ilicitudes cometidas pela burguesia no pleito eleitoral.

O TSE ficou como paralisado diante dos ilícitos, e nada de novo irá acontecer para punir as ilegalidades ocorridas nas eleições, pois não é do interesse do TSE, de seus donos, de fato, a burguesia. O judiciário burguês nada fez diante da “super operação” da PRF durante as eleições, com a suposta justificativa de que estavam “protegendo” as vidas, no entanto, o número de operações foi duas vezes maior que no dia da eleição em 30 de outubro. A PRF fez mais de 500 operações que paralisaram a circulação de ônibus de eleitores especialmente no Nordeste, e o próprio ministro Alexandre de Moraes afirmou que as operações seguiriam alguma normalidade.

Tanto o TSE quanto STF não farão nada relacionado a esses crimes eleitorais, até porque o tempo para tal ação se passou e nenhuma medida de maior valor foi tomada. Ademais, o que esses organismos farão agora é apenas seguir a política de repressão e censura característica desses instrumentos imperiais de controle, pois o TSE e o STF são partes do golpe de 2016, ainda estruturados para manter a política de repressão e censura dos trabalhadores, e em nada contribuem com a luta democrática que deve ser travada pelo povo e nas ruas para garantir um governo dos trabalhadores. A luta deve ser feita por intermédio da Central Única dos Trabalhadores – CUT e somados aos sindicatos que devem urgentemente se organizar em sindicato nacional para barrar a inércia do movimento operário nos últimos 7 anos de golpe.

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