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Contra Lula

Mais de 2 mil empresas denunciadas: coação a favor de Bolsonaro

Foram quase três mil denúncias, o que evidencia a gigantesca operação dos capitalistas em favor do candidato da direita


Balanço atualizado do  Ministério Público do Trabalho (MPT) apresenta dados parciais da intensa campanha realizada em milhares de empresas pelo País em favor da candidatura da direita, Jair Bolsonaro, por meio da coação de centenas de milhares ou milhões de trabalhadores.

Segundo divulgou o Portal da CUT, o MPT recebeu 2.749 denúncias de “assédio eleitoral”, uma tentativa de “encabrestar” o voto dos trabalhadores com ameaças de demissões e outras contra quem votasse em Lula. Dentre as muitas denúncias, houve casos, inclusive, de empresários que publicaram notas dirigidas aos trabalhadores com ameaças no caso da vitória de Lula.

Segundo o MPT, estariam envolvidas  2.093 empresas e instituições públicas. Só nestas, se a média for de 100 empregados, teríamos mais de 200 mil pessoas atingidas. Os denunciados, como sempre ocorre em quase todo os crimes contra o povo, no entanto, são apenas uma pequena parte do total de envolvidos, ainda mais porque não houve por parte dos sindicatos e nem de nenhum órgão público qualquer campanha em favor de que tal crime fosse denunciado. A justiça estava muito mais preocupada em impor limites, ou seja, cassar, a liberdade de expressão e encenar uma guerra que, de fato, não houve contra Bolsonaro, do que em coibir qualquer tipo de ação ditatorial dos patrões contra os trabalhadores e o seu direito de livre escolha.

É claro que a política de intimidação e pressão patronal não é uma novidade desta eleição e, tampouco, uma invenção da campanha de Jair Bolsonaro. Mas o que chamou atenção foi o volume de casos denunciados que, repetimos, deve indicar apenas a “ponta de um iceberg”, que foi a gigantesca operação de amplas parcelas da burguesia para tentar garantir a vitória de Bolsonaro. Segundo a CUT, “o total de casos é 13 vezes maior do que em 2018 e o de denunciadas, 21 vezes maior“.

O estado com maior números de casos, Minas Gerais, foi – não por coincidência – aquele em que se anunciava que Bolsonaro disputava seu Frigorífico de MG obriga trabalhadores a vestir camisetas pró-Bolsonaro em  evento - CUT - Central Única dos Trabalhadoresdestino e esperava ganhar de Lula. Lá, o MPT recebeu denúncias como a dos frigoríficos Frigobet e Serradão (foto), que estão sendo  processados após promover comício, em pleno pátio, para pedir votos para Bolsonaro.

“Além de distribuir camisetas verde e amarela para os empregados, houve promessa de um pernil para cada, caso o candidato defendido por eles saísse vencedor”, lembrou o Ministério Público. “A Justiça proibiu o assédio e determinou que o empresário deveria publicar uma retratação nas redes sociais.”

No Estado mais rico da Federação, SP, dentre as centenas de denúncias, o MPT destacou o caso da empresa de construção, Concreserv, que ameaçou demitir 30% dos funcionários no caso da vitória de Lula, além de distribuir “santinhos” aos empregados.

Além de serem apenas uma parte da gigantesca operação de coação que se deu em fábricas e empresas, essas do campo e da cidade etc. esta ação ditatorial da burguesia contra o voto em Lula foi apenas uma parte do esquema armado para tentar impedir a vitória dos trabalhadores. Destaque-se que a eleição foi marcada pela “compra de votos” legalizada por meio da liberação de mais de R$100 bilhões de recursos públicos nos meses que antecederam as eleições, por meio da aprovação da PEC do estado de emergência, aprovada  – inclusive – com o voto da bancada parlamentar da esquerda que apoiava Lula nas eleições.

A isso também se somou a operação de cerceamento do voto no dia das eleições, como no caso dos verdadeiros bloqueios de estrada ou piquetes eleitorais (disfarçados de blitz) realizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ou mesmo pelas Polícias Militares (PM) em diversos estados. Compondo uma situação que deixa evidente que se montou uma operação (que por certo deve ter outras medidas ainda desconhecidas) para fraudar as eleições em favor de Bolsonaro, que fracassou pelo gigantesco apoio popular de Lula que, com certeza, seria ainda maior do que os mais de 60 milhões de votos apurados, não fossem todos esses e outros mecanismos de manipulação e fraude.

Os sindicalistas, que nada fizeram no sentido de mobilizar os trabalhadores contra essa operação criminosa, continuam com a política de apoiar e depositar esperanças de que as costumeiramente inúteis apurações e investigações dos poderes públicos conduzirão a algum lugar.  Uma situação que só serve para que não se faça qualquer campanha real contra esta gigantesca operação criminosa dos patrões que precisa ser desmascarada, até mesmo para desarmar as novas investidas que virão contra o governo Lula, na medida em que esse procure implementar qualquer tipo de medidas importantes de interesse geral dos trabalhadores.

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