─ Sputnik News ─ O Ministério da Defesa da Rússia relatou aos jornalistas que falta eletricidade e gás na cidade de Mariupol, onde os moradores vivem em condições terríveis, enquanto são agredidos por militantes nacionalistas.
Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, anunciou nesta segunda-feira (7) que há uma situação difícil na cidade de Mariupol, com os moradores privados de eletricidade e gás, sendo impedidos por nacionalistas até de preparar comida na rua.
“Segundo os civis que fugiram ontem [6] de Mariupol, a situação na cidade, ocupada por nacionalistas, é difícil. As pessoas estão se escondendo em porões, devido à falta de eletricidade e gás em suas casas elas são forçadas a preparar a comida na rua, em fogueiras”, disse Konashenkov.
“Os militantes [nacionalistas] os dispersam”, acrescentou.
“Os nacionalistas abrem fogo contra todos os civis que tentam sair das casas. As pessoas são forçadas a escrever com tinta nas paredes e nas portas das casas: ‘Não disparem, aqui há crianças!'”, indicou Konashenkov.
“No entanto, os nacionalistas, usando uma tática terrorista, estão instalando suas posições de fogo justamente nas casas com as palavras ‘Não disparem, aqui há crianças!'”, afirmou ele.
Moradora local sobre evacuação de Mariupol: militares ucranianos ‘fuzilam todos’
Uma residente de Dmitrovka, na Ucrânia, que conseguiu sair de Mariupol, contou sobre a evacuação de sua família do país.
Conforme suas palavras, as Forças Armadas da Ucrânia alvejam os civis que tentam fugir de suas cidades, enquanto os militares russos ajudam as pessoas a evacuar a cidade.
A mulher refugiada disse que o lado ucraniano manteve o regime de cessar-fogo, anunciado para abrir corredores humanitários, apenas por cerca de duas horas:
“Ainda houve uma coluna que estava sendo evacuada, havia um corredor, foram evacuados ônibus de Volnovakha para Mariupol, eles passaram dez quilômetros e foram alvejados. Todos.”
Atualmente a mulher está no posto de controle na fronteira da Rússia. De acordo com suas palavras, os militares da República Popular de Donetsk que a receberam não colocaram nenhuns obstáculos, deles ela apenas recebeu ajuda.
“Eles deixaram-nos passar em todos os postos”, afirmou.


