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Controle da Informação

O imperialismo está criando uma rede mundial de censura

A necessidade do controle ideológico dentro dos países imperialistas fez ressurgir órgãos e instituições destinadas à propaganda, à censura e à mentira


Em meio a uma das maiores crises de toda a sua história, o imperialismo está se tornando cada vez mais agressivo para garantir a sua dominação sobre os países atrasados. As recentes derrotas que sofreu, como a expulsão dos Estados Unidos do Afeganistão e a derrota dos golpes na Bolívia, no Cazaquistão, na Bielorrúsia e na Nicarágua, lhe obrigou a adotar novas estratégias para impedir a sua derrocada.

Um dos principais aspectos de sua tentativa de sobreviver é o controle ideológico. A burguesia sempre utilizou a imprensa imperialista como uma de suas principais armas no combate à luta dos trabalhadores. Trata-se de uma gigantesca rede de comunicação que visa, acima de qualquer coisa, impor a política que as grandes potências, em especial, os Estados Unidos, querem para o resto do mundo.

Todavia, apesar de sua magnitude, isso se mostrou insuficiente para estancar o sangramento do sistema capitalista. A crise já não está somente nos países pobres, foi transportada para dentro dos países imperialistas, o que lhes obrigou a reservar atenção especial aos seus próprios territórios. Nesse sentido, assim como fez em outros momentos nos quais estava ameaçada, como nas Grandes Guerras e na crise de 1929, a burguesia voltou a investir em mecanismos internos para doutrinar a sua população, criando novos órgãos e financiando instituições que possuem como único objetivo impor a propaganda imperialista para si e para o resto do mundo.

Um aspecto inicial dessa nova etapa de controle ideológico foi a campanha mundial em prol da censura, impulsionada, em primeiro lugar, pelo imperialismo. Grandes empresas de comunicação, como o Twitter, o Facebook e o YouTube, começaram a instituir, ao longo dos anos, políticas cada vez mais duras contra a liberdade de expressão. O cúmulo disso foi quando Donald Trump, à época, presidente dos Estados Unidos, teve a sua conta no Twitter derrubada.

Ao mesmo tempo, a imprensa imperialista, defendendo essas medidas, se esforçou para estabelecer o crime de opinião, que tem como base a tese de que certas opiniões são intoleráveis e, portanto, devem ser expurgadas da sociedade por meio da repressão. Algo que, no final, serve para atacar as organizações dos trabalhadores.

No Brasil, por exemplo, diversas figuras foram alvo dessa operação, como é o caso de elementos ligados ao bolsonarismo, como Allan dos Santos e Daniel Silveira e de apresentadores de programas, como Monark e Danilo Gentili, todos massacrados pela imprensa pelo que falaram.

Ao mesmo tempo em que aumentaram a censura contra a política que não lhe é agradável, o imperialismo também se dedicou a impulsionar a sua própria doutrina. Mas, não apenas pela imprensa burguesa, o fizeram também por meio de órgãos estatais.

O sítio Voltairenet.org publicou, em artigo intitulado O Ocidente renuncia à liberdade de expressão, uma extensa análise de como o controle informacional volta a ser atribuição oficial do Estado burguês. O autor cita diversos exemplos que mostram que as principais potências imperialistas fundaram novos ramos governamentais para cuidar de assuntos relacionados à propaganda interna e externa de seus países.

Em primeiro lugar, temos os Estados Unidos, carro-chefe de toda essa operação, que possui um Centro de Envolvimento Global (GEC), estrutura interna ao Departamento de Estado que serve para coordenar os discursos oficiais de seus aliados. Além disso, na mesma instância, possui um subsecretariado chamado Diplomacia Pública e Relações Públicas encarregado de lidar com a propaganda no exterior.

Uma prova de que se trata de uma operação em desenvolvimento é o fato de que Joe Biden, em abril deste ano, contratou Nina Jankowicz para sua assessoria. Seu currículo não deixa dúvidas: é garota propaganda da campanha contra a Rússia, sendo conhecida por seu livro acerca da “desinformação russa”. Além disso, trabalhou para Zelensky e, antes disso, para Pavlo Klimkin, Ministro das Relações Exteriores de Petro Poroshenko. À época, se opôs aos Acordos de Minsk, defendendo, então, o golpe nazista ucraniano como uma revolução popular.

Durante a guerra no Donbass, enquanto as forças nazistas massacravam o povo russo, defendeu publicamente diversas organizações fascistas, como é o caso do Batalhão Aidar. Como se não bastasse, foi responsável por propagandear as acusações falsas de traição contra Trump, negando, também, a atuação de Hunter Biden para manipular a situação política nos EUA.

Ou seja, é uma especialista em mentiras e, a ela, foi atribuída a direção do Conselho de Governança da Desinformação, algo descrito pelo artigo em questão como a reconstituição do” dispositivo de propaganda de guerra criado pelo Presidente Woodrow Wilson em 1917”.

Na Europa, o mesmo acontece. A Inglaterra aposta em um Think Tank chamado Instituto pelo Diálogo Estratégico que desempenha o mesmo papel que as versões americanas. A Polônia e a Itália instituíram, com o começo da guerra da Rússia contra o imperialismo na Ucrânia, programas governamentais de vigilância contra figuras classificadas como “pró-russas”. Na Alemanha, a Ministra do Interior criou um órgão de controle mais macabro ainda que tem como missão “harmonizar as notícias” na imprensa.

Fica claro, então, que está em funcionamento uma máquina mundial que visa controlar tudo o que é dito. No Brasil, não é diferente. O judiciário e a imprensa brasileiros têm travado, juntos, uma campanha pela censura, algo que culminou na derrubada das contas nas redes sociais do Partido da Causa Operária (PCO). Finalmente, toda a mobilização da burguesia imperialista no País torna-se cada vez mais evidente, utilizando as mais diversas forças políticas do País para atingir os seus objetivos.

Aqui, a metáfora do animal ferido mas não morto, que se torna ainda mais agressivo, descreve bem a situação. O imperialismo, tentando impedir a sua própria destruição, adota métodos cada vez mais fascistas de combate aos seus inimigos, algo que, em breve, deve se voltar com toda a força sobre as organizações operárias e seus elementos de vanguarda.

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