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Golpe no Paquistão

O impasse de Imran Khan

A mobilização de ruas aumenta de um lado, os generais se mobilizam do outro, o futuro do Paquistão é incerto


A luta contra o golpe de Estado do Paquistão se encontra em um impasse. Desde a derrubada do Primeiro-Ministro Imram Khan, em abril, o país de mais de 200 milhões de habitantes passa por uma das maiores mobilizações do planeta. O governo golpista não chama novas eleições para que Khan, a liderança mais popular do país, não seja reeleito, enquanto isso o movimento de luta contra o golpe cresce cada vez mais. Nenhum dos dois lados recua e a crise se aprofunda.

O golpe no Paquistão aconteceu pouco após a operação russa contra a OTAN na Ucrânia, ele foi organizado pelos próprios EUA, como denunciou Khan, e impôs um regime cada vez mais ditatorial no país. A população se mobilizou imediatamente e Khan assumiu a liderança desse movimento. Os atos são gigantescos, vários reuniram mais de 100 mil trabalhadores em estádios de críquete, o esporte nacional da qual o próprio Khan é um dos maiores craques do país.

O partido de Khan, o PTI, é uma organização nacionalista islâmica, mas não tão radical quanto os seus vizinhos afegãos. A direção do movimento repercute um discurso moderado e pacifista que não aparenta ser a sintonia das bases. Em um momento a justiça tentou prender Khan, que foi imediatamente cercado por milhares de trabalhadores que impediram a polícia de avançar e garantiram sua liberdade. Outro momento de crise foi quando ele sofreu uma tentativa de assassinato.

O disparo atingiu sua perna e ele não correu risco de vida, contudo, no dia seguinte, uma gigantesca multidão bloqueou as principais vias no entorno da capital Islamad, a paralisando totalmente. Até agora são duas semanas de bloqueios com uma violenta repressão, centenas de presos e mais de seis mortos. Imram Khan, por sua vez, chamou uma grande manifestação para a capital. Uma emissora de TV paquistanesa noticiou que haviam 10 mil tropas mobilizadas para conter o ato, inclusive com francos atiradores. E essa não foi a única reação do governo golpista aos atos, o primeiro-ministro também indicou um novo chefe para as forças armadas.

O Paquistão é um país que passou por décadas de ditadura militar pró imperialista, daquelas muito conhecidas pelos sul americanos, o que faz a troca de comandante das forças armadas levantar o alerta vermelho. O General Asim Munir, que assumiu o cargo recentemente, foi chefe do serviço de inteligência do exército, tradicionalmente o setor mais pró imperialista das forças armadas e, ao que tudo indica, foi o próprio Imram Khan que o removeu do cargo. A notícia, portanto, é tenebrosa e, agora que ele assume o cargo, é preciso um acompanhamento cauteloso.

A última notícia, também negativa, é que Imram Khan cancelou a grande mobilização da capital, que havia convocado após sofrer o atentado. O regime golpista não parece que irá recuar, assim como a população, que passados 7 meses seguem nas ruas. É um impasse e Imran Khan está no centro. Resta saber se ele será empurrado pelas massas a tomar o poder ou se irá capitular. É um momento crítico no Paquistão e o futuro é incerto.

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