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Imprensa revolucionária

Dossiê Causa Operária: jornal para quem gosta de análise política

No próximo sábado, o PCO lançará publicação quinzenal com matérias analíticas


Na próxima semana, com lançamento previsto para o sábado, dia 19, uma nova publicação virá a público: o Dossiê Causa Operária.

Os companheiros que acompanham o Partido, tanto nas redes quanto na rua, provavelmente já se deram conta de que o antigo jornal Causa Operária passou por mudanças. Mais enxuto, com o objetivo de maior circulação entre as massas, o Causa Operária semanal custa apenas 1 real!

Já o Dossiê, que será uma publicação semanal, surge com o intuito de preencher a lacuna na imprensa de esquerda em geral, e particularmente da esquerda revolucionária, de uma publicação regular mais analítica, com matérias mais profundas analisando as principais questões do momento.

Em comemoração ao lançamento do Dossiê Causa Operária no dia 19 de novembro no Centro Cultural Benjamin Péret (Rua Serranos, 90 , em São Paulo) será realizada uma palestra acerca da importância da imprensa para um partido operário e uma apresentação da nova publicação. O evento será transmitido ao vivo na Causa Operária TV no YouTube após a Análise Política da Semana com o companheiro Rui Costa Pimenta.

Depois da palestra de lançamento haverá uma atividade social de confraternização entre os militantes do partido e simpatizantes.

Àqueles que acompanham a intelectualidade, especialmente aquela ligada à universidade, se torna cada vez mais evidente a sua incapacidade de compreender o real movimento dos acontecimentos políticos nacionais e internacionais. Sem uma metodologia rigorosa e científica, ou seja, sem partir da real luta de classes, do Marxismo, é natural que essa incompreensão se traduza na análise de uma realidade fictícia.

A consequência deste fato é a consolidação de um setor de esquerda antioperário e profundamente alinhado à política do grande capital, sendo os exemplos mais bem acabados deste fenômeno o PSOL, no Brasil, o Syriza, na Grécia e o Podemos, na Espanha; e é claro o governo Boric no Chile. Estes grupos abandonaram a luta de classes e aderiram às teses identitárias vindas das universidades norte-americanas, que, é importante pontuar, nada tem a ver com a luta do negro, da mulher, etc. Do ponto de vista da tomada do poder, a quase totalidade da esquerda, que se diz revolucionária, abandonou a necessidade da ditadura do proletário e aderir de corpo e alma à democracia burguesa; ainda que não o tenham feito na fraseologia, o fazem na prática. De maneira um tanto concreta, esses agrupamentos se colocam do lado dos nazistas na Ucrânia, contra os governos nacionalistas latino-americanos na Venezuela e na Nicarágua, contra os estados operários em Cuba e na Coreia do Norte, contra os países que se levantam contra o imperialismo, como a Rússia, etc. Do ponto de vista nacional, aderem à tese absurda de que Lula é o candidato do imperialismo (algo que se faz um tanto curioso pois esses setores chamaram voto no Presidente eleito, de maneira um tanto oportunista), se colocam contra a necessidade do desenvolvimento nacional, a favor da entrega da Amazônia ao imperialismo, etc.

Sem travar uma intensa luta política contra esses farsantes será impossível esclarecer os mais avançados elementos dentre os trabalhadores, somente ao contrapor o verdadeiro Marxismo (aqui é importante pontuar, não existem “marxismos” tal qual colocam diversos burocratas universitários) com suas perversões pequeno-burguesas será possível fazê-lo. E essa luta deve ser constante e levada adiante de todas as maneiras possíveis, donde a absoluta necessidade de uma publicação como o Dossiê Causa Operária.

A primeira grande tarefa que se coloca atualmente é o combate àqueles que buscam jogar, atendendo aos interesses do grande capital imperialista, a nossa história nacional na lata do lixo. Os mais diversos tipos de mercenários “intelectuais”, dentre os quais os identitários e os falsos patriotas, defendem teses absurdas como a de que a Independência se tratou uma farsa, de que melhor seria se o País tivesse se estilhaçado em uma dezena de paisecos como o resto da América Latina, que a escravidão nunca acabou, dentre tantas outras. A questão da Independência apareceu como a mais atacada nos últimos tempos devido à, além da campanha antinacional geral, instrumentalização do seu bicentenário por parte do bolsonarismo durante as eleições presidenciais. A esquerda desorientada ataca tudo que Bolsonaro supostamente “defende”, pois não defende de fato, mesmo quando é algo a ser defendido.

O fenômeno do bolsonarismo também mostrou que o grosso da esquerda simplesmente ignora o caráter real do fascismo, do que é um movimento fascista. Ao mesmo tempo que saem por aí acusando todos de serem fascistas, não fazem a menor ideia do que seja. Pensam se tratar de alguma espécie de loucura social que logo desaparecerá, ou defendem teses absurdamente reacionárias, advindas do poço de lixo que eram as concepções estalinistas, como a de que o povo é fascista/nazista. É preciso, portanto, esclarecer o que foi o fascismo italiano e o nazismo alemão, e analisar sob a base do Marxismo o que é o bolsonarismo, além, é claro, de discutir qual a maneira correta de combatê-lo.

Finalmente, sem entender o que se passa no mundo de conjunto, é impossível entender o nível da crise do regime de dominação imperialista. Ainda que a vitória de Lula nas eleições presidenciais, mesmo com toda a máquina de compra de votos bolsonarista e a frente dos patrões em apoio à Bolsonaro no segundo turno, seja uma evidência de tal crise, sem entender a ascensão da extrema-direita europeia, que chegou ao governo na Itália, a incapacidade do regime imperialista norte-americano em extirpar o trumpismo mesmo com uma perseguição intensa, o levante generalizado dos países atrasado contra a ditadura mundial imposta pelo imperialismo, e as tentativas de intervenção imperialistas em países-chave como o Irã e a Rússia, é impossível traçar um quadro claro e estabelecer uma política verdadeiramente revolucionária, socialista.

É para tratar desses temas, e de tantos outros, em detalhes que será publicado o Dossiê Causa Operária. Convidamos todos os companheiros a fazerem a assinatura e participarem presencialmente do lançamento do Dossiê, sábado à noite no CCBP de São Paulo. Até lá!

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