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A esquerda golpista

O canto do Galo: sem medo de ser golpista

Enquanto o PSOL posterga a definição acerca do apoio à candidatura de Lula, Paulo Galo mostra aonde o partido de Juliano Medeiros, Boulos e Cia. quer realmente chegar


Em transmissão do Youtube que reuniu vários youtubers ligados à esquerda pequeno-burguesa, na última sexta-feira (18), o entregador de aplicativos do PSOL, Paulo Galo, voltou a atacar o ex-presidente Lula e sua candidatura.

“Eu acho muito mais importante a posição de todos que estão aqui, de todos que são contra essa chapa [Lula/Alckmin] depois que o Lula ganhar (…) Porque depois que o Lula ganhar tem que fazer a rua ferver. E não tem que ter medo de ser chamado de golpista, parça. Porque, veja bem, o golpe começa quando você coloca o golpista de vice”, disse o psolista, no que foi apoiado pelos demais participantes do programa. 

Não se trata do primeiro ataque mais direto de Galo dirigido a Lula. Às vésperas do natal do ano passado, o psolista já havia publicado no Twitter uma declaração na qual afirmava que “Se colocasse Lula no lugar da Dilma pra toma xoque [sic] ele caquetava…”. Diante da repercussão negativa da postagem nas redes, o entregador correu para apagar a mensagem.

Em primeiro lugar, não podemos deixar de apontar o caráter galhofeiro do novo ataque contra Lula. Mestre da cocção, depois de defumar estátuas, ele agora fala em fazer a rua “ferver” contra um eventual governo Lula. Nós perguntamos: com que meios? Por meio de qual movimento? Como este Diário vem pontuando há tempos, Galo é mais uma dessas lideranças artificiais alçadas pela imprensa golpista e pró-imperialista, uma liderança made in Folha de S. Paulo, estimulada e financiada, como muitas outras, por instituições vinculadas ao imperialismo. Espécie de Boulos em versão de bolso, não dirige nenhum movimento real capaz de “ferver” as ruas contra Lula, este sim, goste-se ou não dele, concorde-se ou não com sua política, um dirigente de um movimento real.

Se Galo quer trabalhar para colocar o povo nas ruas contra Lula, por que não fez o mesmo durante o governo Bolsonaro? Motivos não faltaram nos últimos anos. A pseudoliderança dos entregadores, no entanto, foi uma figura apagada em todo esse período. Brilhou apenas no episódio da queima de estátua de Borba Gato, uma ação inócua politicamente e de puro marketing eleitoral. Seu papel nos atos de rua pelo Fora Bolsonaro em 2021, por exemplo, foi exatamente nenhum. Na verdade, melhor seria dizer que Galo pertence ao setor da esquerda que, primeiro, não queria sair às ruas para lutar pelo Fora Bolsonaro ― a política do “fica em casa” foi a expressão mais evidente desse setor ― e, depois, atuou ativamente para sabotar e esvaziar os atos ― com o apoio à entrada da direita golpista “antibolsonarista” nas manifestações. Se não “ferveu” as ruas com Bolsonaro, por que “ferveria” com Lula?   

Mais interessante, porém, é notar que Galo expressa de maneira mais aberta e descarada a política golpista de um importante setor da esquerda nacional. São os setores que tiveram papel fundamental no golpe de Estado de 2016. São aqueles que participaram do movimento “Não Vai Ter Copa” e da campanha contra a usina de Belo Monte, duas ferramentas estimuladas e utilizadas pela burguesia imperialista para golpear o governo do PT pelo flanco esquerdo no processo geral do golpe.

São os setores que apoiaram a perseguição judicial a Lula e chegaram a bradar em alto e bom som: “Viva a Lava Jato” (Luciana Genro, do PSOL). Trata-se daqueles agrupamentos que afirmaram que nunca houve golpe e que, quando não atuaram ombro a ombro com a direita golpista, como é o caso do PSTU, abstiveram-se de travar a luta contra as forças reacionárias do golpe.

A mensagem de Galo é um indicativo das tendências presentes dentro do PSOL e em seus satélites. É como se dissessem: estamos dispostos a repetir o que fizemos no golpe de 2016. Mais ainda: não devemos ter medo de fazê-lo. Não tenhamos medo de ser golpistas! ― conclama Galo para aqueles que ainda se mostram hesitantes em repetir a dose do golpismo dos anos anteriores. O Boulos dos entregadores escancara e esclarece a política que frações da esquerda buscam turvar e obscurecer: o objetivo é sabotar a candidatura de Lula. 

Enquanto o PSOL, oficialmente, posterga para as vésperas das eleições a definição do apoio à candidatura de Lula, Paulo Galo mostra aonde o partido de Juliano Medeiros, Boulos e Cia. quer realmente chegar. Paulo Galo prega aos quatros cantos, para todo o mundo ouvir, o que o PSOL está neste momento fazendo, mas se esforça de todas as maneiras para esconder: desgastar, sabotar, a candidatura Lula.

A falsa liderança dos entregadores não dispõe da sofisticação da manobra da direção oficial do PSOL. Galo não tem medo de aparecer ao mundo enlameado na política golpista. A direção do PSOL mostra que ainda tem esse medo.    

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