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Ceará

Lino Alves, candidato do PCO: “o sistema financeiro é um câncer”

Militante do PCO desde a década de 1980, Lino Alves é candidato a deputado federal pelo Partido no Ceará


Eleições de 2022, o Diário Causa Operária entrevista Lino Alves, 2929, candidato a Deputado Federal no Ceará pelo Partido da Causa Operária (PCO), por Lula presidente e por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

Engenheiro de segurança, ex funcionário do Banco do Estado do Ceará, sempre esteve nas lutas dos bancários e outras categorias, durante a ditadura militar fortaleceu o movimento de luta do sindicato dos bancários contra a ditadura, foi o primeiro candidato a prefeito pelo PT (Partido dos Trabalhadores) de Juazeiro do Norte e apoiou a Causa Operária, movimento de onde veio o Partido da Causa Operária. Recentemente participou de todos os atos pela liberdade de Lula e também pelo Fora Bolsonaro.

Lino acredita que a saída é a organização popular e a efetiva participação democrática da população na gestão das cidades. Assim como todos os integrantes do Partido da Causa Operária, Lino não defende simplesmente um governo do PCO, Lino luta por um governo dos trabalhadores, por um governo que seja exercido pelas organizações que representam os interesses da maioria da sociedade, principalmente aqueles setores que produzem a riqueza do nosso país. Lino Alves se opõe, assim como todo o partido, àquelas candidaturas “milagrosas” que dizem que vão fazer acontecer, que vão mudar tudo isto que está aí, que vão incluir o pobre no orçamento, e coisas como essas. Coisas como essa nós vemos principalmente nos candidatos da direita, mas infelizmente alguns setores da esquerda imitam e quando essas pessoas chegam ao governo nota-se que é tudo uma ficção, senão imediatamente, alguns anos depois tudo que foi feito é desfeito facilmente num piscar de olhos, ou com uma canetada.

O que Lino e o PCO propõem é uma organização efetiva da população, através dos seus sindicatos, das associações populares, de novas organizações que existam para criar uma nova forma de representação, uma forma de exercer o poder e estabelecer verdadeiramente um governo operário e do conjunto dos setores explorados, por exemplo, numa cidade como Fortaleza onde os trabalhadores são fortes na construção da riqueza do país, mas que na cidade não opinam em nada.

Discursando em uma das ruas do Crato.

Confira a entrevista logo abaixo na íntegra.

Diário da Causa Operária: Pode nos contar um pouco sobre sua formação profissional?

Lino Alves: Engº de Operação Edificações, em 1980, daí devido às dificuldades de trabalho na área de edificações, fui parar em no Banco do Estado do CE, participei de vários congressos como bancário e nessa época já era do PCO, Partido da Causa Operária, uma tendência do PT.

Diário da Causa Operária: E como você entrou no PCO?

Lino Alves: Eu fundei a oposição bancária, pois o sindicato era da estrutura da ditadura militar, eram pelegos, é tanto que aqui nós parávamos cerca de 8 mil trabalhadores e nós, os integrantes da oposição bancária, é que dirigimos as greves aqui na região, foi nessa época que conheci a Causa Operária.

Diário da Causa Operária: Você comentou que já foi bancário. Como é a intervenção do Partido nesta categoria?

Lino Alves: Sim passei 15 anos no Banco do Estado do CE,  e por ter sido candidato a prefeito pelo PT em 1988 e sindicalista da oposição o Tasso Jereissati não gostou da ideia e fui demitido em 1991…..cinco anos depois veio baque geral muitos camaradas foram demitidos do BB e houve muitos suicídios.

Diário da Causa Operária: Além disso, consta, no site da sua candidatura, que você foi o primeiro prefeito pelo PT em Juazeiro do Norte. Levando isso em consideração, como você vê a sua candidatura pelo PCO a deputado federal?

Lino Alves: Isso foi em 1988, assumimos a tarefa de representar os trabalhadores nas eleições, mesmo assim os poderosos tiveram medo e pediram para que nós retirássemos a candidatura, em troca eles nos davam cargos, mas nossa tarefa não era por cargos mas para mostrar um candidatura Classista e Revolucionária, portanto seguimos em frente até a demissão do Banco, que foi outra luta grande…..

A candidatura a Deputado Federal, temos algo bem mais maduro no PCO, temos um programa onde pedimos a estatização do sistema financeiro, que é um câncer, o qual drena todas as riquezas do país.

Diário da Causa Operária: E em relação aos outros candidatos do Estado? O PCO se configurou, em outros lugares, como as únicas candidaturas verdadeiramente de esquerda, como é o caso do Rio de Janeiro. É o caso do Ceará?

Lino Alves: Todas as outras candidaturas ditas de esquerda, acreditam que vão para o congresso e que vão resolver alguma coisa para o povo, nós entendemos que não temos chance alguma de nos elegermos, mas temos aproveitamos o momento para mostrar que temos um partido revolucionário, fazemos a mesma coisa que um dia Lenin nos disse vamos denunciar a máfia das eleições, mostrando aos trabalhadores que eles podem mudar tudo isso através de uma revolução operária.

Programa do YouTube, Marxismo por Rui Costa Pimenta.

COTV

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