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Pressão imperialista

O que querem os agentes de Biden no Brasil?

Com o uso da imprensa golpista, o imperialismo busca pressionar Lula contra a tendência que expressa, de luta dos países atrasados contra o próprio imperialismo

Jake Sullivan e Luiz Inácio Lula da Silva

Após sua vitória na eleição presidencial, Lula tem recebido uma série de convites e visitas de governos estrangeiros, como tradicional da diplomacia. Dentre esses, o centro do imperialismo, os Estados Unidos da América, enviou uma comissão de alto escalão para conversar com Lula na última segunda-feira, dia 5 de dezembro. A visita incluiu o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan. É a primeira vez em 6 anos, desde o golpe de 2016, que o Brasil tem a possibilidade de desenvolver uma política externa independente, não submissa ao imperialismo dos EUA.

A imprensa golpista brasileira está cumprindo seu papel e servindo de caixa de ressonância para a política do imperialismo. Frente à tendência de Lula de se alinhar e servir como peça fundamental para a composição de blocos dos países atrasados, como os BRICS e o Mercosul, também é nesse sentido a pressão, para que não se posicione com a centralidade que pode ter no cenário internacional.

De modo a dar credibilidade a sua campanha, a imprensa burguesa entrevistou dois ex-embaixadores brasileiros nos EUA, que trabalharam em Washington, ambos refletindo a posição centrista que o imperialismo quer de Lula. O imperialismo quer um Brasil esquecido do golpe, como exemplificado por Rubens Ricupero, um dos ex-embaixadores: “A visita de Sullivan foi um gesto muito expressivo da parte dos americanos. Não me lembro de nenhum precedente parecido com esse nos últimos 50 anos”, ele ainda complementa, demonstrando servilismo total aos EUA, declarando que “A vitória de Biden, dois anos atrás, ajudou muito na transição do Brasil”. Foi justamente Joe Biden, quando ex-presidente de Obama, quem organizou o golpe contra Dilma no Brasil.

Para o também ex-embaixador em Washington, Rubens Barbosa: “O ideal seria adotar uma diplomacia equidistante, entre EUA e China, como faz a maioria dos países do mundo.” Segundo outro entrevistado, o professor de Relações Internacionais na USP, Felipe Loureiro: “A aproximação de Biden com Lula é uma resposta à tendência de neutralismo da política externa do futuro governo Lula.” De onde se afirma essa política de neutralismo, não se sabe, já que um dos destaques da presidência de Lula durante seus mandatos foi o privilégio das relações Sul-Sul, em relação ao ‘Sul global’, aos países atrasados, no que concretamente é uma oposição ao domínio imperialista.

Compondo essa ampla campanha de desinformação e de pressão do imperialismo, a imprensa burguesa ainda cita um professor da Fundação Getúlio Vargas, notória por sua política de destruição do Brasil e massacre do povo. O professor Guilherme Casarões chegou a dizer que o imperialismo dos EUA têm interesses em comum com Lula, algo que não se reflete na realidade. Disse o professor: “Desde a vitória de Lula, ficou evidente a disposição de Biden em se aproximar do petista. Em política externa, os dois têm preocupações comuns, como as mudanças climáticas, a crise da Venezuela e as ameaças globais à democracia.”

O imperialismo é a maior ameaça à democracia no mundo, acabou de golpear o Brasil e prender Lula, fraudando a eleição de 2018. A vitória eleitoral do metalúrgico foi fruto de um movimento em oposição a tudo que representa Joe Biden e a política externa dos EUA, seja em relação ao Brasil ou ao próprio mundo. Enquanto os EUA massacram a Venezuela, aquele é um país irmão latino-americano do Brasil. Ao passo em que os EUA quer a submissão do Brasil, para explorar todos os nossos recursos naturais, ao Brasil interessa a soberania. E Lula expressa justamente essa oposição.

Os serviçais do imperialismo, em sua missão “diplomática”, ainda convidaram Lula para uma visita ao presidente Joe Biden, nos EUA, neste ano. O petista disse que em função das articulações necessárias na política nacional, não deve conseguir realizar a visita ainda em 2022.

A conversa de Lula com o enviado, Jake Sullivan, tratou do Haiti, onde os EUA querem que o Brasil seja novamente uma fachada para a intervenção imperialista no país. Sobre a Ucrânia, Lula apenas expressou o desejo de trabalhar pela paz, ou seja, contra a pressão do imperialismo sobre a Rússia, que apenas se defende dos ataques externos. O encontro durou duas horas.

Desde sua vitória, Lula vem demonstrando uma tendência clara de oposição ao imperialismo e à política neoliberal no Brasil. Os trabalhadores devem aproveitar a situação para garantir base ao governo e pressioná-lo para atender suas reivindicações, como uma política de reestatizações generalizadas e de reversão de todas as medidas do golpe. Por um governo dos trabalhadores!

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